Comportamento
08 de julho de 2026
Barbara Eden acredita que Elvis Presley poderia ter construído uma carreira muito mais ampla no cinema se os estúdios de Hollywood tivessem valorizado seu talento como ator, e não apenas seu enorme sucesso como cantor. Aos 94 anos, a estrela de Jeannie é um Gênio relembrou sua experiência ao lado do Rei do Rock e afirmou que os executivos da indústria estavam mais interessados no lucro do que em desenvolver o potencial artístico do astro.
Em entrevista à Entertainment Weekly, publicada na sexta-feira (03.07), Eden falou sobre os bastidores de A Estrela em Chamas (Flaming Star), drama lançado em 1960 no qual contracenou com Presley. Na época, o cantor já era um dos maiores fenômenos da música e do cinema, conhecido principalmente por estrelar musicais de enorme sucesso.
Diferentemente de produções como Ama-me com Ternura, Jailhouse Rock e G.I. Blues, A Estrela em Chamas apostava em uma narrativa dramática. No longa, Elvis interpretou Pacer Burton, um homem dividido entre suas origens indígenas e texanas, enquanto Barbara Eden viveu Roslyn Pierce, seu interesse amoroso.
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Embora fosse um filme protagonizado por Presley, a produção contou com poucas apresentações musicais. O artista cantou apenas a música-tema e participou de uma breve cena de aniversário, priorizando a atuação ao longo da história. Para Eden, essa experiência demonstrou que Elvis possuía muito mais talento dramático do que o público costumava ver nas telas. “Ele era bom. Ele estava ótimo naquele filme”, afirmou a atriz.
“Acho que tudo o que fizeram foi usá-lo para conseguir dinheiro. Não pensaram na carreira dele nem no talento que ele tinha – meu Deus. Ele era maravilhoso, e cantava maravilhosamente bem.”
Barbara Eden (à esquerda) e Elvis Presley para ‘Flaming Star’
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Apesar dos elogios da crítica ao desempenho de Presley, A Estrela em Chamas não alcançou o sucesso esperado nas bilheterias. Com isso, os estúdios voltaram a apostar em produções recheadas de músicas, fórmula que já havia se mostrado lucrativa.
Nos anos seguintes, Elvis estrelou títulos como Blue Hawaii, Girls! Girls! Girls!, It Happened at the World’s Fair, Viva Las Vegas e Paradise, Hawaiian Style, consolidando sua imagem como protagonista de musicais.
Somente em 1969, com Charro!, o cantor voltou a participar de um filme com poucas canções. Barbara Eden também relembrou momentos vividos ao lado de Presley fora dos estúdios. Durante o período em que gravava Jeannie é um Gênio, a atriz fazia apresentações em Las Vegas e teve a oportunidade de assistir a um show do cantor após incentivo de seu então marido, Michael Ansara.
Ela contou que resolveu visitar a apresentação entre um espetáculo e outro e ficou impressionada com a energia do artista no palco. “Eu fui ao hotel entre os meus shows. Nossa… você entrava e ouvia o som vibrante das guitarras, e era simplesmente… me dá arrepios, mesmo agora, só de falar sobre isso”, recordou.
Em entrevista concedida à revista PEOPLE em 2025, Eden voltou a destacar o talento de Presley como ator e afirmou que ele entregou uma atuação memorável em A Estrela em Chamas. “Ele era um ótimo ator”, disse ela. “Era um papel que exigia boa atuação, e ele arrasou.”
Barbara Eden
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A atriz também definiu o filme como “uma obra belíssima” e relembrou o clima descontraído durante as filmagens. Segundo ela, Elvis costumava receber familiares e amigos no set, tornando o ambiente ainda mais agradável. “E eles tocavam violão e cantavam entre as cenas”, contou.
Após o fim de Jeannie é um Gênio, em 1970, Barbara Eden continuou trabalhando na televisão e participou de produções como Harper Valley PTA, além de fazer uma participação especial em Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira. Ela também voltou a atuar com Larry Hagman, seu parceiro na clássica sitcom, em Dallas.
Barbara Eden
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Com o passar das décadas, A Estrela em Chamas ganhou reconhecimento cada vez maior entre críticos especializados. Em uma análise publicada em 1990, a Entertainment Weekly afirmou que Presley entregou “oferece uma performance não musical completamente convincente” e que sua atuação “poderia ter feito Steve McQueen ou Clint Eastwood se sentirem ameaçados”, destacando ainda que o trabalho era “diferente de tudo o que já havia sido feito por Presley”.
Barbara Eden
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Além da relevância cinematográfica, Flaming Star também entrou para a história da arte. Uma fotografia promocional do longa inspirou Andy Warhol na criação da famosa obra Triple Elvis, lançada em 1963 e considerada uma das peças mais emblemáticas do artista.
Barbara Eden
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