Comportamento
23 de julho de 2026
Sempre conhecido por sua energia eletrizante nos palcos, Mick Jagger, de 82 anos, provou que não é fã de romantizar a terceira idade. Em entrevista recente ao podcast The Interview, do jornal The New York Times, o líder dos Rolling Stones ofereceu uma visão bastante sincera e bem-humorada sobre o envelhecimento.
“Não há nada de bom nisso. Nada”, disparou o astro, pai de oito filhos, frutos de cinco relacionamentos diferentes. “Você não adquire sabedoria. Você esquece tudo. Esqueci toda a minha sabedoria. Talvez eu tivesse tido algumas pérolas de sabedoria, mas esqueci quais eram.”
Jagger refletiu ainda sobre os impactos físicos do passar dos anos em sua rotina: “Não é particularmente agradável. Claro que você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria e, fisicamente, não faz tudo o que gostaria. Você ainda pode fazer, mas precisa ter mais cuidado.”
Fama, pés no chão e inteligência artificial
Durante o papo, o cantor do clássico Start Me Up também comentou sobre como lidar com a fama estratosférica ao longo de tantas décadas. Para não perder o contato com a realidade nem se distanciar totalmente das pessoas, o músico revelou um hábito simples: “Você sai, caminha pela rua sozinho e faz coisas normais.”
A longevidade da banda, inclusive, não os impediu de se render às novas tecnologias. Recentemente, Jagger e Keith Richards comentaram à Billboard sobre o uso de deepfake para rejuvenescer os integrantes no videoclipe da faixa In the Stars.
“Nos divertimos muito com isso. Músicos reais que se parecem um pouco com os Rolling Stones de 1968. A única diferença eram os rostos” contou Jagger.
Richards, por sua vez, aprovou o resultado do experimento visual, mas mandou o seu recado: “Eu disse: ‘Muito bom. Gostaria de ter essa aparência agora.’ Mas talvez seja para isso que serve a IA: para videoclipes. É bom colocá-la em seu devido lugar.”
Vale lembrar que o 25º álbum de estúdio dos Rolling Stones, intitulado Foreign Tongue, já está disponível em todas as plataformas de áudio.