Conexão
19 de setembro de 2026
Foi em 2006 que Silvia Braz começou a sua persona digital, com o blog da Maria Sofia. Celebrando seu 20º aniversário de profissão, a influenciadora mantém seu posto como uma das mais relevantes na moda e no luxo brasileiros. Capaz de traduzir tendências para qualquer público — “nunca quis falar de moda de uma maneira distante ou fazer as pessoas sentirem que precisam entender de moda para se interessar por ela”, diz —, Silvia tem um faro e uma abordagem capazes de tornar qualquer item um objeto de desejo.
Fica mais fácil quando a peça em questão já é unanimidade, caso do jeans. Nas fotos desta matéria, Silvia posa com peças da coleção-cápsula da Colcci, feita para celebrar seus 40 anos. Ao revisitar elementos que fazem parte de seu DNA sob uma perspectiva contemporânea — modelagens consagradas ganham novas proporções, volumes inesperados e diferentes lavagens —, a marca traduz seu novo momento com referências de diferentes gerações.
O poder da influência: um bate-papo com Silvia Braz
Nicole Heiniger para Vogue Brasil
A seguir, conversamos com Silvia sobre sua trajetória e sua relação com o denim da Colcci. Confira:
O que sua profissão te deu que você mais se orgulha?
Independência. Em todos os sentidos. A possibilidade de construir meu próprio caminho, fazer escolhas e conquistar coisas que talvez eu nem imaginasse quando comecei. Também tenho muito orgulho das relações que construí ao longo desses anos e da confiança que as pessoas depositam em mim.
O que mudou na forma como você produz conteúdo? Do que você não abre mão e o que precisou alterar?
Estou sempre buscando me renovar, entender o que está acontecendo, conhecer novas linguagens e estar aberta ao novo, mas hoje tenho muito mais clareza sobre o que faz sentido para mim e para a minha comunidade. Não abro mão dos meus valores, da minha autenticidade e de ser verdadeira nas escolhas que faço. Ao longo dos anos, aprendi também a ser mais seletiva. Nem tudo precisa virar conteúdo, nem toda tendência precisa fazer parte da minha vida. Acho que essa maturidade trouxe mais intenção para o que compartilho e, consequentemente, mais verdade para a minha relação com quem me acompanha.
O poder da influência: um bate-papo com Silvia Braz
Nicole Heiniger para Vogue Brasil
Qual é o seu filtro sobre o que vale a pena participar e emprestar seu nome e rosto?
O principal filtro é o que se conecta comigo e com o meu momento de vida. Quero estar em lugares, participar de projetos e me associar a marcas que tenham uma história para contar e que possam, de alguma forma, gerar uma conversa interessante com a minha comunidade. Precisa existir uma conexão real.
Você mencionou, em 2022, em uma entrevista à Vogue, que a maioria das suas seguidoras não trabalha com moda. Como enxerga seu papel de traduzir tendências e explicar esse métier a um público leigo?
Faço isso de maneira muito natural e orgânica, porque acho que foi justamente essa espontaneidade que criou a minha conexão com elas. Gosto de mostrar como uma tendência pode chegar à vida real, como uma peça pode ser usada de diferentes maneiras, contar uma história por trás de uma coleção ou explicar por que determinado movimento está acontecendo. Quero sempre honrar essa relação e continuar sendo uma pessoa em quem elas possam confiar, não apenas para falar de moda, mas também para compartilhar experiências e descobertas.
Quem te inspira em termos profissionais e pessoais?
Me inspiram muito as pessoas que estão criando, aprendendo e se reinventando todos os dias. Minha família também é uma fonte enorme de inspiração: minhas irmãs e minhas filhas.
O poder da influência: um bate-papo com Silvia Braz
Nicole Heiniger para Vogue Brasil
Você tem uma relação antiga com a Colcci. Quando começaram a trabalhar juntas e como tem sido acompanhar a evolução da marca e sua própria evolução na carreira?
Tenho uma relação antiga com a Colcci, que começou há muitos anos e que, de alguma maneira, sempre encontra uma forma de se renovar. É muito bonito olhar para trás e perceber quantas histórias construímos juntas e, ao mesmo tempo, sentir que ainda existe muita coisa nova para viver.
Quais as melhores memórias que você tem envolvendo a marca?
São muitas. As campanhas certamente estão entre as mais especiais, mas meu encontro e talk com a Gisele é uma memória que guardo com muito carinho. Também gosto de pensar no conjunto dessas experiências: as pessoas que conheci, as conversas, os bastidores, as viagens, os momentos que aconteceram fora das câmeras.
O jeans é uma parte fundamental do seu guarda-roupa. Pensando na sua versatilidade, como o denim transita pela sua rotina dinâmica?
Jeans é um verdadeiro coringa para mim. Combino com praticamente tudo. Posso usar com uma camiseta e uma rasteira em um momento mais casual, com uma camisa e um salto para uma ocasião mais arrumada ou até construir uma produção mais sofisticada a partir de uma boa calça jeans. É uma peça que atravessa gerações e momentos da vida justamente porque consegue se transformar. Acho que esse é o grande encanto do denim: ele tem história, mas nunca fica preso ao passado. Está sempre sendo reinterpretado.
O poder da influência: um bate-papo com Silvia Braz
Nicole Heiniger para Vogue Brasil
A Colcci está fortalecendo seu DNA como uma marca cool e fresh, com o jeans no centro desse posicionamento. O que você acha que faz um jeans ser bom e atual?
Começa pelo corte e pelo shape. A forma como o jeans veste muda completamente uma produção. Depois vêm o toque, o tecido, a lavagem e, cada vez mais, a maneira como ele é produzido.
Quais peças da coleção de primavera 2027 da marca vão entrar no seu guarda-roupa e na sua rotina?
Sem a menor dúvida, as calças jeans. Eu sou uma pessoa viciada em jeans. É cool, atual, confortável e extremamente versátil. Gostei muito das modelagens que vi nessa coleção da Colcci. Tem os clássicos, que considero fundamentais no armário, mas também existem shapes mais inusitados e propostas com um toque mais fashion, que acho muito interessantes para misturar com peças básicas. Gosto justamente dessa possibilidade de ter um jeans que funciona no dia a dia e, ao mesmo tempo, pode ser a peça protagonista de uma produção.