Saúde
01 de julho de 2026O infarto agudo do miocárdio é mais comum após os 50 anos, mas também pode ocorrer em adultos jovens, especialmente antes dos 45 anos, causando sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio e náuseas.
O infarto acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é interrompido, levando à morte das células do coração. Em jovens, sua incidência tem aumentado principalmente devido à obesidade, ao diabetes e ao sedentarismo.
Leia também: Infarto: sintomas, causas, tratamento e como evitar
tuasaude.com/infarto
A prevenção inclui manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regular, evitar o tabagismo e controlar fatores como colesterol, pressão arterial e glicose. Em jovens, o infarto pode ser menos reconhecido, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.
Os sintomas do infarto em jovens são semelhantes aos observados em pessoas mais velhas e podem incluir:
Em muitos casos, especialmente em mulheres jovens, podem predominar sintomas como cansaço intenso, desconforto nas costas ou na região abdominal, tontura e sensação de mal-estar geral, sem a dor torácica clássica. Conheça os principais sintomas de infarto.
O diagnóstico do infarto é geralmente feito pelo médico de urgência ou pelo cardiologista no hospital, com base na avaliação dos sintomas e nos resultados de exames como o eletrocardiograma (ECG) e a dosagem de troponina. Veja como é feito o eletrocardiograma.
Consulte o cardiologista mais próximo para avaliar o risco de infarto:
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO]
Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como ecocardiograma, angiografia coronária e tomografia das artérias coronárias.
Leia também: 12 principais exames do coração (e quando fazer)
tuasaude.com/exames-para-o-coracao
Em pessoas jovens, também podem ser investigadas causas específicas, como alterações genéticas, trombofilias, doenças autoimunes ou colesterol elevado.
O infarto em jovens pode estar relacionado a fatores como:
O infarto em jovens pode estar associado ao histórico familiar de doença cardiovascular precoce, o que sugere uma predisposição genética, além da elevação da lipoproteína (a), que também aumenta o risco de eventos cardiovasculares. Saiba mais sobre a lipoproteína (a) alta.
Outras causas incluem o uso de cocaína, anfetaminas e outras drogas estimulantes, a dissecção espontânea da artéria coronária, o vasoespasmo coronário, doenças autoimunes como o lúpus e as trombofilias ou outras alterações da coagulação.
A ansiedade não é considerada uma causa direta de infarto em jovens.
No entanto, episódios intensos de ansiedade podem desencadear alterações, como aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial e liberação de hormônios do estresse, o que pode sobrecarregar o coração em pessoas predispostas.
Além disso, sintomas de ansiedade podem se confundir com os de um infarto, como dor no peito, falta de ar e palpitações, o que pode gerar preocupação e atrasar a procura por atendimento médico adequado. Conheça os sintomas de ansiedade.
O infarto fulminante em jovens acontece quando o sangue para de chegar de forma súbita e intensa ao coração, causando uma lesão grave e rápida do músculo cardíaco.
Isso pode ocorrer por formação de um coágulo que entope uma artéria, por uma “ruptura” na parede da artéria do coração, ou por um fechamento temporário e forte dessas artérias, chamado vasoespasmo.
Também pode estar relacionado ao uso de drogas estimulantes, como cocaína e anfetaminas, que aumentam muito o esforço do coração.
Na suspeita de infarto em jovens, é fundamental seguir algumas orientações, como:
Em alguns casos, e apenas se orientado por um profissional de saúde, pode ser indicado o uso de ácido acetilsalicílico (AAS), desde que não haja contraindicações.
Além disso, a própria pessoa que está sofrendo um infarto não deve dirigir até o hospital, pois existe risco de desmaio ou agravamento súbito do quadro durante o trajeto.
O tratamento do infarto em jovens é feito no hospital, sendo geralmente indicado pelo médico:
A angioplastia é o tratamento de escolha para a maioria dos casos de infarto com obstrução de uma artéria coronária.
O procedimento consiste na introdução de um cateter até a artéria afetada para desobstruí-la, geralmente com a implantação de um stent, restabelecendo rapidamente o fluxo sanguíneo para o coração.
Quanto mais cedo a angioplastia é realizada, menor tende a ser a área de lesão cardíaca.
Entre os medicamentos utilizados estão:
Antiplaquetários, como o ácido acetilsalicílico (AAS) e o clopidogrel, que evitam a formação de coágulos e a piora da obstrução;
Anticoagulantes, como a heparina, responsáveis por reduzir a capacidade do sangue de formar novos trombos;
Estatinas, como a atorvastatina e a rosuvastatina, indicadas para diminuir o colesterol e estabilizar placas de gordura nas artérias;
Betabloqueadores, como o metoprolol, usados para reduzir a frequência cardíaca e aliviar o esforço do coração;
Inibidores da enzima conversora da angiotensina, como o enalapril, que atuam no controle da pressão arterial e na proteção do músculo cardíaco;
Bloqueadores dos receptores de angiotensina, como o losartana, que também auxiliam no controle da pressão e na redução da sobrecarga cardíaca.
O tratamento também pode incluir medicamentos direcionados à causa específica do infarto, como corticoides em doenças inflamatórias, imunossupressores em condições autoimunes ou anticoagulantes em casos de trombofilias.
Em geral, o médico faz uma combinação individualizada, escolhendo os medicamentos de acordo com a gravidade do caso, o tipo de infarto e as condições de cada pessoa.
A cirurgia de revascularização, conhecida como ponte de safena ou mamária, pode ser indicada quando há múltiplas obstruções importantes nas artérias coronárias ou quando a angioplastia não é a melhor opção.
O objetivo é criar novos caminhos para que o sangue chegue ao músculo cardíaco, melhorando sua oxigenação. Saiba como é feita a ponte safena.
Após a alta hospitalar, as pessoas são encaminhadas para programas de reabilitação cardíaca, que incluem exercícios físicos supervisionados, orientação nutricional, controle dos fatores de risco, acompanhamento psicológico e incentivo à interrupção do tabagismo.
Essa abordagem reduz o risco de novos eventos cardiovasculares e melhora a qualidade de vida.
Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infarto em jovens, como:
Também é indicado seguir uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.
Além disso, é importante realizar acompanhamento médico regular, principalmente quando existe histórico familiar de infarto precoce ou hipercolesterolemia familiar.
O infarto em jovens nem sempre é mais grave do que em pessoas idosas, mas apresenta características que exigem atenção especial.
Como a doença costuma ser considerada incomum nessa faixa etária, os sintomas podem ser confundidos com ansiedade, problemas musculares ou digestivos, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento.
Ainda assim, um infarto nessa idade pode causar insuficiência cardíaca, arritmias e aumentar o risco de novos eventos cardiovasculares ao longo da vida, tornando indispensável o tratamento e o controle rigoroso dos fatores de risco.