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Data 24 de setembro de 2026

Menos de um mês após a morte de Dolly Parton, uma disputa envolvendo o espólio da cantora veio à tona. Herdeiros da artista entraram com uma ação judicial contra Bryan Seaver, sobrinho da estrela e seu antigo chefe de segurança, além de obterem uma ordem de restrição temporária contra ele.
Na terça-feira, 22 de setembro, a She’s Alive, LLC. (SAL), empresa criada por Dolly para administrar seus interesses profissionais e comerciais após sua morte, entrou com o processo contra Seaver. Segundo documentos apresentados à Justiça do Tennessee e obtidos pela PEOPLE, o sobrinho é acusado de tentar extorquir dinheiro do espólio e de ter feito declarações consideradas ameaçadoras, algumas delas relacionadas à sua experiência militar.
Seaver, que foi responsável por anunciar publicamente a morte de Dolly em 25 de agosto, deixou o cargo de chefe de segurança no início de setembro. Ele nega ter ameaçado qualquer pessoa e afirma que algumas das mensagens apresentadas no processo foram retiradas de contexto.
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“[A ordem de restrição temporária é] falsa e simplesmente uma jogada publicitária”, disse ele à ABC News.
Irmã de Dolly defende Bryan Seaver
Em meio à disputa, Freida, irmã de Dolly Parton, saiu em defesa de Seaver. Em uma publicação feita no Facebook nesta quarta-feira (23.09) ela afirmou que não existe uma briga familiar relacionada à herança da cantora. “Não há nenhuma rixa dentro da nossa família”.
“Ninguém da família Parton/Owens está brigando pela herança de Dolly”, escreveu ela. “Todos nós amamos Bryan, assim como amamos uns aos outros.”
Dolly Parton; Bryan Seave
Getty Images
Espólio acusa sobrinho de tentativa de extorsão
De acordo com a petição apresentada pela She’s Alive, Seaver teria tentado obter dinheiro do espólio e dos fundos de Dolly por meio de uma série de ameaças.
A organização afirmou que, tanto antes quanto depois da morte da cantora, o sobrinho teria “buscado extorquir dinheiro da SAL e dos fundos fiduciários de Dolly Parton por meio de uma campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças”.
Ainda segundo a denúncia, as conversas mantidas por Seaver com Danny Nozell, empresário de longa data de Parton, teriam como objetivo “causar medo e caos para extorquir dinheiro para seu ganho pessoal”.
Dolly Parton
Getty Images
Mensagens são descritas como ameaçadoras
Os documentos judiciais também apresentam declarações atribuídas a Seaver que teriam sido interpretadas como ameaças de retaliação.
Ele teria dito a Nozell: “Serei a vingança pelo meu povo pelos próximos 50 anos. Não tenho dívidas. Só possuo espadas e armas. Meus filhos têm 3 casas para morar para sempre. Minha esposa é dona de tudo. Tudo o que me resta é animosidade e memória. Mas passarei o tempo que me for necessário na Terra dedurando qualquer um que já tenha traído minha família.”
Em outro episódio citado no processo, Seaver teria enviado, em 3 de setembro, um e-mail considerado “ameaçador” a um advogado do setor de entretenimento que trabalhou durante anos para Dolly.
Na mensagem, ele teria afirmado ter vendido US$ 27 milhões em munição e armas para a polícia do Haiti no mesmo dia em que a cantora morreu. “Eu sou literalmente um traficante de armas internacional e mercenário”, ele teria escrito.
Dolly Parton
GettyImages
Sobrinho dizia ser o “filho predileto” de Dolly
Outro ponto mencionado nos documentos diz respeito à relação próxima entre Seaver e a cantora. Em um e-mail enviado em 3 de setembro, ele teria afirmado que “por acaso era o filho favorito dela entre nós”.
A proximidade entre os dois também teria sido demonstrada pelo fato de Dolly ter escolhido o sobrinho para comunicar publicamente sua morte.
No vídeo publicado em 25 de agosto, Seaver falou sobre o pedido feito pela cantora anos antes. “Este anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu anos atrás, antes que eu o assimilasse completamente como uma realidade futura”, disse ele no vídeo de 25 de agosto que anunciava a morte dela. “Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas, um cargo que meu pai, Larry, ocupou antes de mim, imaginei a intensidade deste momento, mas só agora a senti de verdade.”
Dolly Parton
Getty Images
Declaração sobre ser um “assassino”
Os documentos também citam uma ocasião em que Seaver teria se descrito como um “assassino”. Ele, porém, afirma que a declaração fazia parte de uma brincadeira particular que mantinha com Dolly.
“A Dolly me chamava de assassino. Era uma piada que a gente fazia no acampamento dela”, disse ele. “Eu era o ‘ninja mirim’ dela, e o Danny Nozell tirou essa mensagem de contexto para imaginar que eu estava ameaçando ele. Ele sempre me chamou de O Assassino.”
Funcionários teriam deixado os cargos
Outro ponto levantado pela She’s Alive envolve o impacto que o comportamento atribuído a Seaver teria causado entre funcionários da empresa.
Segundo os documentos, a advogada responsável pelos testamentos e pelo patrimônio de Dolly teria deixado o cargo após Seaver supostamente “fez ameaças vexatórias e sinistras” contra ela.
A ação também afirma que outros funcionários da SAL “pediram demissão em vez de arriscar represálias por parte do Sr. Seaver e seus comparsas fortemente armados da [empresa de segurança de Seaver] SAPS”.
Ainda conforme os autos, alguns funcionários “efetivamente abandonaram seus cargos para se protegerem”, enquanto outros teriam evitado comparecer ao escritório por alegarem não se sentir seguros.
Dolly Parton
Angelina Alcantar/News Sentinel / USA TODAY NETWORK via Imagn
Seaver nega as acusações
Apesar das alegações apresentadas no processo, Seaver nega ter ameaçado qualquer pessoa. Em declaração à ABC News, ele afirmou que foi “demitido” da função de chefe de segurança em razão de “ameaças forjadas”. “Nunca ameacei ninguém”, disse ele. “Eles são meus amigos, meus irmãos e colegas.”
Em outra declaração enviada ao TMZ, Seaver voltou a defender sua versão e afirmou que as mensagens foram interpretadas de maneira equivocada.
“Sou um profissional de segurança e sou um assassino. No entanto, nada em seu processo constitui ameaça e mantenho a maioria dos comentários que fiz. Eu estava conversando francamente e em particular com Danny, que eu considerava meu amigo… Muitas dessas mensagens são de dois caras tendo conversas raivosas e chorando ao telefone enquanto estávamos de luto.”
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Fonte: Vogue