Saúde
30 de julho de 2026A pneumonia é a infecção que afeta um ou ambos os pulmões que provoca inflamação dos alvéolos, causando sintomas como febre, calafrios, tosse seca ou com catarro, falta de ar e dor no peito.
Essa infecção pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos, que podem ser adquiridos quando se entra em contato com saliva ou gotículas liberadas no ar por pessoas infectadas, por exemplo.
O tratamento da pneumonia varia de acordo com a causa da infecção, podendo ser indicado pelo clínico geral ou pneumologista o uso de remédios antibióticos, analgésicos e, em alguns casos, a hospitalização.
Os principais sintomas da pneumonia são:
Além disso, a pessoa com pneumonia também pode apresentar dor muscular ou nas articulações, perda do apetite, perda de peso, náuseas, vômitos, diarreia e confusão mental.
Os sintomas da pneumonia podem ser leves, moderados e graves, variando conforme a idade da pessoa e as causas desta infecção.
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Os sintomas de pneumonia em adulto podem variar de muito leves a extremamente graves, de acordo com o microrganismo causador da infecção, da idade e do estado geral de saúde da pessoa.
Assim, o adulto pode apresentar tosse seca ou com catarro, febre e calafrios, dificuldade para respirar ou falta de ar, dor no peito, fadiga, perda da fome e de peso, por exemplo.
Já os idosos e pessoas com doenças crônicas ou com o sistema imunológico enfraquecido, podem apresentar temperatura corporal baixa, confusão mental, fraqueza repentina e perda de alerta.
Os principais sintomas da pneumonia infantil incluem:
Leia também: Pneumonia na criança: sintomas, causas e tratamento
tuasaude.com/pneumonia-infantil
Já bebês e recém-nascidos podem apresentar apatia, fraqueza, irritabilidade, dificuldade ou recusa para comer, vômitos e pausas temporárias na respiração.
Se a criança apresentar afundamento dos músculos entre as costelas ou logo abaixo das costelas a cada respiração, alargamento/abertura excessivo das narinas a cada inspiração, gemidos ao inspirar e/ou tom azulado ou arroxeado na pele, lábios, unhas e pontas dos dedos, deve-se procurar um atendimento médico imediatamente.
Para saber o risco de estar com pneumonia, selecione os sintomas que apresenta no teste de sintomas a seguir:
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O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação e, por isso, não serve como diagnóstico e nem substitui a consulta com o pneumologista ou o clínico geral
A pneumonia pode ser grave e, em alguns casos, colocar a vida da pessoa em risco.
Especialmente quando não é tratada a tempo, a pneumonia pode causar complicações como insuficiência respiratória e síndrome do desconforto respiratório agudo, sepse, danos a órgãos como rins, fígado e coração, abscesso pulmonar, empiema e falência generalizada de órgãos.
A pneumonia pode ser mais grave em bebês e crianças até 2 anos, idosos, pessoas com doenças crônicas, como asma, DPOC, diabetes, insuficiência cardíaca, cirrose ou doença renal, fumantes ou pessoas com o sistema imunológico enfraquecido devido a condições como HIV/AIDS, tratamentos de câncer ou uso prolongado de corticoides
Para saber se está com pneumonia, deve-se consultar o clínico geral ou pneumologista, para fazer uma avaliação dos sintomas apresentados e do histórico de saúde, e escutar os pulmões com um estetoscópio para procurar sons anormais ao inspirar.
O médico também pode pedir alguns exames complementares, como raio-X do peito, exame de sangue, teste de escarro e oximetria, que é um aparelho para medir a quantidade de oxigênio no sangue.
O médico pode ainda solicitar outros exames, como tomografia computadorizada, broncoscopia e cultura do líquido pleural, para avaliar o microrganismo que está causando a pneumonia.
