Comportamento
20 de junho de 2026
Em um mundo onde as populações de animais selvagens monitoradas sofreram uma redução média de 73% nos últimos 50 anos – e em que, segundo a ONU, estima-se que cerca de 1 milhão de espécies, entre animais e plantas, atualmente estão sob risco de extinção –, presenciar os Big Five africanos (leão, leopardo, elefante, rinoceronte e o búfalo) já é, por si só, uma experiência daquelas que marcam a vida de qualquer pessoa. E ganha contornos ainda mais especiais graças à rede Singita, bastião do luxo sustentável no Kruger National Park, na fronteira leste da África do Sul com Moçambique.
Vista da varanda de uma das 13 suítes do Lebombo Singita
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Instalado dentro de uma reserva de 13.350 hectares – o que supera o tamanho de toda a ilha de Manhattan ou do município de Paris –, o complexo de luxo hoteleiro sul-africano detém a exclusividade da circulação pela reserva, aumentando, exponencialmente, as chances de avistar os tais Big Five, sem as costumeiras fileiras de carros que pululamnas áreas comuns do parque, e a quantidade de espécies que vão muito além dos cinco icônicos animais já citados, entre girafas, hipopótamos, hienas, zebras, cães selvagens e uma vasta gama de pássaros nativos.
Girafas que povoam a reserva do hotel de luxo
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Avistar todas essas maravilhas, assim como o céu estreladíssimo que coroa o safári depois que o dia acaba, exige alguns sacrifícios, especialmente para quem chega pilhado da cidade grande. Primeiro de tudo: esqueça o celular. Apesar de os lodges terem conexão wi-fi, explorar a reserva – sempre acompanhado por guias especializados e super experientes, claro – exige expedições de jipe que duram horas, por paisagens onde o sinal é totalmente inexistente. Ainda bem, porque, para se aproximar dos animais de modo a poder vê-los sem perturbá-los ou assustá-los, silêncio é palavra-chave. Outra exigência que pode incomodar os menos matinais,mas da qual não há como escapar: acordar cedo, ou melhor, bem cedo. Para avistar leões e leopardos, por exemplo, é necessário sair do hotel pontualmente às 5h para pegar o amanhecer, período em que os felinos, crepusculares e noturnos, encerram suas atividades (entre elas, caça e demarcação de território) e se preparam para descansar antes do calor do dia avançar.
Tênis SALOMON (R$ 1.778), Chapéu PRADA (R$ 7.000), Óculos ZEREZES (R$ 895), Colar VEHR (R$ 839
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Tal vivência já garantiria o luxo da viagem – afinal, como não se emocionar diante da rara oportunidade de ver uma fêmea rinoceronte acompanhando seu filhote na quietude da savana, ou das zebras que circulam livremente e às centenas pela região? Mas a hospedagem propriamente dita não deixa por menos. Duas são as opções para quem busca conhecer os domínios sul-africanos do Singita, eleito o 15º melhor hotel do mundo pelo The World’s 50 Best Hotels em2023: o Sweni Lodge, aninhado em uma floresta ribeirinha, entre as árvores com vista para o rio Sweni, por onde se espalham sete espaçosas suítes com paredes de vidro, estrutura de aço e piso de madeira; e o Lebombo Lodge, suspenso sobre o rio N’wanetsi, que conta com 13 generosas suítes (também) envidraçadas, inspiradas nos ninhos de águias construídos nas falésias da margem do rio que se avista dos quartos.
Tanto o Lebombo quanto o Sweni foram construídos para causar o menor impacto possível na natureza. Ambos os lodges são movidos à energia solar e não existem cercas ao redor das vilas e suítes. Ou seja, em uma ida ao spa, ou no caminho para um brinde no fim da tarde (não deixe de se aventurar pelos rótulos sul-africanos do Wine Pavilion do hotel), prepare-se para encontrar elefantes e girafas pelo caminho. Mas não se preocupe: a estratégia é manter a quietude e seguir à risca as instruções dos guias, que sempre te acompanham armados no trajeto entre o quarto e as dependências do hotel.
No campo da gastronomia, o foco é a cozinha regional. Inclusive, a rede hoteleira fundou ali, em 2007, a Singita Community Culinary School (SCCS), que capacita jovens de comunidades vizinhas para se tornarem cozinheiros profissionais e oferece aulas de culinária dadas pelos alunos para quem quer aprender a fazer receitas locais. Dentre as iguarias, não deixe de provar (e aprender a fazer) o Umngqusho, creme feito com milho e feijão-carioca, e o Chakalaka, molho picante de vegetais sul-africano feito com cenoura, pimentão, cebola, tomate, feijão e curry. Sabores que embalam uma experiência única em um lugar único que nos lembra como, apesar de toda a destruição, a natureza é – e sempre será -merecedora de toda nossa contemplação e proteção. @singita
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