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15 de setembro de 2026
Sou uma grande defensora da drenagem linfática. Pode me esculpir e massagear, por favor. E parece que não sou a única. A drenagem linfática tem ganhado cada vez mais popularidade nos últimos anos, com tratamentos que prometem desde menos inchaço e retenção de líquidos até aquela sensação deliciosa de leveza quando saímos da sessão. Agora, surgiram produtos que prometem trazer parte desses benefícios para dentro de casa.
De óleos corporais desenvolvidos para potencializar a massagem linfática a cremes que afirmam estimular o fluxo da linfa (líquido que circula pelo corpo através do sistema linfático), passando por um número cada vez maior de ferramentas – de escovas secas ao gua sha corporal –, a drenagem linfática virou uma palavra da moda no universo do cuidado corporal. Mas, considerando que o sistema linfático fica sob a pele, será que algo aplicado topicamente realmente consegue fazer diferença?
O que é drenagem linfática?
Para entender, é preciso primeiro compreender como funciona o sistema linfático. Ele acompanha o sistema circulatório e é formado por uma rede de vasos, gânglios e órgãos que transportam a linfa – um líquido transparente que ajuda a recolher o excesso de fluido dos tecidos do corpo, além de desempenhar um papel importante na função imunológica. Diferente do sangue, a linfa não conta com o coração como uma bomba central para mantê-la em movimento. O que impulsiona sua circulação são as contrações musculares, a respiração e a atividade física — por isso caminhar, se exercitar e fazer massagens ajudam tanto.
Quando o sistema linfático não funciona corretamente, o líquido pode se acumular nos tecidos. No extremo mais grave dessa escala está o linfedema, uma condição crônica que causa inchaço e exige acompanhamento médico. Mas não é preciso ter nenhum problema no sistema linfático para entender o apelo da drenagem: ela ajuda a mover o excesso de líquido e reduz temporariamente o inchaço e o edema, o que explica por que saímos de uma sessão nos sentindo visivelmente mais leves.
E onde isso deixa o número cada vez maior de produtos corporais que promete auxiliar na drenagem linfática? Segundo a esteticista especialista em massagem linfática Dimple Amani, é importante distinguir entre o produto em si e o que você realmente faz com ele. “Um óleo ou creme, por si só, não drena a linfa”, explica. “O que importa é a técnica, a direção dos movimentos e a consistência do produto.”
Isso não significa que os produtos sejam dispensáveis. “Os óleos permitem um deslizamento mais suave e contínuo, enquanto os cremes costumam ser absorvidos rapidamente e gerar mais atrito”, explica Amani. “Um bom óleo corporal também deixa a pele profundamente nutrida, macia e com aspecto mais firme e tonificado.”
Em outras palavras, talvez não exista um creme capaz de drenar o sistema linfático sozinho, mas existem produtos e ferramentas capazes de tornar a massagem linfática em casa mais fácil e eficaz.
Como fazer a drenagem em casa
Massageie suavemente os gânglios linfáticos mais próximos (pescoço, axilas, virilha) antes de trabalhar a área que você quer drenar. Em seguida, faça movimentos de deslizamento do local em que deseja drenar até um desses gânglios mais próximos. Se for trabalhar o abdômen, faça movimentos circulares no sentido horário. Isso acompanha o trajeto natural do intestino e ajuda a estimular os gânglios linfáticos da região abdominal e da virilha. Lembre-se de que a drenagem linfática não deve doer nem deixar a pele vermelha por atrito. Pense em uma pressão de leve a média e boa massagem!
Matéria originalmente publicada na Vogue britânica.