Comportamento
24 de setembro de 2026As seis ativações reunidas aqui partiram de situações concretas da jornada de quem foi ao US Open 2026, como voltar para Manhattan depois de uma partida que termina tarde, passar pela Grand Central na hora de ir embora ou acertar o tom da base. A resposta das marcas veio em forma de hospitalidade, jogo e serviço, dentro e fora do Billie Jean King National Tennis Center, no Queens.
O torneio teve 22 dias de programação, de 23 de agosto a 13 de setembro, o maior calendário de sua história, e expectativa de mais de 1,2 milhão de pessoas, segundo a USTA, entidade que organiza o evento. As finais terminaram com Alexander Zverev e Elena Rybakina campeões e US$ 5,5 milhões para cada um, maior prêmio individual da história do torneio, dentro de uma premiação recorde de US$ 108 milhões.
O Promoview já tinha reunido as experiências das marcas no US Open 2024. No Brasil, o tênis também rendeu ativação neste ano, e as ações do SP Open 2026 levaram raquete gigante, desafio de precisão e teste de velocidade ao público paulistano.
No oitavo ano como parceira oficial de hotelaria e fidelidade do US Open, a IHG Hotels & Resorts partiu de uma constatação da própria marca para montar a novidade de 2026: algumas das partidas mais marcantes costumam passar do horário previsto e deixam o torcedor sem saber como voltar para casa. A resposta foi o Racquet Cruiser, um ônibus premium gratuito que levava o público até dois hotéis da rede no centro de Manhattan, ao lado de grandes estações de transporte.
A viagem incluía fatias da Prince St. Pizza, tratamento facial expresso, replays das partidas, carregador de celular e brindes surpresa. O assento era reservado por QR code no bar do Racquet Club, espaço da marca aberto a todos com ingresso, e o ônibus rodou durante a primeira rodada masculina e feminina, fase que costuma ter os jogos que terminam mais tarde.
No Racquet Club, a IHG manteve pelo segundo ano o Watermelon Slice, drinque com Moët & Chandon, suco de melancia, licor de flor de sabugueiro e limão, servido em copo colecionável em formato de bola de tênis e vendido a US$ 39. A marca também distribuiu um guarda-sol em miniatura que se prende ao celular, que virou um dos acessórios mais disputados das arquibancadas.
No 20º ano como parceira do torneio, a Grey Goose voltou a sair do complexo com o Last Serve Bar, montado nos dias 2 e 3 de setembro no Vanderbilt Hall da estação Grand Central. A ideia saiu de uma pesquisa da marca que mostrou que mais de 60% dos torcedores usam transporte público para ir e voltar do torneio, e a segunda edição do bar recebeu cerca de 8 mil pessoas em duas noites.
Quem passava pela estação ganhava uma dose de cerca de 60 ml do Honey Deuce, drinque oficial do US Open feito com vodca, limonada e licor de framboesa e decorado com bolinhas de melão, e mais de 5 mil foram distribuídas, algumas servidas pelo tenista Frances Tiafoe, embaixador da marca. O lounge tinha TVs com as partidas ao vivo, pontos de foto e um cenário que imitava uma coletiva de imprensa.
No estádio Arthur Ashe, a Grey Goose redesenhou a suíte, trouxe o jogador de basquete Josh Hart como novo embaixador e serviu o coquetel preparado na hora. O Honey Deuce, que o Promoview já mostrou como fenômeno de vendas, gerou US$ 17 milhões em receita bruta na edição de 2025.
Patrocinadora oficial de IA e nuvem do torneio, a IBM repetiu em 2026 o pop-up AI Sports Club, que estreou no ano anterior no Madison Square Park, em frente ao seu escritório na One Madison Avenue, com transmissões gratuitas das partidas de 10 a 13 de setembro. A expectativa era passar de 500 mil visitantes, número próximo ao da primeira edição, segundo Sarah Meron, diretora de marca e comunicação da empresa.
As atividades colocavam a tecnologia na mão do público. No simulador IBM Serve Speed, o visitante comparava a força do saque com a dos profissionais, o Calling the Shots reunia mesas de pingue-pongue com IA que geravam um resumo de cada partida, e uma cabine de fotos transformava o participante em personagens do torneio e de Nova York.
