categoria Saúde
Data 22 de setembro de 2026

O transtorno alimentar é uma condição caracterizada por alterações graves do comportamento alimentar, podendo causar sintomas como medo excessivo de ganhar peso, fazer exercícios em excesso e dificuldade para parar de comer, por exemplo.

Esse distúrbio alimentar pode ser classificado em diferentes tipos, como anorexia, bulimia nervosa e compulsão alimentar, que possuem características específicas, como ficar várias horas sem comer e provocar o vômito, por exemplo.

O transtorno alimentar, de forma geral, acontece com mais frequência nas mulheres, principalmente durante a adolescência, e pode esta relacionado com problemas como ansiedade, depressão e uso de drogas.

Os principais tipos, sintomas e tratamentos de transtorno alimentar são:

1. Anorexia

A anorexia, ou anorexia nervosa, é um transtorno alimentar em que a pessoa tem um medo excessivo de ganhar peso, provocando restrição alimentar e redução no consumo de alimentos, o que leva à uma perda significativa de peso.

A perda de peso na anorexia pode acontecer devido à restrição alimentar acompanhada da prática de atividade física intensa, além de também poder haver provocação de vômito e uso excessivo de medicamentos diuréticos ou laxantes.

Sintomas: olhar no espelho e se sentir gordo, não comer para não engordar, contar as calorias da refeição antes de comer, fazer exercícios em excesso, tomar remédios para emagrecer, alterações do humor e do estado de ânimo.

É muito comum que a mulher que apresenta essa alteração alimentar comece a ter alterações menstruais, incluindo a ausência de menstruação.


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Tratamento: a base do tratamento da anorexia é a psicoterapia, que ajuda a melhorar a relação com a comida e o próprio corpo.

Em alguns casos, pode ser necessária a intervenção de um psiquiatra, que pode indicar o uso de remédios antidepressivos e ansiolíticos que ajudam a melhorar a resposta ao tratamento, além de ajudar a aliviar os sintomas de depressão e ansiedade.

Além disso, deve haver um acompanhamento nutricional para orientar uma alimentação saudável e o uso de suplementos alimentares para suprir a carência de nutrientes do organismo.

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2. Bulimia

A bulimia é um transtorno alimentar caracterizado por episódios frequentes de compulsão alimentar, nos quais há um consumo de grandes quantidades de comida

em seguida, a pessoa apresenta comportamentos compensatórios inadequados como forçar o vômito, usar laxantes ou diuréticos, ficar sem comer e praticar exercícios em excesso para tentar controlar o peso.


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Sintomas: alterações do humor, praticar muita atividade física, comer grandes quantidades de comida escondido, desidratação e alterações gastrointestinais, inflamação crônica na garganta, refluxo gástrico, cáries e sensibilidade nos dentes.

Os episódios de compulsão alimentar podem ser desencadeados por problemas pessoais, sentimentos relacionados com o peso, falta de controle, sentimento de culpa e humor depressivo.

Tratamento: é feito com acompanhamento psicológico para reverter o comportamento em relação à comida e acompanhamento nutricional, para se ter orientações sobre a adequação da dieta e do equilíbrio dos nutrientes.

Além disso, pode necessário o uso de remédios para ansiedade e para controlar os vômitos. Veja mais sobre o tratamento da bulimia.

3. Compulsão alimentar

A principal característica da compulsão alimentar são episódios frequentes de comer exageradamente, mesmo quando não se tem fome.

Neste transtorno alimentar existe uma perda do controle sobre o que se comer, mas não existe comportamentos compensatórios como vômitos ou uso de laxantes.

Sintomas: comer exageradamente até quando não se tem fome, dificuldade para parar de comer, comer muito rápido, consumir alimentos estranhos como arroz cru ou feijão gelado, e excesso de peso.

Tratamento: deve-se fazer um acompanhamento psicológico para ajudar a identificar as causas dos episódios de compulsão alimentar e reaver o controle sobre a comida.

Também costuma ser necessário acompanhamento nutricional para controlar o peso e prováveis problemas de saúde decorrentes do transtorno, como colesterol alto e gordura no fígado.


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4. Ortorexia

A ortorexia é um transtorno alimentar onde a pessoa tem uma preocupação exagerada com o que come, levando a uma obsessão de sempre comer de forma certa, com alimentos saudáveis e extremo controle de calorias e qualidade.

