Saúde
18 de setembro de 2026Artroplastia é uma cirurgia para substituir parte ou toda uma articulação danificada por uma prótese, com o objetivo de reduzir a dor e melhorar os movimentos e a função da articulação.
A cirurgia pode ser indicada quando há dor, rigidez ou limitação dos movimentos que afetam a qualidade de vida e não melhoram o suficiente com outros tratamentos, podendo ser feita em articulações como joelho, quadril e ombro.
A artroplastia é realizada pelo ortopedista especializado na articulação afetada, e a recuperação pode levar alguns meses. Nesse período, a fisioterapia é indicada, além do uso de medicamentos para controlar a dor.
A artroplastia pode ser indicada em situações como:
A indicação da artroplastia considera a intensidade da dor, a limitação dos movimentos, o impacto na qualidade de vida e a resposta aos tratamentos não cirúrgicos, e não apenas o desgaste observado nos exames.
A artroplastia pode ser realizada em diferentes articulações, sendo mais comum nas seguintes:
A artroplastia de quadril geralmente substitui por uma prótese a cabeça do fêmur e o acetábulo, onde ela se encaixa. Em alguns casos, apenas a cabeça do fêmur é substituída.
É geralmente indicada em casos de desgaste avançado, fraturas ou outras alterações que causam dor e dificuldade para caminhar e realizar atividades do dia a dia.
Na artroplastia de joelho, as superfícies danificadas do fêmur e da tíbia são substituídas por componentes da prótese. Quando o desgaste está restrito a uma parte da articulação, pode ser feita apenas a substituição dessa região. Conheça os tipos de prótese de joelho.
Costuma ser indicada principalmente em casos de osteoartrite avançada, quando a dor e a limitação dos movimentos não melhoram o suficiente com outros tratamentos.
A artroplastia de ombro pode ser indicada em casos de osteoartrite, artrite reumatoide, fraturas graves ou lesões que causam dor e perda importante dos movimentos. Conheça os sintomas de artrose no ombro.
Na artroplastia do ombro, geralmente são substituídas a cabeça do úmero e, em alguns casos, a parte da escápula onde ela se encaixa, chamada glenoide. A extensão da substituição depende do tipo e da gravidade da lesão.
A artroplastia de cotovelo é menos comum e pode ser indicada principalmente quando doenças ou lesões provocam dor intensa, rigidez e perda significativa da função do cotovelo.
Na artroplastia do cotovelo, geralmente são substituídas as superfícies articulares do úmero e da ulna, que formam a principal parte da articulação do cotovelo.
Na artroplastia do tornozelo, geralmente são substituídas as superfícies articulares danificadas da tíbia e do tálus por componentes de uma prótese, preservando o movimento da articulação.
Pode ser considerada principalmente em casos de osteoartrite avançada, quando outros tratamentos não proporcionam melhora suficiente.
Os principais tipos de artroplastia são:
Além disso, existe também a artroplastia de revisão, que é realizada para substituir ou corrigir uma prótese que apresentou desgaste, soltura, infecção ou outra complicação, podendo envolver a troca de parte ou de toda a prótese.
A artroplastia é realizada pelo ortopedista em ambiente hospitalar, e o procedimento varia de acordo com a articulação tratada e o tipo de prótese utilizado.
Antes da cirurgia, são feitos exames para avaliar as condições de saúde e definir a anestesia mais adequada, que pode ser geral ou regional, bloqueando a sensibilidade de uma região do corpo, e pode ser associada à sedação.
O ortopedista faz uma incisão na região da articulação para acessar os ossos e as estruturas que serão tratadas, afastando cuidadosamente os tecidos para realizar o procedimento.
As partes desgastadas ou danificadas da articulação são retiradas e os ossos são preparados para receber os componentes da prótese.
Em seguida, os componentes da prótese são colocados e podem ser fixados com cimento ósseo ou encaixados sob pressão, permitindo que o osso se fixe à prótese ao longo do tempo.
Após a colocação da prótese, o ortopedista movimenta a articulação para verificar o alinhamento, a estabilidade e o funcionamento do implante. Em seguida, a região é fechada e recebe um curativo.
Logo após a cirurgia, a pessoa permanece em observação para acompanhar os sinais vitais, controlar a dor e verificar a recuperação da anestesia.
O tempo de internação pode durar de 1 a 3 dias, embora, em alguns casos, a alta possa ocorrer no mesmo dia ou no dia seguinte.
A movimentação da articulação pode ser iniciada ainda nas primeiras 24 horas, de forma gradual e conforme a orientação.
Quando indicado, a caminhada pode começar com o auxílio de andador ou muletas, ajudando na recuperação dos movimentos e na adaptação à prótese.
A recuperação da artroplastia pode envolver:
A fisioterapia pode começar no primeiro dia após o procedimento, conforme a condição da pessoa e o tipo de artroplastia.
Inicialmente, são indicados exercícios simples para movimentar a articulação, ativar e fortalecer os músculos e melhorar a circulação, além de treino para sentar, levantar e caminhar.
Com a evolução da recuperação, os exercícios são progressivamente aumentados para melhorar a amplitude dos movimentos, a força, o equilíbrio e a capacidade de realizar as atividades do dia a dia.
O médico pode indicar medicamentos para controlar a dor, como paracetamol, dipirona ou anti-inflamatórios, e, em algumas situações, anticoagulantes, como enoxaparina ou rivaroxabana, para reduzir o risco de formação de coágulos.
A região da cirurgia deve ser mantida limpa e seca, evitando molhar ou retirar o curativo antes do período orientado pelo médico. Também é importante não aplicar cremes, pomadas ou outros produtos sobre a ferida sem orientação.
Os pontos ou grampos costumam ser retirados após 10 a 14 dias, de acordo com o tipo de fechamento e a cicatrização, e alguns tipos de pontos podem ser absorvidos pelo próprio organismo e não precisam ser retirados.
A ferida deve ser observada durante a recuperação, e sinais como vermelhidão intensa, aumento do inchaço, calor, dor que piora ou saída de secreção devem ser avaliados pelo médico.
Quando a artroplastia envolve uma articulação dos membros inferiores, como o quadril, joelho ou tornozelo, pode ser necessário utilizar andador ou muletas no início da recuperação.
O apoio é reduzido progressivamente conforme a força, o equilíbrio e a segurança para caminhar melhoram.
De forma geral, as atividades são retomadas gradualmente, com melhora dos movimentos e da força nas primeiras 4 a 6 semanas. A recuperação funcional costuma levar de 3 a 6 meses, mas pode chegar a 12 meses em alguns casos.
A direção de veículos geralmente pode ser retomada entre a 4ª e a 6ª semana, desde que a pessoa tenha força e mobilidade suficientes para dirigir e frear com segurança e não esteja usando medicamentos que prejudiquem os reflexos.
O trabalho de escritório costuma ser retomado em 6 a 8 semanas, enquanto atividades que exigem esforço físico ou longos períodos em pé podem exigir 3 meses ou mais.
Caminhadas, natação e ciclismo são geralmente opções de atividade física de baixo impacto após a recuperação inicial. Já atividades com maior impacto, como corrida, futebol e saltos, podem ser desaconselhadas ou precisar de avaliação médica.