Para Meron, uma das principais lições da estreia foi que as pessoas querem interagir com tecnologia quando ela aparece de forma divertida, acessível e interativa. Como a IBM é uma empresa B2B, sem produto na prateleira das lojas, experiências abertas como essa são o caminho para mostrar a um público amplo o que ela faz, segundo a executiva.
Há mais de 30 anos no centro da Fan Week, a semana de abertura com programação gratuita, a American Express montou uma área aberta a todos os visitantes. A atração principal era o Tennis Rhythm Rally, jogo de ritmo no estilo Dance Dance Revolution em que até sete pessoas disputavam ao mesmo tempo uma partida virtual, com controles em formato de raquete.
O espaço tinha ainda uma estação para montar correntes e pingentes de celular com tema de tênis, com um pingente extra para clientes do cartão, e lanches de comércios do bairro ligados ao Shop Small, programa da marca de incentivo a pequenos negócios. Pelo complexo, cinco quiosques entregavam rádios e ventiladores portáteis aos clientes.
A camada exclusiva ficou com o Card Member Lounge, onde clientes e um acompanhante podiam personalizar produtos e enviar de graça um cartão-postal escrito à mão para qualquer lugar do mundo. No Centurion Lounge, restrito aos cartões Platinum e Centurion, as reservas pelo Resy davam acesso a experiências gastronômicas de uma hora com os chefs Kwame Onwuachi e Mike Solomonov.
No segundo ano como parceira oficial de colágeno do torneio, a Vital Proteins montou um estande azul e branco com uma lata gigante de Collagen Peptides e bolas de tênis em escala ampliada. O centro da ativação era o Collagen Court Challenge, jogo com sachês pendurados que testava o reflexo e a coordenação de quem tentava pegá-los, com prêmios para quem acompanhava o ritmo.
A distribuição de amostras teve volume de grande evento, com mais de 70 mil sachês entregues só no Mixed Doubles Championship, competição que a marca apresentou. Quem participava das atividades concorria a upgrades de assento nessa disputa, e um sorteio colocou em jogo mais de US$ 250 mil em produtos, com dois prêmios principais.
Para convidados, a marca organizou um dia de jogo com foco em bem-estar, em que criadores de conteúdo mostraram suas rotinas com colágeno antes de acompanhar as partidas de uma suíte. A chamada da ação, “Get your skin in the game”, ligava o cuidado com a pele ao esporte.
Primeira varejista oficial de beleza da história do US Open, a Sephora ocupou o estádio no fim de semana das finais com uma consultoria de base. Maquiadores da equipe Sephora PRO faziam a combinação de tom de pele de cada visitante com produtos de marcas parceiras, apoiados em um catálogo de mais de 7 mil tons de base.
O espaço usou o próprio tênis como linguagem visual, com cadeiras em formato de bola para as maquiagens, uma vitrine de produtos inspirada em escotilhas e um painel de fotos feito de bolas de tênis nas cores das bases. O cenário foi pensado para ser fotografado e compartilhado por quem passava pela área.
Ao todo, a Sephora fez mais de 2 mil consultorias personalizadas no fim de semana. Quem passava pelo espaço levava brindes exclusivos e 20% de desconto em bases e corretivos na Sephora.
A lista vai além dessas seis. A Chase, no 45º ano como patrocinadora, montou uma bodega nova-iorquina com raspadinhas de prêmios e espalhou 29 estações de carregamento de celular pelo complexo, e a Evian, que completa 200 anos e 40 temporadas no torneio, fez uma festa inspirada nos Alpes franceses sob o arco do Dumbo, no Brooklyn, em 27 de agosto.
A Emirates, no 15º ano, abriu uma suíte que reproduz o bar do A380, e a Lavazza, no 12º, teve como destaque um café gelado com cold brew e mousse de mascarpone. Fora do complexo, a Electrolit transformou um muro do Brooklyn em outdoor interativo ligado à tenista Aryna Sabalenka, e a Dove pagou a conta de torcedores em dez bares esportivos de propriedade de mulheres durante a final feminina.
A Heineken 0.0 levou fãs de Serena Williams à suíte da marca no Arthur Ashe, e o Waldorf Astoria transformou seu salão principal, de cerca de 1,1 mil m², em quadra oficial para lançar uma plataforma global dedicada ao tênis. A reforma do Arthur Ashe, de US$ 800 milhões, já entregou 2 mil lugares novos no nível da quadra e deve terminar para o US Open 2027, com uma nova entrada principal.