A pneumonia é uma inflamação em um ou ambos os pulmões, que pode ser causada pela infecção de microrganismos como vírus, fungos ou bactérias presentes no ar, solo, fezes de pássaros contaminados, ou através das gotículas de saliva ou secreção nasal.
Além disso, a pneumonia também pode ser causada pela aspiração ou inalação de alimentos, bebidas ou vômitos.
A pneumonia em si, que é a infecção, não é contagiosa. Entretanto, os vírus e as bactérias que a causam são contagiosos e podem ser transmitidos de uma pessoa para outra.
Assim, a pneumonia não é adquirida diretamente de alguém, mas sim o microrganismo que, ao entrar no sistema respiratório, pode se desenvolver e causar a pneumonia.
Os principais tipos de pneumonia, conforme a sua causa, são:
A pneumonia viral é uma infecção nos pulmões causada pelos vírus da influenza A, B ou C, H1N1, H5N5, além de poder ser causada também pelo SARS-CoV-2 (COVID-19).
Já em crianças pequenas, a principal causa deste tipo de pneumonia é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Este tipo de pneumonia pode ser transmitida de pessoa para pessoa através das gotas de saliva ou de secreção respiratória, sendo mais comum em idosos e crianças.
A bactéria Streptococcus pneumoniae é a principal causadora da pneumonia bacteriana.
No entanto, outras bactérias, como Klebsiella pneumoniae e Staphylococcus aureus também podem causar essa doença. Conheça todas as causas da pneumonia bacteriana.
A pneumonia bacteriana normalmente é adquirida através do agravamento de uma gripe ou resfriado, ou pela entrada nos pulmões de bactérias de outras infecções ou da boca, através de engasgos com alimentos e bebidas, por exemplo.
A pneumonia bacteriana atípica é causada pela infecção de microrganismos menos comuns, como o Mycoplasma pneumoniae e a Legionella pneumophila, que é transmitida de pessoa para pessoa através de gotículas da saliva.
A pneumonia hospitalar, ou nosocomial, é causada por bactérias presentes no ambiente dos hospitais, afetando principalmente pessoas em uso de ventilação mecânica.
A ventilação mecânica é um procedimento para facilitar a respiração, e que pode favorecer a entrada de bactérias naturalmente presentes na boca e no nariz para os pulmões.
A aspiração ou inalação acidental de fluidos da boca ou do estômago ricos em bactérias são as principais causas da pneumonia aspirativa.
Este tipo é mais comum em pessoas com dificuldades para engolir, como bebês, idosos e pessoas com problemas neurológicos que afetam a deglutição, doença de Parkinson ou que respiram com ajuda de aparelhos.
A pneumonia fúngica não é contagiosa, sendo o tipo mais comum em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como no caso de pessoas que passam por transplantes, com câncer ou HIV / AIDS, por exemplo.
Esse tipo de pneumonia é causado por fungos, como Aspergillus, Candida e Coccidioides, que estão presentes no ar, no solo e nas fezes de pássaros contaminados.
A pneumonia silenciosa pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, e causar sintomas mais leves do que a pneumonia típica. Saiba identificar os sintomas da pneumonia silenciosa.
Esse tipo de pneumonia, também chamada de pneumonia “assintomática”, pode afetar pessoas em qualquer idade, sendo mais grave em pessoas com o sistema imune enfraquecido, idosos, crianças ou bebês.
A pneumonia bilateral é a infecção pulmonar que afeta os dois pulmões, ao invés de apenas um.
Essa situação é mais grave e pode levar ao aparecimento de sintomas mais intensos como febre alta, maior dificuldade para respirar, cansaço fácil e intenso e aumento da frequência respiratória, por exemplo.
Os principais tipos de tratamento para a pneumonia são:
Os remédios indicados pelo médico para pneumonia são:
Alguns analgésicos e antitérmicos, como aspirina, ibuprofeno e paracetamol, também podem ser indicados pelo médico para ajudar a controlar a febre e as dores durante a pneumonia.
