Saúde
16 de julho de 2026O linfedema é um inchaço causado pelo acúmulo de líquido linfático, rico em proteínas, nos tecidos do corpo, geralmente devido a bloqueios ou danos nos vasos linfáticos, mas também podendo ser resultado de fatores genéticos ou infecções.
O inchaço costuma ocorrer nas pernas ou braços, mas também pode afetar rosto, pescoço, tórax ou genitais, provocando sintomas como vermelhidão, dor e dificuldade de movimentação na região afetada.
O tratamento do linfedema é feito pelo angiologista ou cirurgião vascular, que pode recomendar drenagem linfática, prática regular de exercícios, cuidados com a pele e a alimentação, uso de medicação e, em casos mais graves, cirurgia.
Os principais sintomas de linfedema são:
Além disso, nos casos mais graves pode ocorrer vazamento do líquido linfático pela superfície da pele, chamado de linforreia, deixando a pele constantemente molhada e úmida, fria e aumentando a sensibilidade da região afetada.
Também é comum a diminuição da sensibilidade e aumento do volume de gordura local, deixando o membro mais deformado e com aparência assimétrica.
O linfedema é o acúmulo de líquido linfático nos tecidos por falha na drenagem do sistema linfático, causando inchaço mais duro, pesado e, muitas vezes, apenas em um lado do corpo.
Já o lipedema é o acúmulo anormal de gordura, geralmente nas pernas, quadris e braços, que causa dor, sensibilidade e aparência de inchaço, mas não envolve retenção de líquido.
O diagnóstico do linfedema é feito pelo clínico geral, angiologista ou cirurgião vascular através do histórico familiar e de saúde da pessoa e da avaliação dos sintomas apresentados.
Além disso, é feito o exame físico que avalia o grau e o tempo de duração do inchaço, podendo incluir a medição do membro afetado para comparação com o lado oposto.
Em caso de sintomas de linfedema, marque consulta com o angiologista mais próximo de você:
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Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de imagem para visualizar o sistema linfático, como ultrassom, ressonância magnética, tomografia computadorizada ou o método mais detalhado, chamado linfocintilografia.
Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do linfedema, como:
Além disso, o linfedema pode surgir devido a infecções próximas aos vasos linfáticos, como a celulite bacteriana, ou que provocam cicatrizes nos vasos linfáticos como no caso da filariose ou elefantíase.
O linfedema não é um câncer, mas é uma condição causada pelo acúmulo de líquido linfático, geralmente devido a danos ou bloqueios nos vasos linfáticos. Entretanto, o linfedema pode acontecer após cirurgias ou tratamentos contra o câncer.
Conforme a sua causa, os tipos de linfedema são:
O linfedema primário pode ser classificado em:
Embora seja raro, o linfedema primário ocorre como resultado de alterações genéticas ou do desenvolvimento do sistema linfático.
O linfedema secundário surge quando há obstrução ou dano no sistema linfático causado por infecções, cirurgias, radioterapia, câncer ou traumas. Nesses casos, ocorre inflamação e pode haver endurecimento dos tecidos, chamado fibrose.
É comum após o câncer de mama, especialmente quando há retirada de gânglios linfáticos durante a cirurgia, o que dificulta a drenagem linfática e faz o líquido se acumular no braço devido à gravidade.
O tratamento do linfedema é feito pelo angiologista ou cirurgião vascular e tem como objetivo melhorar a drenagem linfática.
A terapia descongestiva é feita pelo fisioterapeuta e pode envolver técnicas como:
A drenagem linfática após a retirada de linfonodos requer uma técnica específica, pois é necessário conduzir a linfa para gânglios ainda funcionantes. Quando feita de forma incorreta, pode causar dor e piorar o inchaço. Veja os benefícios da drenagem linfática correta.
Esse tipo de tratamento deve ser evitado em casos de câncer ativo na região afetada, coágulos sanguíneos ou infecções de pele, pois pode agravar essas condições.
O tratamento medicamentoso pode incluir antibióticos, como penicilina ou cefalexina, para tratar infecções na pele, e anti-inflamatórios, como o ibuprofeno ou o cetoprofeno, que ajudam a reduzir a inflamação e melhorar o aspecto dos tecidos.
O exercício físico leve, como caminhadas e alongamentos, também auxilia a drenagem do líquido linfático e a melhora a circulação.
Deve-se manter a pele sempre limpa e bem hidratada, evitando o uso de roupas apertadas ou com botões que possam causar ferimentos e favorecer infecções,.
Assim, é ideal optar por peças de algodão, com fechamento acolchoadas com espuma, que são mais confortáveis e seguras para a pele.
A alimentação equilibrada tem papel importante no controle do linfedema, pois ajuda a reduzir a retenção de líquidos e a inflamação, sendo indicado evitar o uso excessivo de sal, podendo substituir por ervas, como salsinha, tomilho e orégano.
Devem ser evitados enlatados, embutidos e alimentos muito salgados, pois favorecem o inchaço e dificultam a circulação linfática.
Também é importante aumentar o consumo de frutas e vegetais frescos e beber água regularmente.
Além disso, no caso de excesso de peso ou obesidade é importante emagrecer, fazendo uma dieta balanceada e orientada pelo nutricionista. Veja como fazer uma dieta balanceada.
A cirurgia é indicada quando as outras medidas de tratamento não foram suficientes, e incluem técnicas que restauram o fluxo linfático ou removem o excesso de tecido.
Entre elas estão a anastomose linfático-venosa, que cria novas ligações entre os vasos linfáticos e sanguíneos, e o transplante de gânglios linfáticos, que transfere gânglios saudáveis para a área afetada.
Em casos mais avançados, pode ser feita lipossucção para retirar o excesso de gordura acumulada ou remoção de tecido fibroso, quando há endurecimento severo da pele.
A terapia a laser de baixa intensidade também pode ser usada para reduzir a inflamação e melhorar o fluxo linfático.
Se o linfedema for causado por um tumor, o tratamento do câncer também faz parte do controle da doença.
O linfedema não tem cura, pois os resultados do tratamento não são permanentes, sendo necessário realizar novos ciclos de cuidado ao longo do tempo. No entanto, o tratamento pode reduzir o inchaço de forma significativa.
Recomenda-se a combinação de tratamento clínico e fisioterapêutico por cerca de 3 a 6 meses. Na fisioterapia, geralmente são indicadas 5 sessões por semana na fase inicial, até que o inchaço se estabilize.
Após essa fase, o tratamento pode continuar por mais 8 a 10 semanas, variando conforme a resposta de cada pessoa e os cuidados mantidos no dia a dia.