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22 de setembro de 2026
Charles Spencer, irmão da princesa Diana, pediu desculpas a Piers Morgan por uma informação incorreta publicada em seu novo livro de memórias, Swan Song: Diana, My Sister. Apesar da correção, o conde manteve sua versão sobre a conversa telefônica que teve com o jornalista antes do funeral de Diana, em 1997.
A retratação aconteceu depois de Morgan afirmar que poderia tomar medidas judiciais contra Spencer por causa de trechos da obra, que aborda momentos da vida da princesa e acontecimentos relacionados à sua morte.
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O que Spencer relatou no livro
Em uma das passagens de Swan Song, Spencer conta que telefonou para Piers Morgan antes do funeral de Diana para comunicar que o jornalista não seria bem-vindo à cerimônia. De acordo com o relato do conde, Morgan teria reagido de maneira “mal-humorado e irritado”.
Spencer, porém, reconheceu que cometeu um erro ao explicar o motivo que, segundo sua própria interpretação, teria provocado a reação do jornalista.
O livro afirmava que Morgan era editor do Daily Mirror quando o Mirror Group publicou, em novembro de 1993, fotografias invasivas de Diana enquanto ela se exercitava em uma academia. A informação está incorreta: naquele período, Morgan trabalhava no The Sun e só assumiu o cargo no Daily Mirror em 1995.
Charles Spencer
Stuart McClymont/The Sunday Times News Licensing; Penguin
Pedido de desculpas
Em comunicado, Spencer esclareceu a situação e afirmou que sua lembrança sobre o comportamento de Morgan durante a ligação permanece a mesma. O erro, segundo ele, estava na associação feita entre a reação do jornalista e o cargo que ocupava na época.
“O relato de Earl Spencer sobre sua conversa com Piers Morgan é preciso. O Sr. Morgan estava mal-humorado e irritado quando Earl Spencer ligou pessoalmente para lhe dizer que ele não era bem-vindo ao funeral de sua irmã”, diz um comunicado.
“O livro registra então a suposição do Conde Spencer de que a resposta do Sr. Morgan se deu porque ele era editor do Daily Mirror quando o Mirror Group publicou fotografias altamente invasivas da Princesa Diana na academia”, continuou o comunicado.
Após constatar o histórico profissional correto de Morgan, acrescentou: “Como historiador, a precisão é importante para o Conde Spencer. Portanto, ele deseja esclarecer que sua suposição estava incorreta. O Conde Spencer pede desculpas ao Sr. Morgan por esse erro.” Segundo a revista PEOPLE, o trecho deverá ser corrigido em uma segunda edição de Swan Song.
Piers Morgan, editor do ‘Daily Mirror’, em seu escritório em Canary Wharf, Londres, em 14 de dezembro de 1998
Getty Images
Morgan promete continuar disputa
Apesar do pedido de desculpas, Piers Morgan afirmou que considera a questão longe de estar encerrada. O jornalista declarou que pretende continuar com as medidas legais contra Spencer e a editora responsável pela publicação.
“Earl Spencer pediu desculpas pelas mentiras difamatórias publicadas em seu novo livro, Swan Song, lançado hoje”, escreveu Morgan no X em 22 de setembro. “Mas estou tomando medidas legais contra ele e sua editora, Penguin, para que as mentiras sejam removidas e os danos sejam pagos ao King’s Trust.”
Morgan também questionou a descrição feita por Spencer sobre a ligação entre os dois. “O relato de Earl Spencer sobre nossa conversa telefônica também é profundamente enganoso. Eu não fui grosseiro nem irritado, mas, ao contrário, muito respeitoso com ele e sua família, como escrevi em meus diários, The Insider”, escreveu ele em outra publicação. “Parece que a lembrança de Spencer sobre as conversas telefônicas é muito suspeita.”
Outra polêmica envolvendo a família real
A publicação das memórias também provocou uma reação do Palácio de Buckingham por causa de outro relato apresentado por Spencer.
No livro, o irmão de Diana afirma que o Rei Charles teria dito a ele que a princesa seria esquecida “em breve” após sua morte. O Palácio contestou publicamente essa versão, em uma manifestação considerada incomum.
“Embora, por princípio, não comentemos livros, Sua Majestade está ciente de que a dor do luto fraternal pode nublar a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória de maneiras que outros não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda”, disse um porta-voz do palácio.
Spencer, por sua vez, reafirmou que se lembra exatamente das palavras atribuídas ao rei. Em sua primeira entrevista após a manifestação do Palácio, concedida à BBC, ele declarou: “Posso afirmar aqui e agora que essas foram exatamente as palavras que ele disse.”
Charles e Diana no Palácio de Buckingham no dia em que anunciaram o noivado em fevereiro de 1981
Getty Images/ Reprodução
Spencer defende propósito do livro
Em entrevista à revista PEOPLE realizada em Althorp para a matéria de capa da semana, Spencer explicou que escreveu a autobiografia conciliando dois papéis: o de historiador e o de irmão de Diana.
“Parte do meu dever, como historiador, é registrar os fatos, e é isso que estou fazendo”, disse ele. “Não há maldade. Não estou ressentido, nem amargurado, nem nada disso.”
Mesmo diante da repercussão provocada por algumas das revelações presentes na obra, Spencer destacou que a princesa Diana continua sendo o principal foco de suas memórias. “A pessoa central, a única que realmente importa, é Diana”, disse ele.Canal da Vogue
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Lady Di com a tiara Lover’s Knot
Getty Images
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