Comportamento
23 de julho de 2026
Há exatos 15 anos, no dia 23 de julho de 2011, o mundo da música perdia uma de suas vozes mais potentes e autênticas. Amy Winehouse faleceu precocemente aos 27 anos, vítima de uma intoxicação alcoólica acidental em sua casa em Londres. Com seu contralto marcante, seu famoso penteado beehive e um estilo inconfundível, a artista britânica não apenas reviveu o soul e o jazz, mas também deixou uma marca indelével na cultura pop do século XXI.
A infância no jazz e os primeiros passos
Nascida em Enfield, no Reino Unido, em 14 de setembro de 1983, Amy Jade Winehouse cresceu cercada por influências musicais. Incentivada pelo pai, um apaixonado por jazz, a jovem artista aos 12 anos já frequentava a prestigiada Sylvia Young Theatre School.
Aos 14, começou a compor suas próprias canções e, aos 16, assinou seu primeiro contrato com a Island Records. Seu álbum de estreia, Frank (2003), foi aclamado pela crítica e a colocou em destaque na cena britânica, revelando ao mundo uma compositora visceral e honesta.
Amy Winehouse em 2003
Getty Images
Amy Winehouse em 2004
Getty Images
A era “Back to Black” e a paixão avassaladora
A busca por inspiração para seu segundo trabalho levou Amy aos bares de Londres, onde conheceu Blake Fielder-Civil. O relacionamento intenso e turbulento com o assistente de produção virou a grande fonte criativa para o divisor de águas de sua carreira: o álbum Back to Black (2006).
Amy Winehouse em 2006
Getty Images
Amy Winehouse em 2007
Getty Images
O disco alçou Amy ao estrelato mundial com sucessos como “Rehab” e a faixa-título. O projeto lhe rendeu cinco prêmios Grammy em 2008, mas o sucesso estrondoso veio acompanhado de uma fase sombria. O casamento com Blake foi marcado pelo abuso frequente de álcool e substâncias ilícitas, além de uma rotina autodestrutiva.
Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil em 2007
Getty Images
Amy Winehouse e Blake Fielder-Civil em 2007
Getty Images
Revistas Newsletter
Amy Winehouse no Grammy em 2008
Getty Images
Pressão midiática e o declínio físico
Com a fama, a vida pessoal de Amy passou a ser examinada sem piedade. Perseguida constantemente por paparazzi, a cantora virou alvo frequente de capas de tabloides e piadas de comediantes, que exploravam sua fragilidade emocional, perda de peso extrema e batalhas contra o vício.
Tentativas de reabilitação e períodos de sobriedade eram constantemente interrompidos. Após o cancelamento de turnês e um conturbado show na Sérvia em julho de 2011 – onde, visivelmente embriagada, não conseguiu cantar -, a artista retornou a Londres em busca de descanso.
Amy Winehouse cerca de um mês antes de sua morte
Getty Images
O trágico fim e o legado imortal
Os dias que antecederam sua morte pareciam calmos. Pessoas próximas relataram que a cantora estava sem consumir álcool, praticando exercícios e fazendo planos para o futuro. No entanto, na tarde de 23 de julho de 2011, Amy foi encontrada sem vida em seu quarto por seu segurança. A perícia confirmou que a causa foi uma parada cardíaca decorrente da ingestão massiva de álcool após um período de abstinência.
15 anos após sua partida, a obra de Amy Winehouse segue mais viva do que nunca. Além da influência musical atemporal sobre novas gerações de artistas, sua história motivou a criação da Amy Winehouse Foundation, instituição gerida por sua família que apoia jovens em situação de vulnerabilidade e recuperação da dependência química, reforçando a importância do cuidado com a saúde mental na indústria do entretenimento.
Amy Winehouse em janeiro de 2011
Getty Images
Homenagens foram deixadas em frente à casa de Amy Winehouse, em Londres, Inglaterra
Getty Images
Canal da Vogue
Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!