categoria Comportamento
Data 13 de julho de 2026

O guarda-roupa do rock rendeu quase tantos clássicos quanto sua discografia. Foi no palco que a moda encontrou algumas de suas imagens mais duradouras: a regata branca de Freddie Mercury, os xales de Stevie Nicks, as estrelas de Rita Lee, a camisa de flanela de Kurt Cobain, o roxo de Prince e as plumas de Ney Matogrosso. São alguns dos exemplos que deram origem a códigos de estilo que as passarelas revisitam até hoje. No Dia Mundial do Rock, celebrado nesta segunda-feira (13.07), lembramos os artistas que fizeram história também pelo que vestiram e estilos que seguem ecoando em coleções, editoriais e também na moda das ruas. Confira a nossa lista abaixo:

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Stevie Nicks
Stevie Nicks
Getty Images
A voz de Dreams e Landslide construiu no Fleetwood Mac uma persona mística que pedia figurino à altura. Vieram os xales esvoaçantes, as rendas pretas, as plataformas e a cartola, uma de suas peças mais marcantes. Muitos dos looks eram assinados desde os anos 1970 pela estilista Margi Kent.
Rita Lee
Rita Lee
Divulgação/ Vania Toledo
A cantora brasileira tratou a roupa como provocação desde Os Mutantes, quando subia ao palco vestida de noiva. Na carreira solo, veio a assinatura definitiva, o cabelo vermelho vivo com franja, os óculos redondos coloridos e os boás de plumas, atualizada nos anos 1980 com paetês e ombreiras da fase new wave. Tudo nela tinha humor, inclusive o guarda-roupas.
Tony Tornado
Tony Tornado
Reprodução
O cantor e ator levou para os palcos brasileiros uma estética inspirada na soul music americana, com ternos coloridos, golas amplas, couro, botas e o icônico black power. Seu visual cheio de personalidade ajudou a ampliar o repertório da música brasileira nos anos 1970 e segue como referência de atitude e estilo.
Tina Turner
Tina Turner
Getty Images
A Rainha do Rock fez dos minivestidos de franjas, das jaquetas jeans e de couro e do cabelo loiro volumoso uma assinatura. O estilista Bob Mackie adaptava seus figurinos com fendas mais altas e franjas para acompanhar a intensidade de suas apresentações. O resto é história: uma das silhuetas mais memoráveis da música.
Cazuza
Cazuza
Instagram/Cazuza
O poeta do rock carioca fez do lenço amarrado na testa sua marca registrada, e era praticamente seu único acessório, já que dispensava colares e pulseiras. O resto do visual compunha camisa estampada aberta no peito, regata branca, jeans e óculos escuros, além do carisma inegável em cima do palco.
Cyndi Lauper
Cyndi Lauper
Getty Images
A estrela começou no rockabilly com a banda Blue Angel e chegou ao Rock and Roll Hall of Fame em 2025. No caminho, transformou o cabelo multicolorido, o tule em camadas e a bijuteria em excesso num vocabulário visual tão autoral quanto sua voz. Girls just wanna have fun, indeed!
Freddie Mercury
Freddie Mercury
Getty Images
Uma das maiores vozes que o rock já ouviu sabia que estádio também se conquista pela silhueta. Na fase glam do Queen, vestiu as túnicas plissadas de Zandra Rhodes e os collants de gola ombro a ombro. Mas foi nos anos 1980 que aposentou o drama em favor de seu visual mais marcante: regata branca, jeans claro, cinto de tachas e a famosa jaqueta militar amarela usada no Wembley Stadium, em Londres, em 1986 – muito copiado até hoje.
Prince
Prince
Getty Images
Guitarrista virtuoso, dono de um falsete inconfundível e de um catálogo invejável, fez do palco um desfile. Depois de “Purple Rain”, o roxo virou praticamente sobrenome do artista, com direito a babados, veludo e salto alto em figurinos que embaralhavam os códigos de gênero, décadas antes de virar uma conversa central na moda.
Ney Matogrosso
Exposição “Ney Matogrosso” (foto registrada em 1974)
Arquivo/Madalena Schwarcz
O rosto pintado de preto e branco, o cocar de penas e a tanga do Secos & Molhados, em 1973, em plena ditadura, foram só o começo. De lá para cá, Ney nunca entregou a própria imagem a ninguém: é ele quem decide cada elemento do que veste em cena. O vocabulário se expandiu com os anos: plumas, couro, paetês e pedraria, muitas vezes deixando o corpo como elemento central, mas a lógica é a mesma desde a estreia, o corpo no centro do espetáculo.
Patti Smith
Patti Smith
Divulgação
A poeta que ajudou a fundar o punk nova-iorquino fez da camisa branca masculina, do blazer no ombro e da gravata desfeita um manifesto de androginia na capa do álbum “Horses” (1975), fotografada por Robert Mapplethorpe. O visual despojado virou obsessão da moda, e a estilista belga Ann Demeulemeester cita Patti entre as influências centrais de suas coleções.
Debbie Harry
Debbie Harry
Getty Images
A vocalista e líder do Blondie levou o punk underground ao topo das paradas com um visual calculado: loiro platinado de raiz escura à mostra, uma ironia às estrelas glamourosas de Hollywood, além de minivestidos, camisetas rasgadas e jaquetas de zíper. Muitas das roupas foram criadas por Stephen Sprouse, estilista e vizinho da cantora à época.
Lenny Kravitz
Lenny Kravitz
Getty Images
É impossível pensar em estilo no rock e não lembrar de Lenny Kravitz. Couro, os mais variados modelos de botas, calças boca de sino, camisas abertas no peito, lenços, óculos escuros, crochê e muitas joias aparecem ao lado de peças inesperadas, como saias e silhuetas mais fluidas.
Courtney Love e Kurt Cobain
Courtney Love e Kurt Cobain
Getty Images
O casal ajudou a definir a estética grunge dos anos 1990. Ela apostou em vestidos de renda, slip dresses, meia-calça rasgada e mary janes com referências vintage; enquanto ele levou aos palcos as camisas de flanela, cardigãs puídos, jeans desgastados e roupas em camadas. A estética dos dois influenciou a moda da década até os dias de hoje.
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Fonte: Vogue