categoria Conexão
Data 06 de setembro de 2026

Nunca tivemos tanta informação sobre sexo e, ao mesmo tempo, tanta pressão para fazê-lo “certo”. Orgasmo, duração, posições, frequência e até aparência podem transformar a intimidade em uma espécie de prova. O problema é que, quando começamos a pensar se estamos agradando, se o corpo está bonito ou se estamos chegando ao orgasmo, deixamos de prestar atenção ao que realmente importa: o que estamos sentindo.

Sexo não precisa ser espetacular todas as vezes. Nem toda experiência precisa terminar em orgasmo, durar horas ou parecer cena de filme. Prazer também está na descoberta, no toque, na intimidade e na possibilidade de mudar de ideia no meio do caminho.
Para muitas mulheres, abandonar a performance significa também parar de observar o próprio corpo como se estivesse sendo avaliado. Em vez de pensar “como estou parecendo?”, experimentar perguntar: “como estou me sentindo?”
A saída é simples, embora nem sempre fácil: menos cobrança, mais presença. Conversar sobre o que dá prazer, abandonar roteiros rígidos e aceitar que existem dias bons e ruins.
Neste 6 de setembro, Dia do Sexo, talvez a melhor forma de celebrar seja esquecer a obrigação de fazer sexo perfeito e dar espaço para o prazer imperfeito, espontâneo e real.
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Fonte: Vogue