categoria Saúde
Data 16 de julho de 2026

As causas de aftas frequentes ainda não são totalmente esclarecidas. Entretanto, alguns fatores que podem favorecer seu aparecimento incluem predisposição genética, traumas e lesões, deficiências nutricionais e estresse e ansiedade.

As aftas são pequenas lesões que podem surgir na boca, língua ou garganta e tornar o ato de falar, comer e engolir bastante desconfortável.


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Na presença de aftas frequentes, é aconselhado consultar o clínico geral. Assim, o médico poderá identificar a possível causa e indicar o tratamento, que pode ser feito com o uso de pomadas, remédios orais e ajustes na dieta, por exemplo.

O que pode ser

As principais causas de aftas frequentes são:

1. Traumas e lesões

Traumas e lesões físicas na mucosa da boca são as causas mais comuns de aftas frequentes.

Estes incluem uso de aparelhos ortodônticos, próteses dentárias mal ajustadas, mordidas acidentais na língua e na bochecha, alimentos duros e escovação com cerdas muito duras.

O que fazer: é recomendado consultar o clínico geral para que se possa avaliar a causa dos traumas e lesões e indicar o tratamento adequado.

Assim, pode ser indicado usar resinas ou ceras de proteção, usar escovas de dentes com cerdas macias e higienizar corretamente a lesão.

É aconselhado também evitar alimentos muito quentes, picantes, ácidos, duros e ásperos. Aplicar gelo nas lesões por cerca de 10 minutos também ajuda a aliviar a dor temporariamente. O médico também pode indicar aplicar pomadas no local, como a Omcilon.

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2. Deficiências nutricionais

As aftas frequentes podem ser causadas por deficiências nutricionais, sendo mais comum em pessoas que possuem baixos níveis de zinco, ferro, ácido fólico e vitaminas do complexo B.

O que fazer: é aconselhado consultar o clínico geral ou nutricionista, para que sejam solicitados exames que ajudam a confirmar o tipo de deficiência nutricional.

O tratamento pode ser feito com o uso de suplementos alimentares específicos, para corrigir as carências e ajudar, assim, na diminuição parcial ou até mesmo total das aftas.

O nutricionista ou médico também pode indicar o uso sistêmico de suplemento de ômega-3. Este suplemento ajuda a diminuir a dor e a recorrência dos surtos.

É importante consumir mais alimentos de origem animal, como carnes, leite e ovos, por exemplo, com a orientação de um nutricionista.


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3. Predisposição genética

A hereditariedade e a predisposição genética têm um papel importante nas aftas frequentes, onde pessoas com histórico familiar geralmente apresentam quadros mais severos e precoces.

Este risco também é influenciado por alterações no DNA que desregulam o sistema imunológico e por fatores relacionados ao antígeno leucocitário humano.

O que fazer: não existe forma de controlar os fatores genéticos, mas algumas medidas ajudam a diminuir as chances, como evitar comer alimentos ácidos e apimentados, e usar escova de dentes com cerdas macias. Veja algumas dicas para curar aftas mais rápido.

O médico também pode indicar o uso de pomadas, sprays ou soluções orais, como triancinolona acetonida e ácido hialurônico, que ajudam a reduzir a inflamação e aliviar a dor, o inchaço, a vermelhidão e o desconforto. Esses remédios também ajudam na hidratação e cicatrização da mucosa oral.


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4. Estresse e ansiedade

O estresse e a ansiedade podem aumentar as chances de aftas frequentes em pessoas que são suscetíveis ou que possuem predisposição genética, induzindo ou piorando as crises.

O que fazer: é importante identificar as possíveis causas e controlar o estresse e a ansiedade, como ter boas noites de sono e praticar exercícios físicos. Veja algumas dicas para aliviar o estresse.

Em alguns casos, o médico também pode prescrever o uso de remédios corticoides, como triancinolona e dexametasona, anestésicos e antissépticos.

5. Condições gastrointestinais

As aftas frequentes podem ser causadas por condições gastrointestinais, como doença celíaca, doença de Crohn ou colite ulcerosa.

Estas aftas podem surgir principalmente devido a problemas de absorção de nutrientes presentes nestas condições, causando deficiências de vitaminas e minerais.

O que fazer: na presença de sintomas indicativos de problemas gastrointestinais, é importante consultar o gastroenterologista para que seja identificada a causa e indicado o tratamento adequado.

Assim, o médico poderá indicar o uso de suplementos alimentares e de remédios, como corticoides, antibióticos e imunossupressores.

Já o nutricionista pode recomendar uma dieta sem glúten ou sem leite e derivados, por exemplo.

6. HIV / AIDS

As aftas frequentes podem ser causadas pelo HIV ou AIDS. Isso porque nessas condições provocam uma deficiência na imunidade, favorecendo o surgimento de úlceras na boca.

No entanto, na AIDS as aftas são mais frequentes, maiores, severas, profundas e muito dolorosas, podendo levar semanas para cicatrizar e geralmente deixam cicatrizes na boca.

O que fazer: caso o HIV ou a AIDS sejam confirmados, o infectologista ou clínico geral pode recomendar o tratamento com antirretrovirais, como dolutegravir, lamivudina e efavirenz, para ajudar a reduzir a multiplicação do vírus e a carga viral no organismo.

Além disso, o médico também pode indicar o uso de talidomida, um remédio anti-inflamatório e imunomodulador que ajuda no tratamento de aftas maiores.


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7. Doença de Behçet

A doença de Behçet é uma doença autoimune rara, que causa sintomas como lesões de pele, aftas frequentes na boca e feridas na região genital. Também pode haver inflamação dos olhos, sistema gastrointestinal e articulações.

O que fazer: caso essa condição seja confirmada, o reumatologista pode prescrever o uso de anestésicos e corticosteroides tópicos nas lesões, para ajudar na cicatrização e alívio dos sintomas das aftas.

Para tratar a doença de Behçet, o médico pode indicar o uso de remédios como colchicina, apremilaste, prednisona, azatioprina e interferon alfa, conforme os sintomas apresentados.


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Quando ir ao médico

É recomendado ir ao médico quando:

  • As aftas são muito grandes ou estiverem se espalhando e aumentando de tamanho 
  • A frequência das aftas é maior de 3 a 4 episódios por ano;
  • As aftas demoram para cicatrizar e duram 2 ou 3 semanas;
  • Quando a dor não permite comer ou beber;
  • Se forem acompanhadas de febre, erupções cutâneas ou perda de peso sem motivo aparente;
  • Se as aftas não responderem ou não melhorarem mesmo após duas semanas de tratamento indicado pelo médico.

Na presença de qualquer um desses sintomas, é importante ir ao médico para que seja identificada a causa da afta e indicado o tratamento adequado.

Fonte: Tua Saúde