categoria Saúde
Data 15 de julho de 2026

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que surge no sistema linfático e que pode causar sintomas como ínguas no pescoço, axilas ou virilha, febre e coceira na pele, por exemplo.

Neste tipo de linfoma é possível verificar uma alteração nas células do sistema imunológico, principalmente nos linfócitos, que se multiplicam de forma excessiva, tornando-se malignas e causando uma reação inflamatória.


Leia também: Linfoma: o que é, sintomas, tipos e tratamentos

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Na presença de sintomas suspeitos de linfoma de Hodgkin, é importante consultar o clínico geral, o oncologista ou o hematologista. Assim, o médico pode solicitar exames para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado, que pode incluir sessões de quimioterapia e radioterapia, por exemplo.

Sintomas de linfoma de Hodgkin

Os principais sintomas de linfoma de Hodgkin são:

  • Ínguas, principalmente no pescoço, virilha ou axilas;
  • Febre;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Diminuição do apetite;
  • Febre alta e suor noturno intenso;
  • Coceira pelo corpo;
  • Dor nos gânglios linfáticos, após o consumo de álcool.

Em casos mais raros, principalmente quando o linfoma atinge outros órgãos, pode-se notar a presença de outros sintomas como aumento do abdômen, dor no peito, dificuldade para respirar, cansaço excessivo, tosse, desconforto abdominal e má digestão.

Na presença de qualquer sintoma indicativo de linfoma de Hodgkin, é importante consultar o clínico geral. Assim, poderão ser feitos exames que possam identificar o linfoma e o encaminhamento para um especialista, como oncologista ou onco-hematologista.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do linfoma de Hodgkin é feito pelo oncologista ou onco-hematologista através da avaliação dos sintomas, exame físico com a palpação dos gânglios linfáticos, e hemograma completo com o objetivo de avaliar as células do sangue, principalmente os linfócitos.

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Além disso, também podem ser solicitados exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética ou PET scan, para verificar a extensão da doença e o seu estágio.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar a realização de uma biópsia do linfonodo, ou até uma biópsia da medula óssea feita a partir da coleta de uma pequena amostra do osso da bacia, para verificar se há comprometimento da medula óssea. Veja como é feita a biópsia de medula óssea.

Possíveis causas

O linfoma de Hodgkin acontece quando os linfócitos ou células precursoras sofrem alterações genéticas, o que faz com que multipliquem de forma excessiva e transformem-se em células malignas, levando ao desenvolvimento de uma resposta inflamatória, dando início aos sintomas.

Ainda não são esclarecidos os fatores que levam ao desenvolvimento das alterações nas células do sangue.

No entanto, pessoas que já tiveram infecção pelo vírus Epstein-Barr, portadoras do vírus HIV que fazem uso de medicamentos imunossupressores ou que possuem parentes em primeiro grau que tiveram essa doença, possuem mais risco de desenvolver esse tipo de linfoma.

Estágios do linfoma de Hodgkin

Os estágios do linfoma de Hodgkin são:

  • Estágio I: há comprometimento apenas de um grupo de linfonodos ou de apenas um órgão fora do sistema linfático;
  • Estágio II: há comprometimento de dois ou mais grupos de linfonodos do mesmo lado do diafragma, que é o músculo localizado abaixo dos pulmões e que separa o tórax do abdômen;
  • Estágio III: há comprometimento de grupos de linfonodos em lados diferente do diafragma;
  • Estágio IV: há comprometimento dos linfonodos e de outros órgãos fora do sistema linfático, principalmente medula óssea, pulmões e fígado.

A partir da identificação do estágio da doença, o hematologista, oncologista ou clínico geral pode indicar o tratamento mais adequado para que seja possível alcançar a cura.

Tratamentos para linfoma de Hodgkin

Os tratamentos indicados para o linfoma de Hodgkin são:

  • Quimioterapia: é o tratamento mais usado neste tipo de linfoma, sendo feito com medicamentos citotóxicos que destroem as células cancerígenas;
  • Radioterapia: geralmente é usada após a quimioterapia para reduzir o tamanho das ínguas e garantir que as células cancerígenas sejam completamente eliminadas. Também pode ser usada antes da quimioterapia caso as ínguas estejam muito grande;
  • Terapia alvo e imunoterapia: podem ser feito em alguns casos, com remédios como brentuximabe vedotina, nivolumabe ou pembrolizumabe, sendo geralmente usado junto com a quimioterapia, ou após o transplante de medula óssea;
  • Remédios esteroides: são utilizados nos casos mais avançados de linfoma para melhorar os efeitos da quimioterapia, melhorando sintomas e complementando o tratamento;
  • Transplante de medula: esse tratamento pode ser indicado em casos de recidiva do linfoma, podendo ser feito retirando-se as células saudáveis da medula da própria pessoa ou através de doação de medula óssea.

O tratamento do linfoma de Hodgkin deve ser feito pelo oncologista ou onco-hematologista e varia conforme o estágio do câncer e a idade da pessoa, e tem o objetivo de evitar a progressão da doença e promover a cura.

Linfoma de Hodgkin tem cura?

O linfoma de Hodgkin tem cura quando é identificado logo nos primeiros estágios e tratado logo em seguida.

Além disso, há maiores chances de cura quando a pessoa tem menos de 60 anos, é capaz de realizar as atividades do dia a dia normalmente, possui níveis de LDH circulantes no sangue normais e possui linfoma no estágio I ou II e com metástase em apenas um dos linfonodos.

Fonte: Tua Saúde