Saúde
14 de setembro de 2026A infiltração na coluna é um procedimento que aplica remédios em uma região da coluna para aliviar a dor e reduzir a inflamação, podendo ser indicada em casos de hérnia de disco, dor ciática e artrose da coluna, por exemplo.
Esse procedimento é feito com a aplicação de corticoides e/ou anestésicos por meio de uma agulha na região afetada, geralmente com anestesia local e auxílio de exames de imagem, como raio X ou tomografia.
A infiltração na coluna é geralmente indicada pelo ortopedista ou neurocirurgião quando medicamentos e fisioterapia não são suficientes para aliviar os sintomas. Embora seja segura, pode causar dor local, dor de cabeça e, raramente, complicações como infecção e sangramento.
A infiltração na coluna pode ser utilizada para:
A infiltração na coluna pode ser indicada pelo médico quando medidas como medicamentos e fisioterapia não foram suficientes para controlar os sintomas.
Em alguns casos, o procedimento também pode ajudar a melhorar a dor e a função, contribuindo para adiar a necessidade de cirurgia.
Para avaliar se a infiltração na coluna é indicada, marque uma consulta com o ortopedista próximo de você:
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A infiltração na coluna é geralmente realizada em ambiente ambulatorial ou hospitalar, e envolve:
A infiltração na coluna costuma ser um procedimento rápido, com duração aproximada de 15 a 30 minutos, embora o tempo possa variar conforme a técnica utilizada e a região tratada.
Após o procedimento, geralmente é necessário permanecer em observação por um curto período antes de receber alta.
A infiltração na coluna pode causar um leve desconforto ou sensação de pressão no momento da aplicação da agulha, mas geralmente não provoca dor intensa.
Para diminuir o desconforto, costuma ser aplicada anestesia local antes do procedimento. Após a infiltração, pode haver dor ou sensibilidade no local por um curto período, que geralmente melhora em alguns dias.
Os principais tipos de infiltração na coluna são:
A infiltração na coluna também pode ser classificada conforme a região tratada, podendo ser cervical, que corresponde à região do pescoço; torácica, localizada na parte do meio das costas; ou lombar, que corresponde à parte inferior das costas.
Os principais medicamentos utilizados na infiltração na coluna incluem:
Os corticoides ajudam a reduzir a inflamação ao redor dos nervos e de outras estruturas da coluna, contribuindo para o alívio da dor.
Entre os medicamentos utilizados estão dexametasona, betametasona e triancinolona, que geralmente começam a fazer efeito após algumas horas ou dias e podem proporcionar alívio por algumas semanas ou meses.
Os anestésicos, como lidocaína e bupivacaína, bloqueiam temporariamente a transmissão dos sinais de dor na região aplicada.
Podem proporcionar alívio quase imediato, mas seu efeito costuma durar apenas algumas horas. Em alguns casos, também podem ajudar o médico a identificar a origem da dor.
Em algumas infiltrações, o corticoide é combinado com um anestésico, como dexametasona e lidocaína ou triancinolona e bupivacaína.
Essa combinação é bastante utilizada, pois o anestésico proporciona alívio rápido da dor, enquanto o corticoide reduz a inflamação e pode prolongar o controle dos sintomas por semanas ou meses.
A infiltração na coluna geralmente é bem tolerada, mas pode causar alguns efeitos colaterais, que variam conforme o medicamento e a técnica utilizada.
Os mais comuns incluem dor ou sensibilidade no local da aplicação, dor de cabeça, tontura e dormência ou fraqueza temporária na região tratada.
Quando são utilizados corticoides, também pode ocorrer aumento temporário da glicose no sangue, alterações da pressão arterial, vermelhidão no rosto e dificuldade para dormir.
Complicações mais graves, como infecção, sangramento, reação alérgica ou lesão de um nervo, são raras.
A infiltração na coluna não costuma causar ganho de peso, especialmente quando realizada de forma pontual.
No entanto, os corticoides utilizados no procedimento podem causar retenção de líquidos e aumento temporário do apetite ou do peso.
Esses efeitos são geralmente passageiros e tendem a ser mais relevantes quando são realizadas aplicações frequentes ou em doses elevadas.
Após a infiltração na coluna, geralmente é recomendado:
Evitar atividades físicas intensas e esforços que sobrecarreguem a região tratada nas primeiras 24 a 48 horas;
Aplicar uma compressa fria no local da aplicação por alguns minutos, caso haja dor ou sensibilidade leve;
Observar o local da aplicação e procurar atendimento médico se houver sinais de infecção, como febre, vermelhidão ou inchaço intenso.
A recuperação pode variar de acordo com a técnica utilizada e a condição tratada. Por isso, o tempo para retomar exercícios, fisioterapia e outras atividades deve ser definido pelo profissional responsável pelo procedimento.
Recomenda-se evitar esforços físicos intensos e atividades que sobrecarreguem a coluna nas primeiras 24 a 48 horas, retomando as atividades habituais de forma gradual, conforme a orientação médica.
No entanto, a necessidade de repouso pode variar de acordo com o tipo de infiltração e as condições de cada pessoa.
A infiltração na coluna pode não ser indicada para pessoas com infecção no local da aplicação ou infecção sistêmica, alterações importantes na coagulação ou uso de medicamentos anticoagulantes, devido ao maior risco de sangramento.
Pessoas com alergia aos medicamentos utilizados também devem evitar o procedimento. Assim como pessoas com diabetes ou pressão alta não controladas, principalmente quando são utilizados corticoides.
Durante a gravidez e a amamentação, a infiltração na coluna deve ser avaliada individualmente pelo médico, considerando os possíveis riscos dos medicamentos e da exposição à radiação, quando houver uso de exames de imagem.
A infiltração na coluna geralmente é considerada segura, mas, como qualquer procedimento, pode apresentar riscos.
Os mais graves são pouco frequentes e incluem infecção, sangramento, reação alérgica e lesão de nervos. O risco pode variar conforme a técnica, o medicamento utilizado e as condições de saúde da pessoa.
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