Comportamento
24 de julho de 2026
Rosie O’Donnell abriu o coração ao falar sobre sua amizade de longa data com Madonna e revelou detalhes da conexão especial que surgiu entre elas ainda no início dos anos 1990. As duas artistas se aproximaram durante as gravações do filme “Uma Equipe Muito Especial” (A League of Their Own), lançado em 1992, e, segundo Rosie, a relação ultrapassou a convivência profissional e se transformou em um verdadeiro laço familiar.
Em entrevista à revista PEOPLE, a atriz relembrou o primeiro momento em que sentiu uma identificação profunda com a cantora. Rosie contou que, antes mesmo de conhecer Madonna pessoalmente, havia assistido ao documentário “Verdade ou Desafio” e ficou marcada pela história da artista, que também perdeu a mãe ainda jovem.
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
“Eu tinha acabado de assistir a Verdade ou Desafio, e nunca tinha conhecido outra mulher cuja mãe tivesse falecido e que ela tivesse o nome da mãe, e aí, quando você vai ao túmulo, vê seu nome na lápide”, relembra O’Donnell na edição desta semana da revista PEOPLE. “A primeira coisa que eu disse foi: ‘Minha mãe morreu quando eu era pequena e eu também recebi o nome dela’, e foi como se tivéssemos nos tornado irmãs naquele instante.”
Revistas Newsletter
A história de perda e superação das duas acabou criando uma ligação ainda mais forte ao longo dos anos. Rosie perdeu a mãe, Roseann O’Donnell, quando tinha apenas 10 anos, enquanto Madonna também enfrentou a morte da mãe, Madonna Ciccone, aos 5 anos, vítima de câncer de mama.
Em seu novo espetáculo solo, “Common Knowledge”, que estreou em 22 de julho no Daryl Roth Theater, em Nova York, Rosie revisita momentos íntimos de sua trajetória, incluindo o impacto da ausência da mãe e a experiência de construir sua própria família com cinco filhos.
Ao falar sobre Madonna atualmente, Rosie contou que as duas continuam próximas e aproveitam os momentos juntas sempre que a cantora está em Nova York. A amizade, segundo ela, permanece baseada em conversas simples sobre família e filhos.
“Conversamos sobre as crianças. Simplesmente passamos um tempo juntas quando ela está em Nova York.”
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
A atriz também fez questão de elogiar a maneira como Madonna criou seus seis filhos e destacou a dedicação da cantora como mãe. Rosie revelou que, apesar de terem estilos de criação diferentes, sempre admirou a forma como a amiga conduziu a família.
“Tenho que dizer que Madonna fez um trabalho incrível criando esses filhos”, continua ela sobre os seis filhos da amiga. “Ela era muito rigorosa com a casa, enquanto eu não era nada rigorosa. Os filhos dela, Lola e Rocco, vinham brincar aqui em casa quando eram pequenos, e assim que ela ia embora, eu dava um picolé para eles e ligava os desenhos animados. Eles não assistiam à TV. Mas ela é uma mãe incrível, e esses filhos são pianistas de concerto, artistas e cantores. Ela é fenomenal. E uma filha órfã de mãe, ainda mais nova do que eu quando a mãe dela morreu.”
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
Rosie também contou que sua mudança para a Irlanda, no início de 2025, fez com que ela se reconectasse de uma maneira diferente com a memória da própria mãe. Ao observar mulheres mais velhas pelas ruas e em locais comuns do dia a dia, a atriz passou a imaginar como teria sido sua vida caso Roseann tivesse permanecido viva.
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
“Para onde quer que eu olhasse, via pessoas parecidas com a minha família. Mulheres de 90 anos no supermercado”, diz ela. “Se minha mãe estivesse viva, teria sido ela. Quando comecei a ver essas mulheres, comecei a imaginar como teria sido minha vida se ela tivesse vivido. Comecei a escrever sobre ela, sobre ser mãe sem mãe e ser a mãe mais velha de uma criança não-binária (referindo-se ao seu filho mais novo, Clay, de 13 anos). A exposição começa com o dia em que ela morreu e termina com a última vez que a vi.”
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
A artista explicou que levou anos para conseguir transformar essa dor em arte. Segundo Rosie, a emoção era tão intensa que, inicialmente, ela não conseguia apresentar a música criada para o espetáculo sem se desabar.
“Tentei escrever essa música há uns 10 anos, mas quando a interpretava, eu chorava, então não conseguia fazê-la direito”, diz ela. “E quando comecei a apresentá-la na Irlanda, em clubes de Dublin, eu chorava nas primeiras vezes. Pensei: ‘Bem, se eu conseguisse superar isso…’ e finalmente cheguei ao ponto em que consegui.”
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
Mesmo após mais de cinco décadas da morte da mãe, Rosie afirmou que o luto continua sendo uma experiência que nunca desaparece completamente. Para ela, a ausência permanece como uma parte importante de sua história.
“É algo que acho que a gente nunca supera completamente”, diz ela sobre a morte da mãe, há mais de 50 anos. “Eu ouço o programa do Anderson Cooper sobre morte e luto. Ele perdeu o pai aos dez anos. Sempre me emociono muito. Muitas vezes me pergunto se eu conseguiria fazer isso, se ele me pedisse – e não desabar.”
A atriz afirma que compartilhar essas lembranças no palco é uma forma de homenagear a mãe e também de se conectar com outras pessoas que passaram por perdas semelhantes.
Madonna e Rosie O’Donnell
GettyImages
Canal da Vogue
Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!