Saúde
10 de julho de 2026A lipoproteína (a), também chamada de Lp(a), é uma partícula formada por proteínas e gorduras, que tem a função de transportar o colesterol através da corrente sanguínea para as células do corpo.
A lipoproteína (a) alta pode ser causada principalmente por alteração genética e está relacionada com maior risco de doenças cardíacas e problemas nos vasos sanguíneos, como infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana, AVC e trombose.
O exame de lipoproteína (a) pode ser solicitado pelo médico para pessoas com histórico pessoal ou familiar de doença cardiovascular prematura, diagnóstico ou suspeita de hipercolesterolemia familiar e parentes de primeiro grau com níveis elevados de Lp(a), por exemplo.
De acordo com a Sociedade Brasileira de cardiologia, o exame de lipoproteína (a) deve ser feito em situações como:
É recomendado como método preferencial para medir a Lp(a), a medição em número de partículas por litro (nmol/L). A dosagem por unidade de massa (mg/dL) e o uso de fórmulas matemáticas para conversão entre as unidades devem ser evitados.
Entretanto, a medida da Lp(a) que mede unidades de massa (mg/dL), pode ser usada quando for a única disponível.
O exame de lipoproteína (a) é feito por meio de uma amostra de sangue, que é coletada de uma veia do braço por um profissional de saúde.
Para fazer este exame normalmente não é necessário realizar nenhum preparo ou jejum.
Entretanto, como este exame geralmente é solicitado junto com o lipidograma completo, o laboratório ou o médico pode solicitar que a pessoa faça um jejum de 9 a 12 horas.
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tuasaude.com/lipidograma
O valor de referência do exame de lipoproteína (a), conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é de menos de 75 nmol/L, ou menor que 30 mg/dL, em jejum de 12 horas ou sem a realização de jejum.
A lipoproteína (a) é considerada alta, quando está acima de 75 nmol/L, ou maior que 30 mg/dL, sendo causada principalmente pela genética, sendo herdada dos pais.
Diferentemente de outros tipos de colesterol, as concentrações de Lp(a) não são influenciadas pela dieta, prática de exercícios físicos, idade ou jejum.
Devido à sua ação aterogênica, inflamatória e trombótica, a lipoproteína (a) alta está relacionada com o risco de situações como:
É importante lembrar que a lipoproteína (a) aumentada é um fator de risco mesmo em pessoas com níveis baixos de LDL.
Quando a lipoproteína (a) está alta em pessoas sem histórico de doença cardíaca, o médico pode recomendar que em casos de Lp(a) igual ou superior a 125 nmol/L modifiquem o estilo de vida e tratem outros fatores de risco.
O médico também pode recomendar para algumas pessoas a realização de exames de imagem vascular, para identificar precocemente a aterosclerose subclínica.
O uso mais precoce de estatina ou outro remédio hipolipemiante, especialmente em pessoas com risco intermediário e/ou de baixo risco com elevações moderadas de LDL, também pode ser indicado.
Já em pessoas com histórico de doença cardiovascular e com a lipoproteína (a) alta, o médico pode intensificar o tratamento para reduzir o colesterol LDL e um controlar ainda mais os outros fatores de risco.
A lipoproteína (a) serve para transportar o colesterol, por meio da corrente sanguínea, para as células do corpo. Na medicina, a lipoproteína (a) serve como um marcador de risco cardiovascular.
A Lp(a) é uma variante da lipoproteína de baixa densidade (LDL), ou colesterol “ruim”, e consiste em uma partícula de LDL que contém a apolipoproteína B ligada a uma proteína extra chamada apolipoproteína (a).