categoria Conexão
Data 17 de setembro de 2026

A memória da Princesa Diana ganhou uma nova e colorida homenagem em Londres. Uma exposição no centro da capital britânica recria alguns dos looks mais emblemáticos da falecida princesa utilizando milhares de flores frescas.
A mostra Fleurs de Villes Diana, realizada na Somerset House, reúne trabalhos florais inspirados em diferentes momentos da trajetória de Diana e tem como objetivo apresentar sua história sob uma perspectiva artística. A exposição também apoia o Diana Award, instituição criada em seu nome para incentivar e empoderar jovens.
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15 looks de Diana são recriados com flores
Ao todo, 15 manequins produzidos com flores frescas foram inspirados em algumas das produções mais memoráveis usadas por Diana ao longo da vida.
Entre as homenagens estão referências ao visual utilizado durante sua primeira turnê internacional pela Austrália e ao conjunto escolhido pela princesa quando visitou um projeto de desminagem da HALO Trust, em janeiro de 1997.
A exposição também apresenta uma versão floral do chamado “vestido da compaixão”, usado por Diana durante visitas a hospitais infantis. Outro destaque é o vestido Catherine Walker usado pela princesa ao conversar com pacientes com AIDS no Rio de Janeiro.
Também está entre as peças recriadas o vestido de seda azul da Catherine Walker que Diana usou durante o Festival de Cinema de Cannes, em 1987.
Exposição resgata legado de Diana
A Dra. Tessy Ojo CBE, CEO do Diana Award, explicou à revista PEOPLE que a proximidade dos 30 anos da morte da princesa, que serão completados no próximo ano, motivou a instituição a destacar novamente o legado deixado por ela.
“Uma das coisas que [Diana] fazia era sempre querer dar destaque a outras pessoas”, disse ela. “Queríamos aproveitar esta oportunidade, ao longo das próximas três semanas, para contar a história dos jovens que nunca a conheceram, mas que, através dos seus valores fundamentais de cuidado, compaixão e coragem, estão a mudar a sociedade em seu nome.”
Ojo também recordou uma lembrança pessoal relacionada às flores deixadas em homenagem à princesa após sua morte, em agosto de 1997. Segundo ela, ainda guarda na memória o forte aroma das flores espalhadas pela Kensington High Street, nas proximidades do Palácio de Kensington.
“Foi um momento tão difícil; a dor era tão grande que não conseguíamos nem admirar as flores”, acrescentou. “Não seria incrível contar a mesma história trinta anos depois, quando pudermos olhar para as flores sob uma perspectiva diferente? Trazer esse aroma de volta às pessoas de uma forma que seja festiva, pessoas mudando a sociedade corajosamente em nome dela.”
O arranjo floral da visita da Princesa Diana a um campo minado em Angola, em janeiro de 1997
Veronica Castillo ( @byveronicaphotography ); Tim Graham Photo Library via Getty
Mostra é dividida em quatro capítulos
A exposição foi organizada em quatro capítulos, cada um dedicado a uma parte da trajetória de Diana. Um Ícone Global aborda a chegada da princesa ao cenário internacional. Já Diplomacia Cultural mostra como suas escolhas relacionadas à moda contribuíram para aproximar diferentes comunidades.
O terceiro núcleo, Promovendo a Mudança, destaca histórias relacionadas à compaixão e à coragem demonstradas por Diana. Por fim, Um Guarda-Roupa com Propósito celebra a ligação entre suas escolhas de moda e seu trabalho filantrópico.
Floristas analisaram milhares de looks
Karen Marshall, cofundadora da Fleurs de Villes, contou que as equipes responsáveis pela exposição analisaram milhares de fotografias e produções usadas por Diana antes de escolher os 15 looks que seriam transformados em obras florais.
“Os vestidos que acabamos escolhendo vão surpreender as pessoas”, disse ela à revista PEOPLE. “Há alguns looks que não estão aqui, como o vestido da vingança, mas essa não é a história que queríamos contar; não é uma história sobre o legado dela. Trata-se de alegria; flores são sinônimo de alegria, e é isso que queríamos refletir na exposição.”
A exposição Fleurs de Villes Diana na Somerset House em Londres
Verônica Castillo; Verônica Castillo / @byveronicaphotography
A transformação não ficou restrita às roupas. Até mesmo os cabelos loiros característicos de Diana foram reproduzidos com elementos naturais. Marshall revelou que a criação dos fios levou horas, já que cada um deles foi confeccionado com palha e diferentes tipos de grama. Ela classificou as peças como “perucas botânicas”.
“Você pode ver o anel dela em uma [vitrine]; você pode ver a tiara Spencer em outra; tudo é botânico”, acrescentou ela.
A princesa Diana usando um vestido desenhado por Catherine Walker durante uma visita oficial ao Brasil
Biblioteca de fotos de Tim Graham via Getty
Roupas precisaram ser adaptadas
A equipe também precisou considerar as características físicas de Diana para encontrar peças que permitissem uma reprodução interessante utilizando flores.
“Diana era uma mulher alta e esbelta que usava muitos vestidos justos, então tivemos que procurar alguns vestidos com saias mais amplas que oferecessem mais oportunidades para estampas florais interessantes, mas também queríamos selecionar aqueles momentos em que ela usou a moda de forma muito eficiente e eficaz para defender causas específicas”, disse Marshall.
Como as instalações são feitas com materiais naturais, a manutenção das peças é um desafio diário. Marshall explicou que a mostra exige atenção constante por se tratar de uma “exposição de arte perecível”.
Ela contou que a equipe está “constantemente observando as flores” para garantir que as obras permaneçam em boas condições durante o período da exposição.
“Os floristas precisam ser extremamente habilidosos em suas técnicas e pensar no que está por baixo do vestido, em como vão renovar as flores, e algumas delas desabrocharão ao longo do desfile; é uma instalação que está em constante transformação”, acrescentou Marshall.
Exposição fica em cartaz até outubro
A Fleurs de Villes Diana será realizada entre 16 de setembro e 6 de outubro, nas galerias da Ala Leste da Somerset House, em Londres.
Os ingressos custam £34,25, valor informado pela organização como equivalente a cerca de R$ 264 (US$49,09), considerando uma cotação aproximada de US$ 1 = R$ 5,38. Parte da renda arrecadada será destinada ao Diana Award, descrito como a única instituição de caridade criada em nome da falecida princesa com o objetivo de empoderar jovens.
Lady Di com a tiara Lover’s Knot
Getty Images
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Fonte: Vogue