Saúde
17 de junho de 2026O Sistema Único de Saúde vai começar a oferecer novas opções de terapia hormonal para pacientes com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico condição que afeta a produção de hormônios sexuais e pode gerar atraso puberal infertilidade e alterações no desenvolvimento a medida foi oficializada por portarias do Ministério da Saúde incluindo diferentes formulações de testosterona para reposição hormonal em homens e indução da puberdade em adolescentes do sexo masculino além do estradiol em adesivo transdérmico para meninas com deficiência hormonal
Entre os medicamentos incorporados estão undecilato de testosterona cipionato de testosterona combinação de quatro ésteres de testosterona para homens e adolescentes do sexo masculino e estradiol adesivo transdérmico para indução da puberdade em meninas todas avaliadas pela Conitec que recomendou sua inclusão na rede pública o objetivo é ampliar o acesso a tratamentos que antes eram restritos a clínicas especializadas e reduzir desigualdades no cuidado hormonal
O hipogonadismo é caracterizado pela produção insuficiente de hormônios sexuais nos homens resultando em baixos níveis de testosterona e nas mulheres em deficiência de estrogênio quando classificado como hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico o problema está no hipotálamo ou na hipófise estruturas do cérebro que deixam de estimular corretamente testículos ou ovários a condição pode ser congênita ou adquirida provocando atraso ou ausência da puberdade infertilidade redução de libido massa muscular e densidade óssea
Especialistas alertam que a testosterona continua indicada apenas para casos de deficiência hormonal comprovada em homens em formulações injetáveis ou gel e em pessoas transmasculinas seguindo protocolos específicos nas mulheres a indicação é restrita ao transtorno do desejo sexual hipoativo e com acompanhamento criterioso o uso fora dessas condições como para estética ganho de massa muscular emagrecimento ou rejuvenescimento não tem respaldo científico nem autorização do CFM estudos demonstram que a absorção hormonal de implantes manipulados pode ser imprevisível com variações de pico e duração
A incorporação permite que adolescentes iniciem a puberdade quando o processo natural não ocorre devido à doença para meninas o estradiol em adesivo libera gradualmente o hormônio reproduzindo a exposição natural e para meninos as formulações de testosterona promovem o desenvolvimento das características sexuais secundárias e progresso da puberdade o Ministério da Saúde prevê que os tratamentos estejam disponíveis em até 180 dias garantindo acesso seguro e monitorado
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