Comportamento
10 de julho de 2026
Mais de 650 objetos reunidos ao longo de cinco décadas – fotografias raras, figurinos, prêmios e itens pessoais – formam o retrato de Alcione que chega ao Museu das Favelas, no Centro Histórico de São Paulo, nesta sexta-feira (10.07). A exposição, intitulada Com Amor, Alcione e que marca os 50 anos de carreira da cantora, estreou no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), que a idealizou e produziu, e faz agora sua primeira itinerância.
Para a passagem pela capital paulista, ganhou um módulo inédito que apresenta Alcione como tributo às pessoas migrantes – trajeto que a própria maranhense percorreu ao deixar o Nordeste rumo ao Sudeste, onde firmou a carreira. O recorte se organiza em torno de família, fé, carnaval, migração e das identidades negra e nordestina.
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Entre os itens expostos, vídeos e troféus dividem espaço com peças de guarda-roupa e registros fotográficos pouco vistos. Textos de Nei Lopes e Leonardo Bruno, entre outros, acompanham o percurso. A curadoria é de Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim, com curadoria institucional de Jairo Malta.
Exposição conta com itens como figurinos, fotografias e mais
Divulgação
“É uma honra ter a minha vida e obra ocupando o Museu das Favelas”, disse a cantora, conhecida como A Marrom, por meio de nota. “Espero que o público goste e venha conhecer a história desta Marrom aqui, que tem uma gratidão imensa pelo povo de São Paulo.”
Para Gabriel Gutierrez, a itinerância tem peso geográfico. “Fazer a ponte São Paulo–Maranhão é quebrar mais uma barreira histórica do isolamento do Norte e Nordeste do país”, afirmou. “Alcione fez isso quando migrou para o Sudeste e transformou a cultura nacional.”
Figurino de Alcione
Divulgação
Serviço
Exposição “Com Amor, Alcione”
Abertura: 10 de julho de 2026
Em cartaz até: 6 de dezembro de 2026
Local: Museu das Favelas — Largo Pátio do Colégio, 148, Centro Histórico, São Paulo (SP)
Visitação: terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até as 18h)
Entrada: gratuita
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