Saúde
23 de julho de 2026Câncer de colo do útero é causado principalmente pela infecção pelo vírus HPV, mas também pode acontecer em mulheres que não foram infectadas pelo vírus e que tem mais de 45 anos, fumam e fazem uso de pílula anticoncepcional por muito tempo.
O câncer de colo de útero, ou câncer cervical, pode causar sintomas em fases mais avançadas da doença, como sangramento vaginal fora do período menstrual ou após as relações sexuais, corrimento com mau cheiro, dor abdominal e sensação de pressão na parte inferior da barriga.
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Quando identificado nos estágios iniciais, o câncer de colo de útero pode ser tratado e tem cura. Por isso, é importante consultar regularmente o ginecologista, para fazer exames como papanicolau e colposcopia, por exemplo, que facilitam a identificação precoce de alterações sugestivas de câncer.
Os principais sintomas de câncer de colo do útero são:
Além disso, em alguns casos a pessoa também pode apresentar cansaço excessivo, dor e inchaço nas pernas, perdas involuntárias de urina ou de fezes.
Os sintomas do câncer de colo de útero são mais frequentes quando a doença já está mais avançada, por isso é fundamental que o ginecologista seja consultada assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas.
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O diagnóstico do câncer de colo do útero é feito pelo ginecologista através do toque vaginal, avaliação da vagina e do colo do útero, e da história familiar e de saúde da pessoa.
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Além disso, o médico também indica o papanicolau, também conhecido como exame preventivo, e o exame de colposcopia, pois assim é possível avaliar mais detalhadamente o colo do útero.
Caso sejam identificadas alterações, o médico pode solicitar a realização de uma biópsia do colo do útero, um exame onde é feita a coleta de um pequeno pedaço tecido do colo do útero para ser analisada em laboratório. Veja como é feita a biópsia do colo do útero.
O rastreamento do câncer de colo de útero é uma medida de saúde pública para ajudar a detectar precocemente lesões pré-cancerígenas que, quando não são tratadas, podem evoluir para câncer.
O rastreio é indicado pelo Ministério da Saúde no Brasil para mulheres entre 25 e 64 anos, a cada três ou cinco anos, se não houver diagnóstico do vírus HPV.
Algumas formas de fazer o rastreamento do câncer de colo de útero incluem o papanicolau e o exame DNA-HPV, um teste molecular que identifica a presença do DNA do vírus HPV no organismo.
Leia também: DNA-HPV: o que é, quando é indicado e como é feito o exame
tuasaude.com/dna-hpv
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De acordo com o desenvolvimento do tumor, é possível classificar a doença em alguns estágios:
É importante que seja verificado o estágio do câncer de colo de útero para que o médico possa indicar o tratamento mais adequado para combater o câncer e prevenir a evolução da doença e a ocorrência de metástases.
Leia também: Metástase: o que é, sintomas, como acontece e tratamento
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A principal causa do câncer de colo do útero é a infecção pelo vírus HPV, que é transmitido principalmente através das relações sexuais desprotegidas, com ou sem penetração. Conheça mais sobre o HPV.
Os fatores de risco que que também podem contribuir para o câncer de colo de útero são:
Além disso, mulheres que possuem outras infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia, herpes ou gonorreia, também apresentam maiores riscos de desenvolverem o câncer de colo de útero.
O tratamento para o câncer de colo do útero varia conforme o estágio da doença, o tamanho do tumor, se existem metástases da doença, a idade e o estado de saúde geral da mulher.
A conização consiste na retirada de uma pequena parte do colo do útero, em forma de cone.
Embora seja uma técnica mais usada para fazer a biópsia e confirmar o diagnóstico de câncer, a conização também pode ser considerada uma forma de tratamento padrão em casos de lesão escamosa intraepitelial de alto grau, que ainda não é considerada câncer, mas que pode evoluir para câncer. Veja como é feita a conização.
A histerectomia é o principal tipo de cirurgia para tratar o câncer de colo de útero, podendo ser utilizada nas fases iniciais ou mais avançadas da doença, podendo ser:
É importante lembrar que nos dois tipos de histerectomia os ovários e as trompas só são retirados se também tiverem sido afetados pelo câncer.
A radioterapia é um tratamento que pode ser indicado antes, durante ou após o tratamento com cirurgia ou quimioterapia, onde utiliza-se a aplicação de radiação diretamente no tumor.
Já a quimioterapia é um procedimento onde se administra medicamentos via oral, ou injetáveis para eliminar ou impedir o crescimento das células cancerígenas.
A traquelectomia é um tipo de cirurgia que remove apenas o colo do útero e o terço superior da vagina, deixando o corpo do útero intacto, o que permite que a mulher engravide após o tratamento, caso desejado.
Normalmente, esta cirurgia é usada nos casos de câncer de colo do útero detectados na fase inicial e que ainda não afetou outras estruturas.
A exenteração pélvica é uma cirurgia mais extensa que pode ser indicada nos casos em que o câncer volta e afeta outras regiões.
Nesta cirurgia são retirados o útero, o colo do útero, os gânglios da pélvis, podendo também ser necessário retirar outros órgãos como ovários, trompas, vagina, bexiga e parte do final do intestino.
A principal forma de se prevenir o câncer de colo do útero, é através da vacina contra o HPV, que pode ser encontrada em postos de saúde e clínicas particulares. Entenda como e quando tomar a vacina contra o HPV.
Além disso, é importante também usar preservativos em todas as relações sexuais e consultar regularmente o ginecologista.