categoria Saúde
Data 09 de setembro de 2026

Os remédios para vermes mais comuns incluem albendazol, mebendazol, nitazoxanida, ivermectina e secnidazol, que variam conforme o tipo do parasita a ser combatido.

O uso dos remédios para vermes geralmente é feito em dose única, mas também podem ser feitos em regimes de 3, 5 ou mais dias. O período de tratamento varia dependendo do tipo de medicamento e do verme, sendo necessária uma avaliação médica para determinar a dosagem correta com base na causa dos sintomas.

Os remédios para vermes devem ser sempre tomados de acordo com a recomendação do médico e são indicados quando são detectados vermes no exame de fezes. Confira os principais sintomas de vermes.

Principais remédios

Os principais remédios para os vermes mais comuns, são:

1. Albendazol

O albendazol é um medicamento muito utilizado, pois combate grande parte das parasitoses intestinais, como ascaridíase, tricocefalíase, enterobíase (oxiuríase), ancilostomíase, estrongiloidíase, teníase e giardíase.

Sua ação consiste em degenerar as estruturas das células e tecidos dos vermes e protozoários, causando a morte destes parasitas.

Como tomar: geralmente, a dose utilizada do albendazol para adultos ou crianças com mais de 2 anos é de 400 mg, em dose única, para o tratamento de Ascaris lumbricoides.

Entretanto, em alguns casos, pode ser orientado pelo médico o uso por um período mais alargado, como por 3 dias em casos de Estrongiloidíase e Teníase, ou por 5 dias, em casos de Giardíase, por exemplo.

Efeitos colaterais mais comuns: dor abdominal, dor de cabeça, vertigem, enjoo, vômito, diarreia, urticária e elevações dos níveis de algumas enzimas do fígado.

2. Mebendazol

O mebendazol é utilizado para tratar muitos tipos de vermes, pois destrói as funções das células responsáveis pela energia dos parasitas, causando a morte de vermes que causam doenças como oxiuríase, ascaridíase, tricocefalíase, equinococose, ancilostomíase e teníase.

Como tomar: a dose recomendada, conforme a bula, é de 100 mg, 2 vezes ao dia, por 3 dias, ou conforme orientação do médico, para adultos e crianças acima de 2 anos.

Efeitos colaterais mais comuns: dor de cabeça, tontura, queda de cabelo, desconforto abdominal, febre, vermelhidão na pele, alterações nas células sanguíneas e elevação dos níveis das enzimas do fígado.


Leia também: Vermes intestinais: o que são, sintomas, transmissão e tratamento

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3. Nitazoxanida

Também conhecida pelo nome comercial Annita, a nitazoxanida é um dos mais eficientes remédios para vermes e protozoários.

Isso porque inibe as enzimas das células indispensáveis à vida dos parasitas, dentre eles oxiuríase, ascaridíase, estrongiloidíase, ancilostomíase, tricocefalíase, teníase e himenolepíase, amebíase, giardíase, cripstosporidíase, blastocitose, balantidíase e isosporíase.

Como tomar: seu uso, geralmente, é feito com a dose de 500mg, de 12 em 12 horas, por 3 dias. Já a dose em crianças acima de 1 ano é de 0,375 mL (7,5 mg) da solução oral por kg de peso, de 12 em 12 horas, por 3 dias, conforme orientação do pediatra.

Efeitos colaterais mais comuns: urina de cor esverdeada, dor abdominal, diarreia, enjoo, vômito, dor de cabeça, elevação dos níveis das enzimas do fígado e anemia.

4. Ivermectina

A Ivermectina é muito útil para o tratamento de larvas que causam a estrongiloidíase, oncocercose, filariose, escabiose e pediculose, que são os piolhos, e mata estes parasitas ao alterar a estrutura de suas células musculares e nervosas.

Como tomar: a dose recomendada desta medicação é de 200 mcg por kg de peso, em dose única, ou conforme indicação médica, para adultos e crianças com mais de 15 kg de peso.

Efeitos colaterais mais comuns: diarreia, enjoo, vômito, fraqueza, dor abdominal, falta de apetite, prisão de ventre, tontura, sonolência, tremor, urticária.

5. Tiabendazol

O tiabendazol também é um medicamento útil na eliminação de larvas, sendo utilizada para tratar estrongiloidíase, larva migrans cutânea e larva migrans visceral (toxocaríase), pois inibe as enzimas das células dos vermes, causando a sua morte.