Alguns autocuidados que ajudam no tratamento da pneumonia, em casos leves, são:
Além disso, tomar banhos de vapor quente, consumir bebidas quentes, como chás, ou usar umidificadores, também são medidas simples que ajudam a abrir as vias respiratórias, facilitando a respiração.
Em casos mais graves, baixos níveis de oxigênio no sangue ou em pessoas que pertencem a grupos de alto risco, a internação hospitalar é recomendada.
Nestes casos, o médico pode administrar medicamentos e fluidos diretamente na veia e a máscara de oxigênio, ou ventilador mecânico.
Além disso, a pessoa hospitalizada deve ser estimulada a sentar fora da cama por pelo menos 20 minutos nas primeiras 24 horas de internação e aumentar a mobilidade gradualmente a cada dia, para melhorar a recuperação e reduzir o tempo de permanência no hospital.
Em casos de complicações graves, como acúmulo de pus no espaço ao redor do pulmão/empiema ou morte de tecido pulmonar/abscesso, pode ser necessária uma cirurgia ou drenagem com agulha para remover as secreções infectadas.
A fisioterapia respiratória é um conjunto de exercícios que ajudam a fortalecer os músculos respiratórios, facilitando a respiração e a eliminação de muco.
Este tratamento pode ser indicado em casos de pneumonia grave, para diminuir o tempo de internação hospitalar e a necessidade de ventilação mecânica, e também para ajudar na recuperação.
Alguns sinais, durante o tratamento, para saber se a pneumonia está melhorando incluem ausência de febre por mais de 48 a 72 horas, melhora da respiração e redução da necessidade de oxigênio suplementar para respirar, por exemplo.
Entretanto, como a cicatrização total dos pulmões leva um pouco mais de tempo, muitas pessoas podem se sentir bem para voltar às rotinas normais em 1 a 2 semanas. Já o cansaço e a fadiga podem durar até cerca de um mês.
A tosse, leve falta de ar e o cansaço podem continuar de 4 a 6 semanas após a alta do médico.
Se a pessoa não apresentar melhora nas primeiras 72 horas de tratamento, pode indicar que a bactéria é resistente ao antibiótico indicado ou que houve o desenvolvimento de alguma complicação. Neste caso, deve-se entrar em contato com o médico ou buscar um atendimento de emergência em casos de retorno na febre, dor no peito ou piora da falta de ar, por exemplo.
A pneumonia tem cura e a maioria das pessoas se recupera totalmente. Mas o tempo necessário para a cura varia conforme o tipo de microrganismo causador, a idade e o seu estado geral de saúde da pessoa.
Assim, é fundamental seguir o tratamento recomendado pelo médico, tomando todo o remédio prescrito, mesmo se a pessoa se sentir melhor em poucos dias.
Algumas medidas de prevenção da pneumonia incluem:
Fazer refeições menores, usando alimentos e líquidos com espessados, e ficar em posição ereta durante e após as refeições, ajuda a evitar que alimentos, saliva ou líquidos entrem nos pulmões em pessoas com condições neurológicas como AVC, Parkinson ou demência.
Além disso, respeitar o tempo de jejum recomendado antes de procedimentos médicos, também é importante para evitar a aspiração do conteúdo do estômago para os pulmões, durante o período de sedação.
A vacina da pneumonia protege contra os pneumococos, que são bactérias responsáveis por doenças como pneumonia, meningite, sepse, sinusite, endocardite e otite, por exemplo.
Existem diferentes tipos desta vacina, como pneumo 20, pneumo 23 e pneumo 15, que são oferecidas gratuitamente pelo SUS ou por clínicas particulares de vacinação.
Esta vacina é indicada para crianças entre 2 e 12 meses, crianças a partir de 2 anos, adolescentes e adultos com algumas doenças crônicas, crianças a partir de 2 anos, adolescentes e adultos de povos indígenas, e idosos acamados e/ou institucionalizados.
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