categoria Comportamento
Data 17 de junho de 2026

Você sabia que a maior coleção de camisas de futebol do planeta está em São Paulo? São impressionantes 7.263 peças únicas, representando cerca de 1.800 clubes diferentes, reunidas em um acervo que mistura paixão e história do esporte mais popular do mundo. Entre os itens, há joias raras como a camisa usada por Pelé em 1968, durante o encontro com a rainha Elizabeth II, além de peças históricas da seleção brasileira que, décadas depois, voltariam aos holofotes ao serem vestidas por nomes como Bad Bunny e Lewis Hamilton em visitas ao Brasil.
O acervo faz parte do Alambrado Futebol e Cultura, espaço fundado em 2018 pelo executivo do Google Cássio Brandão e reconhecido pelo Guinness World Records, em 2022, como a maior coleção de uniformes futebolísticos do mundo. Mais do que um arquivo, o local funciona como um verdadeiro santuário do futebol.
“A camisa tem o poder de transportar uma pessoa comum para dentro do gramado. Você se sente um pouco super-homem”, disse Cássio Brandão em entrevista à repórter de moda Isabela Pétala. Mas o Alambrado vai além das camisas. O espaço também preserva objetos históricos de enorme valor simbólico, como os bancos originais do Maracanã da Copa do Mundo de 1950. Há ainda documentos raros, como uma edição da revista Manchete com Pelé e a Rainha Elizabeth II na capa, além do ingresso original e do programa oficial da partida assistida pela monarca, um confronto que reuniu os melhores jogadores dos clubes paulistas contra os destaques das equipes cariocas daquele ano.
Saiba mais
A relação de Cássio com o colecionismo começou cedo e tem raízes pessoais. “Quando criança, não pude ter camisas, porque era difícil de conseguir e caro. Comecei a trabalhar cedo e ganhar um dinheirinho, entre os 18 e 19 anos, então passei a organizar o embrião da minha coleção. Hoje, com o Alambrado Futebol e Cultura, nosso objetivo é continuar preservando a história do futebol e gerando negócios”, conta.
O cuidado com o acervo segue padrões rigorosos de conservação. Cada peça é fotografada, catalogada e acompanhada de sua origem. “É importante que exista um histórico: de quem compramos, de quem recebemos, como ela chegou e qual foi a história contada. Depois de um tempo, a história se perde, não é por mal, mas por isso reunimos revistas, jornais e outros registros periódicos”, explica.
Antes de serem expostas, as camisas passam por um processo de higienização e são armazenadas em um ambiente com controle de temperatura, umidade e iluminação. “Usamos luzes de museu e protegemos as janelas com telas solares, porque a pior coisa que pode acontecer é a incidência de luz solar”, detalha. O rigor é tamanho que luvas são necessárias e até o uso de sapatos no interior do espaço é proibido.
Revistas Newsletter
Além de preservar, o Alambrado também conecta o passado ao presente por meio da moda e do consumo. Parte das peças, muitas vindas diretamente de jogadores, familiares e profissionais do esporte, está disponível para compra, permitindo que torcedores literalmente “vistam a história”. Dê o play no vídeo acima e assista ao episódio completo.
Canal da Vogue
Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

Fonte: Vogue