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Data 16 de junho de 2026

A Copa de 2026 acontece na América do Norte, mas a torcida brasileira ganhou dois endereços físicos para viver o Mundial. A Casa CazéTV abre em 13 de junho, na estreia do Brasil contra o Marrocos, e transforma em espaço de visitação a linguagem que fez da CazéTV o maior canal de esportes digital do país.

Realizado pela tm1, agência de brand experience, em parceria com a CazéTV, o projeto reúne transmissão ao vivo, creators, ativações de marcas, conteúdos proprietários e experiências interativas em uma só operação. A ambição cabe numa frase: fazer o fã atravessar a tela.

A área central da Casa CazéTV, com o telão circular da marca. Foto: Jorge Alexandre

A tela vira parque

O ponto de partida é uma tradução. Espontaneidade, proximidade e autenticidade, os atributos que sustentam as transmissões digitais da CazéTV, foram convertidos em arquitetura, programação e experiência presencial.

A casa foi concebida como a materialização física da experiência digital construída pelo canal nos últimos anos. Em vez de apenas assistir aos jogos, o visitante entra na cobertura, com o mesmo clima de resenha, emoção e linguagem própria que reconhece nos conteúdos online.

O formato foi batizado de parque de experiências do esporte: transmissão ao vivo, estúdios abertos, áreas de convivência, convidados e shows num ambiente pensado para transformar cada jogo em experiência coletiva. A proposta não se limita à torcida brasileira, já que a Casa quer ser ponto de encontro de qualquer amante de futebol para acompanhar os principais jogos da Copa.

A arena da Casa CazéTV em São Paulo, com telões e clima de estádio. Foto: Jorge Alexandre

A escala por trás da casa

O Promoview esteve na Casa CazéTV ontem (11) no Media Day e na inauguração oficial, e acompanhou de perto a operação antes da abertura ao público. No espaço, conversou com a equipe da tm1 que assina o projeto: o fundador e CEO Bernardo Dinardi, o CCO Eduardo Rangel, o diretor executivo de arquitetura Henrique Guerra e o head de marketing experience Eduardo Abreu, além de todo o time de produção e operação da agência.

A fachada externa da Casa CazéTV, no Parque Villa-Lobos. Foto: Jorge Alexandre

O que eles contaram ajuda a entender as decisões por trás da casa. A maior delas foi de escala: o projeto foi pensado para ganhar volume e visibilidade tanto de dentro quanto de fora do parque, justamente para dar corpo físico a um movimento que nasce digital e nem sempre é fácil de perceber no mundo real.

É aí que a tradução fica interessante. A linguagem mantém a proximidade que marca a CazéTV, mas a estrutura carrega um cuidado estético que assume a grandiosidade. Por mais que a intenção seja a de uma casa, o que se vê de perto é uma arena com intimidade, um espaço de porte de grande evento que ainda assim quer soar próximo do torcedor.

Visitantes na entrada da Casa CazéTV, sob o letreiro da marca. Foto: Jorge Alexandre

Dois parques em São Paulo e no Rio

A operação acontece em dois venues. Em São Paulo, a Casa ocupa o Parque Villa-Lobos, com arena de mais de 10 mil m² e capacidade para até 5 mil pessoas por dia. No Rio de Janeiro, fica no Píer Mauá, no Armazém 3, com mais de 3 mil m² e projeção de receber até 2 mil pessoas por dia.

O parque paulistano funciona dentro de um endereço que virou hub de ativações: o Villa-Lobos é gerido pela DC Set, que vem transformando parques urbanos em plataformas de experiência e mídia.

A operação tem acesso pago, com ingressos pela Sympla em modalidades para São Paulo e Rio, e patrocínio que tem Itaú e Visa entre os nomes de frente. Cobrar entrada não é o que distingue a casa, já que boa parte das fan fests da Copa 2026 no Brasil também é paga, com ingressos que começam na casa dos R$ 40 e algumas opções gratuitas. O que separa a Casa CazéTV é o ecossistema de conteúdo do canal, que transforma o espaço numa extensão física da transmissão.

A grande abertura, em 13 de junho, inicia uma agenda que se estende por todo o Mundial, com transmissões simultâneas de diferentes jogos. A meta declarada da tm1 e da CazéTV é firmar o espaço como um dos programas mais disputados da Copa no Brasil.

A apresentação do projeto da Casa CazéTV, com os pilares da estratégia no telão. Foto: Jorge Alexandre

As experiências que colocam o fã na transmissão

A espinha do projeto são as ativações proprietárias, todas desenhadas para apagar a fronteira entre quem assiste e quem produz.

No Auuutoriza o Árbitro, o fã narra lances como comentarista e narrador da CazéTV, com direito a clipe instantâneo em áudio e vídeo para compartilhar nas redes. As melhores narrações podem ser levadas para as lives oficiais do canal.

O Grande Switcher materializa a sensação de estar dentro da régie, com múltiplas telas, conteúdos simultâneos e interação com o público. Já o Desafio do Gogó premia quem sustentar o grito de gol mais longo da Copa.

