Saúde
15 de setembro de 2026A fibromialgia é uma condição neurológica crônica que causa sintomas como dor em todo o corpo, aumento da sensibilidade à dor, cansaço, rigidez muscular, dor de cabeça e dificuldades para dormir.
Ainda não se sabe a causa exata da fibromialgia. No entanto, essa condição pode ser provocada ou agravada por estresse físico e/ou emocional, como traumas físicos e psicológicos ou uma infecção grave, por exemplo.
A fibromialgia não tem cura, no entanto, o tratamento feito pelo reumatologista, ajuda a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa, podendo incluir o uso de remédios, a prática de atividade física regular e mudança nos hábitos alimentares.
Os principais sintomas de fibromialgia são:
Em alguns casos também podem surgir outros sintomas menos frequentes, como formigamento ou dormência nas mãos e/ou pés, dor na mandíbula, dor abdominal, barriga inchada, prisão de ventre e síndrome do intestino irritável.
Para saber a possibilidade de ter fibromialgia, por favor, selecione os sintomas que apresenta:
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Este teste é uma ferramenta que serve apenas como meio de orientação. Portanto, não tem a finalidade de dar um diagnóstico e nem substitui a consulta com um reumatologista ou clínico geral.
A fibromialgia é conhecida por provocar aumento da sensibilidade em alguns “pontos de dor” do corpo:
Estes pontos eram muito usados como forma de diagnosticar a fibromialgia, onde o médico fazia uma pressão sobre os pontos para identificar se a pessoa apresenta mais dor que o normal. Atualmente, o uso desses pontos não são usados mais como forma de diagnóstico.
O diagnóstico de fibromialgia deve ser feito pelo reumatologista, neurologista ou clínico geral, através do exame físico, da avaliação dos sintomas apresentados e do histórico de saúde da pessoa.
Se deseja confirmar o risco de fibromialgia, marque uma consulta com o especialista mais próximo de você:
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Para confirmar o diagnóstico, o médico também pode solicitar exames como raio X, ressonância magnética e exame de sangue, para ajudar a descartar outras condições que podem causar sintomas similares, como hipotireoidismo ou polimialgia reumática.
De acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, os critérios de diagnóstico para fibromialgia são: dor em todo o corpo por pelo menos três meses; índice de dor generalizada maior ou igual a 7, a pontuação da escala de gravidade dos sintomas maior ou igual a 5 ou o índice de dor generalizada é entre 3 a 6 e a pontuação da escala de gravidade dos sintomas é maior ou igual a 9; e a pessoa não possui qualquer outro problema que explicaria a dor.
A causa específica da fibromialgia ainda não é conhecida, no entanto, é possível que a condição seja causada por uma alteração neuronal que afeta a forma como a dor é percebida pelo sistema nervoso.
Alguns fatores que parecem aumentar o risco de desenvolver fibromialgia são:
Embora a fibromialgia afete pessoas de todas as idades, incluindo crianças, a maioria das pessoas apresenta essa condição entre 30 e 60 anos.
O tratamento da fibromialgia indicado pelo reumatologista inclui:
Existem três tipos principais de remédios que podem ser indicados pelo médico para a fibromialgia:
Quando o tratamento com estes medicamentos não apresenta o efeito desejado, o médico pode avaliar o uso de remédios anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina, e antiparkinsonianos, que atuam no sistema nervoso central e que podem ajudar a diminuir a dor causada pela fibromialgia.
A terapia cognitivo-comportamental é um tipo de psicoterapia que tem como objetivo ajudar a pessoa a identificar emoções e situações do dia a dia que parecem piorar a dor da fibromialgia.
Este tipo de terapia é importante para diminuir os níveis de estresse, que, quando estão elevados, podem agravar os sintomas de fibromialgia.
Os exercícios físicos são fundamentais para o tratamento da fibromialgia, porque ajudam no tratamento da dor e melhoram o sono.
O principal exercício físico recomendado é o aeróbico, que deve ser feito por pelo menos 30 minutos, 3 vezes por semana, que devem ser feitos conforme as indicações do médico e do educador físico.
Para ajudar a melhorar os movimentos, o médico também pode indicar a realização de sessões de fisioterapia, pelo menos 2 vezes por semana.
Essas sessões podem incluir massagens terapêuticas, alongamentos e exercícios de relaxamento e ajudam a reduzir os sintomas diminuindo a dor e melhorando a circulação sanguínea.
A dieta anti-inflamatória pode ser indicada para pessoas com fibromialgia, pois ajuda a diminuir possíveis inflamações nos nervos ou músculos.
Assim, é recomendado ter uma alimentação rica em magnésio, potássio e ômega 3, para ajudar a aliviar os sintomas:
No entanto, é importante que a pessoa seja acompanhada regularmente pelo nutricionista, para que sejam feitos ajustes na alimentação que ajudem a aliviar os sintomas e promover a qualidade de vida.
A acupuntura consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para aliviar a dor. No entanto, ainda não existe consenso sobre o seu benefício na fibromialgia e, por isso, pode ter resultado em alguns pacientes e em outros não.
O uso de alguns remédios caseiros, como chá de erva-de-são-joão, de ginkgo biloba e de Rhodiola, podem ser indicados pelo médico para complementar o tratamento da fibromialgia. Confira todos os remédios caseiros indicados para fibromialgia.
Esses remédios caseiros possuem efeito semelhante ao de alguns antidepressivos, aumentam a oxigenação e a circulação sanguínea e possuem ação anti-inflamatória e analgésica.
A principal complicação da fibromialgia é a “névoa mental” que acontece quando a dor é constante e acaba afetando a capacidade de raciocínio, dificultando os pensamentos, a concentração e a memória. Dessa forma, também existe um risco maior de desenvolver transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade.
Além disso, as pessoas com fibromialgia também apresentam uma taxa maior de internação hospitalar por outros problemas de saúde.
As dúvidas mais comuns sobre a fibromialgia são:
A fibromialgia não tem cura, no entanto, os tratamentos recomendados pelo médico ajudam a aliviar os sintomas desta doença e melhorar a qualidade de vida da pessoa.
A fibromialgia não pode virar câncer ou aumentar o risco dessa doença. Isso acontece porque a fibromialgia é uma doença relacionada com uma alteração neuronal que afeta a forma como a dor é percebida pelo sistema nervoso. Já o câncer é uma doença provocada por um crescimento descontrolado de células anormais.
Sim, a fibromialgia pode inchar a barriga, porque essa doença pode provocar alterações intestinais que causam distensão abdominal, como prisão de ventre e excesso de gases.
A fibromialgia não é uma doença degenerativa ou autoimune. A fibromialgia é uma condição neurológica crônica caracterizada por dor em todo o corpo, aumento da sensibilidade à dor, rigidez muscular, dor de cabeça e dificuldades para dormir.
Já a doença degenerativa é aquela que causa a destruição de tecidos, células e órgãos do corpo, como acontece em situações como demência e doença de Parkinson. Enquanto a doença autoimune é caracterizada por um ataque do sistema imunológico ao próprio corpo da pessoa, incluindo lúpus, artrite reumatoide, doença de Crohn e colite ulcerativa.
A dor da fibromialgia é intensa, como sensação de queimação, dor aguda e penetrante, e generalizada pelo corpo. A pessoa pode sentir a dor em todo o corpo, mas ser pior em algumas áreas específicas, como costas ou pescoço.
A pessoa com fibromialgia normalmente sente mais dor muscular, mas também pode sentir dor nas articulações.