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Data 09 de setembro de 2026

Alok abriu o jogo sobre carreira, vida pessoal e os rumos da música durante uma entrevista com Erika Schneider. O DJ foi o primeiro convidado do quadro “De Frente com Schneider”, lançado pela influenciadora nas redes sociais, e explicou por que deixou de enxergar o primeiro lugar nos rankings mundiais como seu principal objetivo.
Atualmente, o brasileiro ocupa a terceira posição do ranking Top 100 DJs, da revista DJ Mag, divulgado em 2025. À frente dele aparecem David Guetta, que lidera a lista, e Martin Garrix, na segunda colocação.
Apesar do reconhecimento internacional, Alok afirmou que passou a enxergar o sucesso de outra maneira e colocou a família no centro de suas prioridades.
Alok
Reprodução/Instagram
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Durante a conversa, Alok explicou que a busca constante pelo primeiro lugar pode se transformar em uma corrida sem fim. Para ele, alcançar o topo não faria sentido se não estivesse também presente na vida dos filhos e da esposa.
“É porque é aquela corrida pra você se tornar o número um do mundo, aí você começa a refletir e fala: ‘Mas o que adianta ser o número um do mundo se eu não for o número um pros meus filhos antes, né? Se eu não for o número um pra minha esposa, pra minha família como um todo, assim?’ Então, pra mim, a questão de ser o número um do mundo, isso aqui é um outro problema, que é: beleza, aí eu sou o número um do mundo. E aí, ano seguinte é o quê? Eu não quero deixar que ninguém ocupe meu lugar, então eu começo a lutar pelo poder. Eu não tô nem aí. Isso não é o sentido. Não tô nem aí, entendeu? A questão é, se eu me tornar ou não, vai ser uma questão de alguma consequência”.
A declaração mostra uma mudança na maneira como o DJ encara a própria trajetória profissional. Em vez de transformar o ranking em uma meta definitiva, Alok demonstrou estar mais preocupado com o impacto que sua carreira tem em sua vida familiar.
Alok celebrou 35 anos com a esposa e os filhos
Reprodução/Instagram
Outro assunto abordado na entrevista foi a homenagem feita por Alok a Marília Mendonça durante o evento de Barretos.
O DJ contou que tinha planos de dividir o palco com a cantora em 2022. Marília também seria a embaixadora da festa naquele ano, mas morreu em novembro de 2021, vítima de um acidente aéreo.
“Cara, não, eu não pensei em mais ninguém, assim, sabe? A questão da Marília teve, né? A gente ia tocar juntos em 2022, ela ia ser embaixadora naquele ano e aí, enfim, ela faleceu em 2021. E eu acho que ficou faltando essa presença dela ali, sabe, como embaixadora ali. E aí foi mesmo uma forma de materializar essa presença dela e fazer uma homenagem.”
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Questionado por Erika Schneider sobre a possibilidade de prestar tributo a outros artistas, Alok afirmou que não possui atualmente nenhum outro projeto desse tipo em mente. “Eu não tenho nenhuma outra pretensão de fazer homenagem a nenhum outro artista, assim. Não tem algo que me mexa, assim”.
Conhecido por incorporar recursos tecnológicos aos próprios espetáculos, Alok também comentou o avanço da inteligência artificial e o impacto que a tecnologia pode provocar no mundo artístico.
O DJ explicou que sempre enxergou a tecnologia como uma importante aliada em seu trabalho, mas afirmou ter ressalvas quando a inteligência artificial passa a ser utilizada diretamente no processo de criação artística.
“Eu sempre falei que a tecnologia é uma grande aliada na minha carreira, né? Então, assim, até porque eu só posso fazer o que eu faço porque existe tecnologia em torno disso, sim. Mas, a partir do momento que se inventou a inteligência artificial e ela começou a fazer parte, assim, numa questão de uma criação artística, que, na verdade, nada mais é que uma cópia daquilo que ela estudou, né, da nossa arte, eu começo a colocar um certo tipo de limite porque eu acho que, pra você fazer arte, a arte ainda precisa ser humana.”
Alok
Reprodução/Instagram
Na sequência, Alok destacou que a função da arte vai muito além de proporcionar entretenimento ou conforto ao público. Para ele, a produção artística também precisa provocar questionamentos e contribuir para transformações culturais.
“Mas a arte nem sempre é pra trazer conforto. Também é pra nos confrontar, fazer refletir, pensar, mover a cultura pra frente, moldar a cultura como um todo”.
Alok
Reprodução/Instagram
Alok também colocou em dúvida a ideia de que a inteligência artificial deva ser encarada apenas como mais uma ferramenta tecnológica. Segundo ele, os investimentos bilionários feitos pelas grandes empresas de tecnologia indicariam que existe uma ambição maior por trás do desenvolvimento desses sistemas.
“Só que, fora isso, tem muitas outras coisas, assim, porque a galera fala que inteligência artificial é uma ferramenta, mas é mentira, assim, porque, no final, se eles acreditassem realmente que seria só uma ferramenta, eles estariam investindo trilhões pra que ela nos tornasse uma AGI. Então, se ela fosse só uma ferramenta, iriam falir todas as big techs que estão investindo trilhões e trilhões nela. Então, eles têm a convicção de que ela vai virar uma IA, que toma uma decisão por conta própria. E, a partir daí, a gente começa a ter vários outros tipos de problemas também. Então, assim, acreditar nessa narrativa de que ela é só uma ferramenta é a gente ser um pouco ingênuo no que as big techs estão pensando, assim”, declarou.
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Fonte: Vogue