Os espaços de ativação iluminados no interior da Casa CazéTV. Foto: Jorge Alexandre

Em São Paulo, o Corte de Craque transforma o visual do torcedor com cortes inspirados em jogadores, tranças, glitter e acessórios. O cardápio de estilos inclui o Corte Fenômeno, o degradê com “risquin”, o fade de craque, o moicano com fade e aplicações de spray verde e amarelo, presilhas e mini bandeiras no cabelo.

O Museu da Copa de 2022 resgata a primeira participação da CazéTV em um Mundial, num aceno à própria trajetória do canal. Telões com clima de arena, food park, bares e copos colecionáveis completam o ambiente, e o parque paulistano ainda ganha uma quadra externa para desafios de futebol, campeonatos de embaixadinha, travessão e interações ao vivo com o público.

Creators e conteúdos proprietários

A cobertura tem elenco próprio. No Rio de Janeiro, Max Vitorino e Luiza Romar assumem a reportagem; em São Paulo, entram Papi Coisa Linda e Felipe Leite. A apresentação paulistana fica com Mariana Ayrez, CamilotaXP e Nyvi Estephan, responsáveis por conectar o público às atrações ao longo de cada dia.

A grade prevê formatos que já são marca do canal. O Fala Nação aposta na interação direta dos fãs com a transmissão, enquanto o Geral CazéTV, em São Paulo, e o Copazona, no Rio, são gravados no meio do público. Durante a operação, creators e convidados produzem conteúdo direto da Casa, reforçando a lógica de transformar o espectador em protagonista da cobertura.

A entrada da Casa CazéTV durante a coletiva de imprensa. Foto: Jorge Alexandre

A trilha vira atração

A música ganhou papel central na programação. A abertura, em 13 de junho, é comandada por MC Hariel, Gaab e o grupo Prettos, banda residente da casa formada pelos irmãos Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira. Hariel leva a força do funk paulista, enquanto Gaab conecta pagode, R&B e música urbana num repertório que atravessa gerações.

A agenda de junho segue cheia. Em 14 de junho, sobem ao palco Grelo e Arlindinho; no dia 19, quando o Brasil enfrenta o Haiti, é a vez do Benzadeus; e no dia 20, Kamisa 10 e Fabinho dividem a noite com os Prettos no pós-jogo.

A reta final do mês traz Henrique & Diego (21/6) no sertanejo, MC Livinho (24/6) com sua mistura de funk e pop, Yan (27/6) no pagode da nova geração e Japa NK (28/6), que encerra a programação musical de junho transitando entre trap, funk e música urbana.

O ecossistema de marcas

Cada patrocinador opera como uma sub-ativação dentro do parque, e a lista é longa. O Mercado Livre leva a “Mercado Livre Entrega Tudo”, uma arena de experiências imersivas que reúne marcas oficiais da plataforma com degustações, tecnologia, brindes e dinâmicas conectadas ao universo do app.

A Coca-Cola assina o “Sinta Tudo com Coca-Cola”: o torcedor inclui a própria foto no chaveiro oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026 e acompanha jogos e shows de arquibancadas interativas, com momentos da marca no palco ao som do remix oficial da campanha, gravado pelo artista Pedro Sampaio.

O iFood chega com uma série de ativações proprietárias: um estande com distribuição de brindes e personalização dos Canarinhos iFood, o Desafio Panini em uma cabine de vento recheada de figurinhas do álbum oficial e o iFood Park, espaço de comida e resenha com photo opportunity inspirado na brasilidade. Completam a presença a “Blitz BAG da Rodada”, com brindes de marcas parceiras, e a “Larica CAM”, câmera interativa que pode aparecer nos telões e nas transmissões da CazéTV.

Na alimentação, o Outback é o restaurante oficial, com 100 m² em São Paulo e um cardápio exclusivo de ribs em ripas servidas com molho barbecue, burger e batata chips crocante, com chopp gelado em combos criados para o evento, além de ativações diárias com prêmios. Ao lado, a Estação Hellmann’s leva a cremosidade da linha Supreme, com ilhas de molhos, espaço instagramável e criações exclusivas das hamburguerias parceiras Cabana, Tradi e Stunt Burger.

A adidas monta a mini arena “Vai que é sua”, inspirada no futebol de rua brasileiro, com desafios rápidos e duelos 1×1, uma loja que vende camisetas e a bola oficial da Copa, a Trionda, e uma bola gigante para fotos no food park. Betnacional, Visa, Itaú, Hyundai e YouTube completam o time de marcas que ativam no espaço.

A primeira noite oficial, em 13 de junho, dá o tom do projeto: transformar cada jogo em uma experiência coletiva de entretenimento, conteúdo e comunidade. A Casa funciona ao longo de todo o Mundial, com transmissões simultâneas, e a aposta da tm1 e da CazéTV é que o parque atravesse a Copa como um dos points mais concorridos do país.

Fonte: Promoview