Saúde
16 de julho de 2026Os métodos contraceptivos são um conjunto de métodos e técnicas reversíveis ou definitivos, usados com o objetivo de evitar uma gravidez não planejada.
Existem diversos tipos de contraceptivos como pílula anticoncepcional, implante, diafragma, laqueadura, vasectomia, DIU, camisinha e também alguns métodos naturais.
No entanto, antes de escolher um método anticoncepcional, é importante consultar o ginecologista ou urologista. Isso porque o médico irá avaliar as vantagens e desvantagens de cada tipo, conforme as condições da mulher e do homem, como idade, doenças ou alergias, por exemplo.
Os contraceptivos hormonais incluem:
A pílula anticoncepcional oral é um método contraceptivo muito seguro para evitar a gravidez não planejada. Isso porque possui hormônios que inibem a ovulação, aumentam a viscosidade do muco cervical e alteram o endométrio, impedindo a fecundação.
Os tipos de pílula anticoncepcional são combinada, que contém estrogênio e progestogênio, e a minipílula, que tem apenas progesterona e é mais indicada durante a amamentação.
Os efeitos colaterais mais comuns da pílula anticoncepcional incluem náuseas, dor de cabeça e dor nas mamas, humor deprimido, alterações de humor, náusea, vômito, ganho de peso e sangramento irregular, por exemplo.
Além disso, a pílula pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos venosos ou arteriais.
O implante anticoncepcional, como o Implanon, é um método contraceptivo que ajuda a prevenir a gravidez através de um pequeno tubo de silicone que é colocado no braço, embaixo da pele, pelo ginecologista.
Este método libera hormônios para o sangue de forma lenta, impedindo a ovulação e alterando o muco cervical, o que dificulta a entrada dos espermatozoides no útero.
Os possíveis efeitos colaterais deste método contraceptivo incluem período menstrual irregular, aumento de peso, dor de cabeça, nos seios e no estômago, vaginite, náuseas, tonturas e acne, por exemplo.
O anticoncepcional injetável é um método contraceptivo hormonal que impede a ovulação e causa alterações no muco cervical, dificultando a chegada do espermatozoide no útero, prevenindo a gravidez não planejada.
Existem dois tipos de anticoncepcionais injetáveis, o trimestral que contém apenas progesterona e deve ser aplicado a cada 3 meses, e o mensal que contém estrogênio e progesterona.
O anticoncepcional injetável pode causar efeitos colaterais como dor nas mamas, náuseas, vômitos, dor de cabeça, tontura e ganho de peso.
O anel é um método contraceptivo que consiste em um anel flexível que é inserido na vagina pela mulher e libera hormônios que agem impedindo a ovulação.
Este método libera gradativamente hormônios que são absorvidos pela parede vaginal e agem impedindo a ovulação e tornando o muco do colo uterino mais espesso.
Este método pode causar efeitos colaterais, como dor de cabeça, vulvovaginite, aumento da secreção vaginal, náusea, sensibilidade e dor nas mamas, alteração de humor, cólicas e dor abdominal, por exemplo.
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O adesivo anticoncepcional transdérmico é um método contraceptivo para evitar a gravidez não planejada. Conheça melhor sobre o adesivo anticoncepcional.
Este contraceptivo contém norelgestromina e etinilestradiol, que são liberados diariamente na corrente sanguínea, inibindo a ovulação, engrossando o muco cervical e alterando o endométrio.
Os efeitos colaterais mais comuns com este método contraceptivo são dor e sensibilidade nas mamas, dor de cabeça, náusea e cólicas menstruais. Além disso, como todo método com estrogênico, existe o risco de tromboembolismo venoso.
A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência, que pode ser usado nos dias após uma relação sexual desprotegida para prevenir uma gravidez indesejada, pois atrasam ou inibem a ovulação.
Este método também pode ser usado quando o método contraceptivo habitual falhou, como acontece quando o preservativo estoura ou a pílula anticoncepcional foi esquecida.
A pílula do dia seguinte pode provocar efeitos colaterais como dor de cabeça, náusea, cansaço, dor nas mamas e abdominal, vômito e um pequeno sangramento vaginal que não está relacionado com a menstruação, por exemplo.
Os métodos contraceptivos de barreira são:
A camisinha masculina é um método contraceptivo de barreira, que impede o contato do espermatozoide com o óvulo, além de proteger contra infecções sexualmente transmissíveis.
Porém, para ser eficaz deve-se colocar a camisinha corretamente, desenrolando a camisinha e colocando na cabeça do pênis, apertando a ponta para tirar o ar e desenrolando até a base do pênis.
Conforme o tipo de material do preservativo, este método pode causar alergia em algumas pessoas.
