Saúde
02 de setembro de 2026A cirurgia de coluna é um procedimento médico que pode ser indicado para tratar condições como estenose espinal lombar, hérnia de disco, escoliose, cifose e fraturas, por exemplo.
Existem diversos tipos de cirurgia de coluna, como cirurgia endoscópica, artrodese e discectomia, por exemplo, que reduzem a pressão na medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.
A cirurgia de coluna deve ser feita pelo neurocirurgião ou ortopedista especialista em coluna, podendo ser realizada em ambulatório ou hospital e sob anestesia geral, raquidiana ou local com sedação.
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A cirurgia de coluna serve para recuperar a função neurológica, estabilizar a estrutura esquelética e melhorar a qualidade de vida da pessoa, reabilitando e devolvendo a sua independência.
As cirurgias de coluna diminuem a pressão sobre a medula espinal ou sobre as raízes nervosas e promovem a estabilização e o alinhamento do esqueleto.
Assim, essa cirurgia pode ajudar a aliviar as dores em geral e a fraqueza ou dormência nas pernas ou braços. Essa cirurgia também ajuda a prevenir as fraturas, a perda definitiva da força, da sensibilidade ou do controle sobre as funções fisiológicas e a promover o equilíbrio.
A cirurgia de coluna pode ser indicada pelo médico para tratar situações como:
As indicações da cirurgia de coluna variam conforme o tipo de doença a ser tratada, a gravidade dos sintomas e a falha nos tratamentos conservadores anteriores indicados pelo médico.
O preparo da cirurgia de coluna inclui uma avaliação médica, para avaliar e controlar doenças já existentes, avaliar a fragilidade da pessoa e evitar o delirium no pós-operatório.
Assim, antes da cirurgia, pode ser indicado pelo médico a realização de fisioterapia, para diminuir a intensidade da dor e ajudar a pessoa a voltar a andar no pós-operatório, a suplementação de proteínas para pessoas desnutridas ou de alto risco
É fundamental também parar de fumar semanas antes da cirurgia, pois a nicotina atrasa a cicatrização e a junção dos ossos.
Além disso, deve-se informar ao médico todos os medicamentos e suplementos em uso e fazer o jejum pelo tempo indicado pelo anestesiologista.
A cirurgia de coluna é feita conforme o tipo do procedimento, incluindo:
A cirurgia endoscópica de coluna é uma das cirurgias menos invasivas, podendo ser indicada para tratar condições como hérnias de disco lombares e cervicais, estenoses e espondilite infecciosa, por exemplo.
Como é feita: nesta cirurgia o médico usa câmeras de alta definição com fluxo constante de soro para limpar o local, preservar o suprimento de sangue epidural e reduzir o sangramento.
Esta cirurgia pode ser realizada por diferentes técnicas e vias de acesso, como técnica uniportal ou biportal, via transforaminal e interlaminar, por exemplo.
A artrodese é uma cirurgia de coluna realizada pelo médico que tem o objetivo de unir duas ou mais vértebras, para eliminar o movimento anormal e a dor entre elas.
Esta cirurgia pode ser indicada para tratar condições como espondilolistese degenerativa, estenose recorrente, deformidades severas ou dor de origem discal resistente
Como é feita: de um modo geral, esta cirurgia é feita unindo-se às vértebras com o uso de enxerto ósseo e implantes, como parafusos pediculares, hastes e espaçadores no espaço entre os discos vertebrais.
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A discectomia, ou microdiscectomia, pode tratar hérnias de disco lombares ou cervicais que causam dor intensa e resistente ao tratamento conservador.
Esta cirurgia pode ser indicada também em casos de perda significativa de força motora ou de sensibilidade nos membros acometidos
Como é feita: nesta cirurgia, retira-se a porção do disco intervertebral herniado que comprime a raiz nervosa, podendo ser feita por via aberta tradicional com o uso de microscópio ou por via totalmente endoscópica.
A laminectomia é uma cirurgia de descompressão indicada para tratar a estenose lombar, com sintomas moderados a graves ou déficits neurológicos progressivos, como perda de força, dormência e dor e fraqueza nas pernas ao caminhar resistentes aos tratamentos conservadores.
Como é feita: esta cirurgia é feita retirando-se a parede óssea que cobre e protege o canal vertebral ou os esporões ósseos, aumentando o espaço do canal espinal para liberar a medula e os nervos comprimidos.
A cirurgia de coluna lombar com pinos é uma expressão popular que se refere à artrodese de coluna lombar.
Onde os “pinos” são implantes conhecidos como parafusos e hastes, geralmente feitos de titânio, para facilitar a integração com o osso.
A recuperação da cirurgia de coluna inicia ainda no hospital e inclui a mobilização, com dispositivos mecânicos de compressão pneumática sequencial nas pernas, antes da anestesia e no pós-operatório imediato. Isso ajuda a evitar complicações como trombose venosa profunda.
Ainda no hospital, o início precoce da alimentação por via enteral é recomendado e deve-se retirar as sondas urinárias, caso sejam usadas, o mais rápido possível para evitar infecções urinárias relacionadas ao cateter.
Durante a cicatrização, a pessoa pode sentir dormência, dor leve ou uma leve vermelhidão ao redor da cirurgia.
Alguns cuidados importantes que devem ser adotados em casa são:
O médico também recomenda a realização de fisioterapia nos 3 primeiros meses após a cirurgia, para fortalecer a musculatura do abdômen e das costas.
Os curativos adesivos ou fitas cirúrgicas costumam cair sozinhos entre 7 a 10 dias após a cirurgia.
Por ser um procedimento complexo, a cirurgia de coluna possui riscos como infecções no local da cirurgia, dormência ou fraqueza temporária nos membros, lentidão temporária do trânsito intestinal e infecção e/ou retenção urinária.
Lesão na dura-máter, que é a membrana que recebe o suprimento de sangue e nervos das artérias, veias e nervos meníngeos, também é outra possível complicação.
Essa cirurgia também pode causar complicações cardiopulmonares, AVC ou outras intercorrências clínicas graves, hematoma epidural, cifose juncional proximal e falha dos implantes.
Já os riscos mais graves e raros desta cirurgia são: perda permanente de sensibilidade ou de força motora, lesões de grandes vasos sanguíneos, embolia pulmonar, infarto, pneumonia grave, insuficiência renal, perda da visão e óbito.
Embora este procedimento seja seguro, a cirurgia de coluna tem risco de morte. Entretanto, essa taxa é muito baixa e este risco varia conforme a complexidade do procedimento, a idade da pessoa e a presença de outras doenças já existentes.
Para diminuir este risco, o médico deve avaliar a fragilidade de cada pessoa e, quando necessário, controlar a pressão arterial e oferecer suporte nutricional antes da cirurgia.
Além disso, parar de fumar algumas semanas antes da cirurgia de coluna também ajuda a melhorar a oxigenação dos tecidos, acelerar a cicatrização e evitar atrasos na junção dos ossos.
As contraindicações da cirurgia de coluna, variam de acordo com a técnica usada.
A cirurgia endoscópica não é indicada para pessoas em situações como:
Pessoas com comprometimento do nível L5-S1 da coluna, estenose grave do canal central, espondilolistese grave ou estenose foraminal causada por bicos de papagaio e histórico de cirurgia retroperitoneal anterior, não devem fazer a cirurgia de coluna por fusão por via lateral.
Além disso, no geral, pessoas com condições médicas graves e/ou psiquiátricas graves, mulheres grávidas e alergia aos remédios e anestésicos necessários durante o procedimento, por exemplo, não podem fazer a cirurgia de coluna.
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