Saúde
07 de julho de 2026O melanoma acral é um tipo raro de câncer de pele que se desenvolve nas camadas mais superficiais da pele, principalmente nas palmas das mãos, plantas dos pés ou embaixo das unhas.
Diferentemente da maioria dos melanomas, o melanoma acral não está relacionado à exposição ao sol. Os primeiros sinais costumam ser manchas escuras, faixas nas unhas ou lesões que não cicatrizam.
O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do melanoma acral. Por isso, qualquer alteração persistente nas mãos, nos pés ou nas unhas deve ser avaliada pelo dermatologista.
Os principais sintomas de melanoma acral incluem:
Nas unhas, o melanoma acral pode causar uma faixa escura longitudinal, escurecimento da pele ao redor e alterações como deformação, rachaduras ou descolamento da unha.
Os sintomas do melanoma acral podem variar de acordo com a região afetada e, geralmente, surgem de forma gradual.
O melanoma lentiginoso acral é frequentemente usado como sinônimo de melanoma acral porque esse é o tipo mais comum de melanoma que aparece nas regiões acras, como palmas das mãos, plantas dos pés e unhas.
Apesar disso, o melanoma lentiginoso acral pode ser considerado um subtipo específico dentro dos melanomas acras, definido pelo seu padrão de crescimento e pelas características observadas ao microscópio.
Nos estágios iniciais, o melanoma acral geralmente apresenta poucos sinais e pode passar despercebido, dificultando o diagnóstico precoce.
O principal sinal costuma ser o surgimento de uma mancha escura ou alteração na cor da pele, que pode crescer lentamente, mudar de formato ou apresentar bordas irregulares.
O diagnóstico do melanoma acral é realizado pelo dermatologista, que analisa as características da lesão e investiga quando surgiu, se houve mudanças de tamanho, formato ou cor e a presença de sintomas.
Para avaliar qualquer alteração suspeita na pele, marque uma consulta com o dermatologista mais próximo de você:
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Também é realizado o exame com dermatoscópio, um aparelho que amplia a imagem da pele e ajuda a identificar sinais de melanoma e diferenciar alterações benignas nas unhas. Saiba como é feita a dermatoscopia.
Quando existe suspeita de melanoma acral, é indicada uma biópsia total ou parcial da lesão, em que o material é analisado em laboratório para confirmar a presença de células cancerígenas.
Em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou PET-CT, principalmente quando há suspeita de disseminação da doença.
Embora a causa exata do melanoma acral ainda não seja totalmente conhecida, a doença está relacionada a alterações genéticas que causam crescimento descontrolado das células da pele, incluindo alterações em genes como KIT, CDK4 e CCND1.
Entretanto, alguns fatores podem estar associados a um maior risco de desenvolver melanoma acral, como:
Diferentemente de outros tipos de melanoma, o melanoma acral não costuma estar relacionado à exposição aos raios ultravioleta do sol.
Além disso, não existem evidências de que andar descalço, usar determinados calçados ou sofrer pequenos traumas repetitivos sejam causas comprovadas da doença.
O melanoma acral pode afetar pessoas de qualquer tom de pele, mas é o tipo de melanoma mais comum em pessoas negras, asiáticas e hispânicas.
O tratamento do melanoma acral depende do estágio da doença, do tamanho e profundidade do tumor e da presença ou não de metástases, podendo incluir:
A cirurgia é o principal tratamento para o melanoma acral localizado. O procedimento consiste na remoção do tumor com uma margem de segurança de pele saudável ao redor, com o objetivo de eliminar todas as células cancerígenas.
Quando a remoção causa perda de tecido em áreas importantes para a função, como a planta dos pés, podem ser utilizados enxertos de pele ou retalhos cirúrgicos para ajudar na reconstrução da região e preservar a mobilidade.
Nos casos de melanoma acral nas unhas, a cirurgia pode variar desde a remoção da lesão ou do aparelho ungueal até a remoção parcial ou total da parte final do dedo afetado, dependendo da extensão da doença.
Também pode ser indicada a biópsia do linfonodo sentinela, um exame que verifica se o câncer atingiu os primeiros gânglios linfáticos próximos à região do tumor.
A imunoterapia utiliza medicamentos que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e combater as células do melanoma. Esse tratamento pode ser indicado principalmente em casos avançados ou quando há risco de retorno da doença. Conheça os tipos de imunoterapia.
A terapia-alvo utiliza medicamentos direcionados a alterações específicas presentes nas células do tumor. No melanoma acral, alterações em alguns genes, como KIT, podem ajudar a orientar esse tipo de tratamento em algumas pessoas.
A radioterapia utiliza radiação para destruir células cancerígenas e pode ser indicada em situações específicas, como no controle de tumores avançados ou quando a cirurgia não é suficiente.
Leia também: Radioterapia: o que é, para que serve e efeitos colaterais
tuasaude.com/radioterapia
A quimioterapia pode ser considerada em alguns casos avançados, embora atualmente seja menos utilizada devido ao avanço de tratamentos mais específicos, como a imunoterapia e as terapias-alvo. Saiba quando é indicada a quimioterapia.
Quando diagnosticado e tratado precocemente, o melanoma acral apresenta maiores chances de cura.
Nos casos em que a doença está mais avançada, os tratamentos atuais podem ajudar a controlar o câncer, reduzir o crescimento e aumentar a sobrevida.
Por isso, é fundamental identificar alterações suspeitas nas mãos, nos pés ou nas unhas e procurar avaliação médica o quanto antes.