categoria Saúde
Data 15 de julho de 2026

A arterite temporal é uma doença autoimune que causa a inflamação dos vasos sanguíneos, principalmente das artérias de médio e grande calibre, podendo reduzir o fluxo de sangue para diferentes regiões do corpo, especialmente a cabeça.

Também conhecida como arterite de células gigantes, essa condição pode causar sintomas como dor de cabeça intensa nas têmporas, sensibilidade no couro cabeludo, dor na mandíbula ao mastigar, cansaço, febre e alterações na visão.

O tratamento da arterite temporal é indicado pelo reumatologista e geralmente envolve o uso de corticoides e, em alguns casos, medicamentos imunossupressores. A doença pode ser grave, pelo risco de perda da visão.

Sintomas de arterite temporal

Os principais sintomas de arterite temporal são:

  • Dor de cabeça intensa, geralmente nas têmporas, podendo ser contínua ou pulsante;
  • Sensibilidade no couro cabeludo;
  • Dor na mandíbula ao mastigar;
  • Febre e mal-estar geral;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Alterações na visão, como visão embaçada ou visão dupla;
  • Cansaço excessivo e fraqueza.

Em alguns casos, a arterite temporal pode causar complicações graves, como perda repentina da visão ou aneurismas. 

Além disso, é comum que a arterite temporal esteja associada à polimialgia reumática, uma doença que causa inflamação dos músculos e articulações, provocando dor, rigidez e desconforto principalmente nos ombros e quadris. Saiba mais sobre a polimialgia reumática.

Arterite temporal é grave?

A arterite temporal pode ser grave quando não é diagnosticada e tratada rapidamente, pois a inflamação dos vasos pode reduzir o fluxo de sangue e causar complicações, como perda parcial ou total da visão, que pode ser permanente.

Além disso, a doença pode afetar outros vasos de maior calibre, aumentando o risco de complicações cardiovasculares, como aneurismas. 

No entanto, quando identificada precocemente e tratada, é possível controlar a inflamação, reduzir os sintomas e diminuir o risco de complicações.

Arterite temporal em jovens

A arterite temporal em jovens é uma condição rara, pois a doença afeta principalmente pessoas com mais de 50 anos. 

Quando ocorre nessa faixa etária, pode apresentar sintomas semelhantes, como dor de cabeça intensa nas têmporas, sensibilidade no couro cabeludo, dor na mandíbula ao mastigar, cansaço, febre, perda de peso e alterações na visão.

Como a arterite temporal é incomum em jovens, esses sintomas podem ser inicialmente associados a outras causas, o que pode atrasar o diagnóstico.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da arterite temporal é feito pelo reumatologista por meio da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exames que identificam sinais de inflamação no organismo.

Para uma avaliação do reumatologista, marque consulta usando a seguinte ferramenta:

[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO] 

Geralmente, são solicitados exames de sangue, como velocidade de sedimentação e proteína C reativa (PCR), além de exames de imagem, como ultrassom das artérias temporais, para avaliar alterações nos vasos sanguíneos. Saiba para que serve o exame PCR.

Em alguns casos, pode ser indicada a biópsia da artéria temporal, um exame que analisa um pequeno fragmento do vaso para identificar sinais de inflamação. 

O que causa

A causa exata da arterite temporal ainda não é totalmente conhecida, mas sabe-se que ocorre devido a uma resposta inadequada do sistema imunológico, que provoca inflamação na parede dos vasos sanguíneos. 

Porém, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como:

  • idade acima de 50 anos;
  • Histórico familiar de arterite temporal ou outras doenças autoimunes. 

Além disso, alterações genéticas e fatores ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da inflamação dos vasos.

Tratamento de arterite temporal

O tratamento da arterite temporal varia de acordo com a gravidade da doença, podendo incluir:

1. Corticoides

Os corticoides, como a prednisona ou a prednisolona, são os principais medicamentos usados no tratamento da arterite temporal e, geralmente, são iniciados logo após a suspeita da doença para reduzir rapidamente a inflamação e prevenir complicações, como a perda da visão.


Leia também: Prednisolona: para que serve, como tomar (e efeitos colaterais)

tuasaude.com/prednisolona

A dose é reduzida gradualmente conforme os sintomas melhoram e os exames indicam controle da inflamação.

2. Imunossupressores

Em alguns casos, o reumatologista pode indicar medicamentos imunossupressores ou imunobiológicos, como tocilizumabe ou metotrexato, principalmente quando há recidiva da doença, dificuldade para reduzir a dose dos corticoides ou maior risco de efeitos colaterais. Veja como usar o tocilizumabe.

Esses medicamentos ajudam a controlar a resposta do sistema imunológico e a diminuir a necessidade do uso prolongado de corticoides.


Leia também: Imunossupressores: o que são e quando são indicados

tuasaude.com/imunossupressores

3. Acompanhamento médico

Durante o tratamento, é importante realizar acompanhamento regular com o reumatologista para avaliar a resposta aos medicamentos, monitorar possíveis efeitos colaterais e identificar precocemente sinais de recaída da doença. 

Em alguns casos, também podem ser indicados medicamentos para proteger os ossos e reduzir o risco de osteoporose causada pelo uso prolongado de corticoides.

Complicações da arterite temporal

As complicações da arterite temporal surgem quando o tratamento não é iniciado ou quando não são seguidas as recomendações do médico, podendo haver:

  • Perda permanente da visão;
  • Derrame cerebral;
  • Dano em outros vasos sanguíneos;
  • Aneurismas.

Por isso, é importante consultar o médico na presença de sintomas de arterite temporal e seguir as recomendações de tratamento.

Fonte: Tua Saúde