Como tomar: a dose recomendada pode variar de acordo com a indicação médica, mas costuma ser orientada a dose 50 mg para cada kg de peso (máximo de 3 g), dividida em duas doses, para adultos e crianças. Podem ser necessários vários dias de tratamento para eliminar a Larva migrans visceral.

Efeitos colaterais mais comuns: enjoo, vômitos, secura na boca, diarreia, perda de peso, dor no estômago, dor abdominal, cansaço e tontura.

6. Secnidazol

O secnidazol é um medicamento que interfere no DNA dos protozoários, causando a sua morte, sendo muito utilizado para o tratamento de amebíase e giardíase.

Como tomar: a dose recomendada deste medicamento é de 30 mg por kg de peso, em dose única, sem ultrapassar a dose máxima de 2 g.

Para o tratamento da amebíase intestinal ou giardíase. Já no caso da amebíase hepática, o tempo de tratamento pode variar de 5 a 7 dias, conforme orientação médica. Este remédio deve ser ingerido com um pouco de líquido, de preferência após o jantar.

Efeitos colaterais mais comuns: enjoo, dor no estômago, alteração do paladar, com gosto metálico, inflamação da língua e da mucosa da boca, diminuição do número de glóbulos brancos do sangue e tontura.

7. Metronidazol

É um antibiótico útil para diversos tipos de bactérias, entretanto, tem uma ótima ação contra protozoários que causam doenças intestinais como amebíase e giardíase, agindo ao interferir no DNA de bactérias e protozoários, causando sua morte.

Além disso, também é muito utilizado para outros tipos de infecções por protozoários, como infecções vaginais por Gardnerella vaginalis e tricomoníase.

Como tomar: o uso recomendado para tratar a Giardíase é de 250 mg, 3 vezes ao dia, por 5 dias, enquanto que, para tratar a Amebíase, é recomendado tomar 500 mg, 4 vezes ao dia, por 5 dias a 10 dias, o que deve ser orientado pelo médico.

Efeitos colaterais mais comuns: dor abdominal, enjoo, vômito, diarreia, mucosite oral, alterações no paladar como gosto metálico, tontura, dor de cabeça e urticária.

8. Praziquantel

É um antiparasitário que serve para o tratamento de infecções como esquistossomose, teníase e cisticercose, atuando ao causar paralisia do verme, que é morto em seguida pela ação da imunidade do corpo.

Como tomar: para tratar a esquistossomose de adultos e crianças acima de 4 anos, são orientadas 2 a 3 doses de 20 mg por kg de peso, num único dia.

Para tratar a teníase, recomenda-se 5 a 10 mg por kg de peso, em dose única e para a Cisticercose, 50 mg/kg ao dia, dividido em 3 doses diárias, durante 14 dias.

Efeitos colaterais mais comuns: dor abdominal, enjoo, vômitos, dor de cabeça, tontura, fraqueza e urticária.

Quem não deve usar

Os remédios para vermes não devem ser usados por crianças menores de 2 anos, mulheres grávidas ou em período de amamentação, exceto sob orientação médica.

Isso porque as contraindicações e precauções podem variar dependendo do tipo de medicamento, da idade e das condições de cada pessoa.

Remédio caseiro para verme

Existem opções de remédios caseiros que podem ajudar a combater os vermes. Entretanto, estes remédios naturais nunca devem substituir o tratamento orientado pelo médico, sendo apenas opções complementares para a prevenção desses tipos de infecções.

Alguns exemplos são comer sementes de abóbora, sementes de mamão ou beber chá de hortelã-pimenta com leite, por exemplo. Confira outras opções de remédios caseiros para vermes.

Como evitar se contaminar novamente

Para evitar o risco de infecção, é importante manter bons hábitos de higiene, como:

  • Lavar as mãos com água e sabão após usar o banheiro, antes de preparar refeições e após estar em locais públicos, como ônibus;
  • Evitar roer unhas;
  • Evitar andar descalço, principalmente em chão com terra e lama;
  • Beber água somente filtrada ou fervida;
  • Lavar e desinfetar as saladas e as frutas antes de comer. Veja uma forma simples de como lavar frutas e verduras corretamente.

Os vermes podem ser encontrados na água, no solo e em alguns alimentos, principalmente quando não são lavados e/ou manuseados corretamente. Portanto, manter esses hábitos ajuda a reduzir o risco de infecção.

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Fonte: Tua Saúde