O preservativo feminino é um método contraceptivo que pode substituir a pílula anticoncepcional, por contra gravidez não planejada, além de proteger contra infecções sexualmente transmissíveis como como HPV, sífilis e HIV.
Esse método pode causar alergia em algumas mulheres ou desconforto.
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O diafragma é um método contraceptivo que impede a entrada dos espermatozoides no útero, evitando a fecundação do óvulo.
Esse método contraceptivo consiste em um anel flexível, feito de silicone ou látex e que deve ser colocado na vagina antes da relação sexual, junto com um pouco de gel espermicida.
Não existem efeitos colaterais associados ao uso do diafragma vaginal. No entanto, em algumas situações como alergia ao látex ou silicone e alterações anatômicas na vagina, por exemplo, o diafragma não é recomendado.
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A esponja contraceptiva é um método contraceptivo de barreira que impede a passagem dos espermatozoides para o útero, ajudando a evitar a fecundação do óvulo.
Esse método consiste em uma pequena esponja macia e descartável, que contém espermicida e deve ser umedecida com água e inserida na vagina antes da relação sexual. Veja como usar a esponja espermicida.
A esponja deve cobrir o colo do útero e permanecer no local por pelo menos 6 horas após a última relação.
Em algumas mulheres, o uso da esponja contraceptiva pode causar irritação ou desconforto vaginal, especialmente devido ao espermicida.
Os principais métodos contraceptivos intrauterinos são:
O DIU não hormonal é um método contraceptivo intrauterino indicado para prevenir a gravidez, pois altera as características do útero e do muco cervical, diminuindo a mobilidade do espermatozoide.
Este dispositivo é uma pequena peça de polietileno revestido por somente cobre ou cobre e prata, sendo colocado no interior do útero da mulher pelo ginecologista.
Este tipo de DIU pode causar cólicas durante alguns dias depois da colocação, levar a pequenas perdas de sangue nos meses seguintes e aumentar o risco de infecções vaginais.
O DIU liberador de levonorgestrel, como o DIU Mirena e o DIU Kyleena, por exemplo, é um método contraceptivo intrauterino que ajuda a prevenir a gravidez não planejada.
Este DIU libera progesterona em pequenas quantidades e de forma constante no útero, aumentando a espessura do muco cervical e alterando o útero, evitando a passagem do espermatozoide no canal cervical ou alterando sua mobilidade.
Algumas mulheres podem apresentar efeitos colaterais como acne, dor de cabeça, náusea, queda de cabelo, sensibilidade e dor nas mamas, humor deprimido e ganho de peso.
Os métodos contraceptivos definitivos incluem:
A laqueadura é um método contraceptivo feminino, onde é feito um corte, amarração ou colocação de um anel nas trompas de Falópio.
Esta cirurgia interrompe, então, a comunicação entre o ovário e o útero, impedindo o esperma de chegar até o óvulo e aconteça a fecundação, prevenindo permanentemente a gravidez.
A laqueadura é considerada um procedimento seguro. Entretanto, assim como outras cirurgias pode ter alguns riscos, como hemorragia, infecção ou danos em outros órgãos internos, por exemplo.
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A vasectomia é um método contraceptivo masculino que consiste em cortar, bloquear ou selar o canal deferente, que é o canal que conduz os espermatozoides dos testículos até o pênis, interrompendo seu fluxo durante a ejaculação.
A vasectomia é segura, no entanto, em raros casos podem surgir complicações, como hematoma, sangramentos, infecção no local da cirurgia e dor crônica no escroto, por exemplo.
Os métodos contraceptivos naturais que podem ajudar a evitar a gravidez são:
Entretanto, estes métodos possuem muitas desvantagens, principalmente por não serem eficazes e não prevenir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.
Isso porque, algumas mulheres podem ter ciclos irregulares e alguns fatores externos podem mascarar os sinais de fertilidade, como doenças que aumentam a temperatura corporal, infecções vaginais que alteram o muco e remédios que afetam os hormônios.
Já no coito interrompido, durante as preliminares e mesmo antes de ejacular, o pênis libera um muco que pode conter esperma. Além disso, o homem também deve ter autocontrole e saber o momento exato que está prestes a ejacular.
De acordo com o Ministério da Saúde e a Federação Brasileira das Associações de ginecologia e Obstetrícia, os métodos contraceptivos mais seguros para prevenir a gravidez são os métodos definitivos, como laqueadura e vasectomia, e os métodos reversíveis de longa duração, como o DIU e o implante hormonal.
Isso porque a alta eficácia destes métodos não depende da lembrança de toma diária ou da ação correta e contínua por parte do homem e da mulher.
Entretanto, de acordo com o ponto de segurança e saúde, estes métodos não protegem contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Assim, a forma mais segura de ter relações sexuais é usar um método contraceptivo altamente eficaz junto com a camisinha feminina ou masculina.