Sintomas: estudar muito sobre alimentação saudável, evitar alimentos processados ou ricos em gorduras ou açúcar, evitar comer fora de casa, comer sempre produtos orgânicos, planejar rigorosamente as refeições.

Tratamento: inclui acompanhamento médico e psicológico, a fim de melhorar a relação com a comida e mostrar ao paciente que ele pode ser saudável mesmo sem restringir tanto sua alimentação. Veja mais detalhes sobre a ortorexia.

5. Vigorexia

A vigorexia, também conhecida como transtorno dismórfico muscular ou Síndrome de Adonis, é caracterizada por uma obsessão para ter o corpo perfeito, levando à prática exagerada de exercícios físicos.

Sintomas: cansaço extremo, irritabilidade, uso exagerado de suplementos alimentares, prática de exercícios físicos até a exaustão, preocupação exagerada com a alimentação, insônia e dor muscular. Saiba reconhecer os sintomas de vigorexia.

Tratamento: o tratamento desse transtorno alimentar é feito com psicoterapia, com o objetivo de fazer o indivíduo aceitar seu corpo e aumentar a sua autoestima,.

Além, disso, é recomendado também que a pessoa tenha o acompanhamento de um nutricionista para uma orientação adequada em relação ao uso de suplementos e para a prescrição de uma alimentação adequada para os treinos.

6. Síndrome de Gourmet

A Síndrome de Gourmet é um distúrbio raro caracterizado por uma preocupação excessiva em relação à preparação do alimento, desde a compra dos ingredientes até a forma que ele será servido no prato.

Além disso, a pessoa com esse transtorno alimentar come em excesso e tem obsessão pela comida.

Sintomas: consumo frequente de pratos exóticos ou especiais, preocupação excessiva com a qualidade dos ingredientes comprados, passar muito tempo na cozinha, ter muito cuidado ao preparar os alimentos, servir sempre pratos bem decorados.

Tratamento: é feito principalmente com psicoterapia, mas quando a síndrome leva ao excesso de peso, também é necessário o acompanhamento com nutricionista.

7. Transtorno alimentar noturno

O transtorno alimentar noturno, também conhecido como síndrome do comer noturno, é caracterizado pela falta de apetite durante a manhã, compensada por uma grande ingestão de comida durante a noite, que é acompanhada de insônia.

Sintomas: acordar à noite para comer, não sentir fome ou comer pouco durante o dia, nem sempre lembrar que comeu muito durante a noite, ter excesso de peso.

Tratamento: é feito com psicoterapia e uso de medicamentos para regular o sono e, quando necessário, antidepressivos.

8. Diabulimia

A diabulimia é um transtorno alimentar grave que acontece em pessoas com diabetes, principalmente diabetes do tipo 1, onde a pessoa diminui a dosagem ou não toma a dose adequada de insulina que necessita, com o objetivo de perder peso.

Sintomas: evitar as consultas médicas de controle, preocupação excessiva com a imagem corporal, aumento ou diminuição repentina do consumo de alimentos.

Além disso, a pessoa também pode apresentar reocupação com a comida, peso e/ ou calorias, evitar comer em família ou em público, depressão e/ ou ansiedade, perda de peso excessiva.

Tratamento: a diabulimia deve ser tratada com um psicólogo para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado. Além disso, outros profissionais de saúde, como nutricionistas ou endocrinologistas, também devem participar do tratamento.

9. Transtorno alimentar não especificado

O transtorno alimentar não especificado são quadros incompletos que anorexia ou bulimia, já que estão no início ou porque estão em processo de recuperação.

Por isso, existem sintomas relacionados com o comportamento alimentar, porém não cumprem critérios de diagnóstico suficientes para diagnosticar anorexia ou bulimia.

Sintomas: restrição alimentar leve, baixo peso, distorção da imagem corporal, comer de forma excessiva, sentir culpa e, algumas vezes, ter comportamentos compensatórios.

Tratamento: geralmente é tratado por meio de sessões de psicoterapia, para ajuda a melhorar o comportamento alimentar, além de orientação do nutricionista para receber as orientações alimentares de acordo com a necessidade individual.

Fonte: Tua Saúde