Saúde
23 de setembro de 2026O tratamento para capsulite adesiva, ou síndrome do ombro congelado, pode incluir remédios, fisioterapia, infiltração com corticoide, hidrodilatação e, em casos persistentes, a cirurgia para restaurar a mobilidade da articulação.
O tratamento é indicado pelo ortopedista e geralmente dura de 8 a 12 meses, mas em alguns casos a melhora completa pode ocorrer até 2 anos após o início dos sintomas.
A capsulite adesiva é uma inflamação da articulação do ombro que causa dor e dificuldade intensa para mover o braço, dando a sensação de ombro congelado, e geralmente aparece após imobilização, lesão ou por fatores como alterações hormonais.
O tratamento para a capsulite adesiva é feito pelo ortopedista, que pode indicar:
O uso de remédios para a capsulite adesiva tem como principal objetivo reduzir a dor e a inflamação, porém não resolvem a rigidez da articulação, mas são importantes para aliviar sintomas durante a fase dolorosa da doença.
Normalmente, o médico pode indicar analgésicos simples, como paracetamol, ou anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno ou naproxeno, que ajudam a controlar o desconforto e permitem que os exercícios de fisioterapia sejam feitos.
A fisioterapia é a base do tratamento e consiste em exercícios e alongamentos graduais para o ombro, como:
Entretanto, as técnicas manuais e os alongamentos devem ser realizados respeitando o limite de dor e, em seguida, é importante iniciar exercícios de fortalecimento da musculatura do ombro para dar suporte à articulação.
Também podem ser utilizados recursos complementares para aliviar a dor e facilitar a movimentação do ombro, como aplicar compressas mornas antes dos exercícios e técnicas como ultrassom terapêutico ou TENS, que podem reduzir a rigidez e a dor.
Em casa devem ser realizados apenas os exercícios recomendados pelo fisioterapeuta, que podem incluir o uso de pequenos equipamentos, como bola, bastão e faixas elásticas. Veja alguns exercícios para recuperação do ombro.
O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, mas geralmente dura de alguns meses a cerca de um ano, com melhora progressiva dos sintomas.
Quando a dor é intensa e impede que os exercícios sejam realizados, o médico pode recomendar injeções intra-articulares de corticoides, como cortisona ou dexametasona.
Esses medicamentos são aplicados diretamente na articulação, reduzindo a inflamação e o desconforto rapidamente, o que permite que a pessoa realize a fisioterapia com maior tolerância.
O efeito costuma ser mais rápido na diminuição da dor, mas é temporário, devendo ser combinado com a fisioterapia para melhorar a mobilidade de forma duradoura.
Em casos de dor persistente que não melhora com remédios ou infiltrações, pode ser considerado o bloqueio do nervo supraescapular, uma técnica em que um anestésico é aplicado próximo ao nervo que transmite dor do ombro.
Esse nervo é responsável por transmitir cerca de 70% das sensações de dor do ombro, e seu bloqueio proporciona alívio significativo da dor, tornando os exercícios mais toleráveis.
Esse procedimento pode ser utilizado como complemento aos demais tratamentos, ajudando na recuperação da mobilidade e função do ombro.
A hidrodilatação é um procedimento em que uma solução com anestésico e, às vezes, corticoide é injetada dentro da articulação para “expandir” a cápsula rígida.
Esse procedimento ajuda a romper pequenas aderências e melhorar a mobilidade do ombro, sendo realizado com orientação por ultrassom ou raio X para garantir maior precisão e segurança.
A hidrodilatação costuma ser indicada quando a fisioterapia e as infiltrações não resultam em melhora suficiente da amplitude de movimento.
A manipulação da articulação é realizada quando os tratamentos anteriores não trouxeram resultados.
Nesse procedimento, a pessoa é colocada sob anestesia geral e o médico movimenta o ombro de forma controlada para romper aderências da cápsula.
Esse método pode oferecer ganho imediato de mobilidade, mas requer acompanhamento com fisioterapia após o procedimento para manter os resultados e evitar recidiva da rigidez.
A cirurgia é indicada quando os outros tratamentos não resultam em melhora significativa após 6 a 12 meses. As principais opções de cirurgia incluem:
Em todos os casos, a fisioterapia após a cirurgia é essencial para manter os ganhos de mobilidade e fortalecer a musculatura do ombro.