Saúde
15 de setembro de 2026Neuropatia periférica é uma doença que afeta os nervos periféricos, localizados fora do cérebro e da medula espinhal, e que coordenam diversas funções no corpo, como sensação de dor ou movimentos musculares.
A neuropatia periférica pode levar ao surgimento de sintomas como dor, formigamento, sensação de queimação, cãibras ou espasmos musculares, por exemplo.
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O tratamento da neuropatia periférica deve ser orientado pelo neurologista ou clínico geral, que pode indicar o uso de remédios para controlar os sintomas e tratar a doença que causou o dano no nervo, além de fisioterapia, e em alguns casos, cirurgia.
Os principais sintomas da neuropatia periférica são:
Os sintomas da neuropatia periférica variam conforme o tipo de nervo afetado, podendo envolver nervos que controlam sensações de dor e temperatura, movimentos musculares ou funções automáticas do corpo, como pressão arterial, transpiração, digestão e controle da urina.
A neuropatia periférica pode ser grave, dependendo da causa, da extensão dos danos nos nervos e de quais funções do corpo são afetadas.
Em casos leves, pode causar apenas formigamento, dormência ou dor nos pés e mãos, sintomas desconfortáveis mas controláveis.
Porém, quando os nervos mais importantes são atingidos, especialmente os que controlam funções automáticas do corpo, podem surgir problemas como pressão arterial que sobe ou cai rapidamente.
Além de digestão lenta ou constipação, dificuldade para engolir, sensação de estômago cheio mesmo sem comer muito, e alterações no controle da urina, como urgência frequente, dificuldade para esvaziar a bexiga ou incontinência.
O diagnóstico da neuropatia periférica é feito pelo neurologista ou clínico geral através da análise dos sintomas, histórico médico, doenças já existentes, uso de medicamentos e exposição a toxinas.
O médico também pode realizar um exame físico e neurológico, testando força muscular, reflexos, sensibilidade ao toque, à dor, à temperatura e à vibração.
Para uma avaliação, marque uma consulta com o neurologista mais próximo de você:
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Para confirmar o diagnóstico e a extensão do dano nervoso, podem ser solicitados exames específicos como teste de condução nervosa e eletromiografia ou teste autonômico. Saiba como é feita a eletromiografia.
Além disso, outros exames que o médico pode solicitar são exames de sangue, exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e em alguns casos, pode ser necessária a realização de biópsia do nervo afetado.
As principais causas da neuropatia diabética são:
Além disso, a neuropatia periférica pode ser causada por fatores genéticos, em pessoas com histórico familiar de neuropatias hereditárias, como a doença de Charcot‑Marie‑Tooth.
Doenças renais ou hepáticas crônicas também podem levar ao acúmulo de toxinas no corpo, que acabam prejudicando os nervos, assim como distúrbios metabólicos e hormonais, como hipotireoidismo.
A neuropatia periférica diabética é um tipo de neuropatia que ocorre em pessoas com diabetes, causada principalmente pelos níveis elevados de açúcar no sangue ao longo do tempo.
Esse excesso de glicose pode danificar os nervos periféricos, especialmente os que estão nos pés, pernas, mãos e braços, interferindo na transmissão normal de sinais entre o corpo e o cérebro.
A gravidade da neuropatia periférica diabética pode variar desde desconforto leve até problemas sérios, como feridas nos pés que não cicatrizam, infecções e risco de amputação.
Os tratamentos que podem ser indicados pelo neurologista ou clínico geral são:
Alguns remédios que podem ser indicados pelo médico para aliviar a dor causada pela neuropatia periférica, incluem:
Em alguns casos, o antidepressivo pode ser usado junto com um anticonvulsivante ou esses medicamentos podem ser usados com analgésicos, para ajudar a controlar a dor.
Além disso, o médico ainda pode indicar o uso do creme de capsaicina para uso sobre a pele na região afetada, ou até mesmo adesivo de lidocaína, que é um tipo de anestésico, para ajudar a aliviar a dor no nervo.
O uso desses remédios deve ser feito somente sob a supervisão médica e com doses específicas para cada pessoa.
A fisioterapia ajuda a manter a força muscular, melhorar o equilíbrio e prevenir quedas. Exercícios leves e alongamentos podem reduzir a rigidez, estimular a circulação e melhorar a coordenação motora.
Além disso, técnicas como estimulação elétrica transcutânea (TENS), que é um tipo de eletroterapia que consiste na emissão de correntes elétricas pulsadas que estimulam nervos e músculos, podem ajudar a aliviar a dor em alguns casos. Entenda como funciona a eletroterapia.
A cirurgia é indicada principalmente quando a neuropatia é causada por compressão nervosa localizada, como em casos de síndrome do túnel do carpo, hérnias que pressionam nervos periféricos ou compressão devido ao câncer.
O objetivo da cirurgia é liberar o nervo comprimido, aliviando a dor e prevenindo danos permanentes. Em geral, a cirurgia é considerada apenas quando tratamentos conservadores não são eficazes.
A neuropatia periférica pode causar algumas complicações como:
Além disso, em casos graves, pessoas com neuropatia periférica diabética podem apresentar feridas nos pés que não cicatrizam, levando à necessidade de amputações.