categoria Saúde
Data 01 de setembro de 2026

A adenomiose é uma condição ginecológica benigna que pode causar sintomas como barriga inchada, menstruação intensa e prolongada, dor durante ou após a relação sexual ou cólicas menstruais muito fortes.

Essa condição acontece quando as células do tecido que reveste a parte interna do útero, o endométrio, entram e crescem no miométrio, que é a camada muscular do útero.

O tratamento da adenomiose, também chamada de adenomiose uterina, é feito pelo ginecologista, que pode indicar remédios anti-inflamatórios ou hormonais para aliviar os sintomas, ou cirurgia para remoção do útero.

Sintomas de adenomiose

Os principais sintomas da adenomiose são:

  • Cólicas menstruais muito fortes;
  • Sangramento menstrual intenso e prolongado;
  • Dor ou desconforto constante na região pélvica;
  • Dor durante ou após a relação sexual;
  • Sensação de inchaço ou peso na barriga;
  • Infertilidade.

Devido ao sangramento intenso, a adenomiose uterina também pode causar anemia, levando ao surgimento de sintomas como fadiga crônica e sensação de frio.

Entretanto, os sintomas da adenomiose variam de mulher para mulher e muitas vezes podem nem surgir, sendo esta situação descoberta durante a realização de exames ginecológicos de rotina.

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Barriga de adenomiose

A “barriga de adenomiose” é um termo popular que indica o inchaço, sensação de peso ou distensão abdominal que muitas mulheres com essa condição apresentam.

Este sintoma surge devido ao aumento do tamanho do útero, que pode duplicar ou triplicar de tamanho, projetando o abdômen para fora e causando uma distensão abdominal visível e palpável.

Além disso, essa doença muitas vezes também é acompanhada de outras condições como miomas uterinos, o que pode aumentar ainda mais o volume do abdômen

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da adenomiose é feito pelo ginecologista, através da avaliação dos sintomas apresentados pela mulher e exame físico manual da pelve.

Para confirmar o diagnóstico, o médico deve solicitar exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, e histopatologia.

O médico pode também solicitar uma histerossonografia, um exame que permite observar o interior do útero, identificando a adenomiose e ajudando a descartar outras condições que podem ser confundidas com outras condições, como endometriose, leiomiomas ou câncer.


Leia também: Especialistas em adenomiose: qual médico consultar?

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Tipos de adenomiose

Os tipos de adenomiose são:

1. Adenomiose difusa

A adenomiose difusa é definida pela presença de diversos focos de tecido do endométrio espalhados em todo o miométrio, que é a camada mais grossa do útero, geralmente causando um aumento do útero.

2. Adenomiose focal

A adenomiose focal é caracterizada pela presença de nódulos isolados em uma área específica do miométrio.

3. Adenomiose cística juvenil

A adenomiose cística juvenil, é uma forma rara desta condição, sendo caracterizada pela presença de cistos hemorrágicos no miométrio e geralmente surge em mulheres com menos de 30 anos.

Os sintomas da adenomiose cística juvenil são geralmente resistentes ao tratamento com remédios e podem necessitar de cirurgia, como miomectomia ou, de forma menos comum, histerectomia.

O que causa adenomiose?

A causa da adenomiose ainda não é totalmente conhecida, entretanto, acredita-se que esteja relacionada a fatores, como:

  • Histórico de gravidez e ter tido duas ou mais gestações;
  • Cirurgias e traumas, como cesáreas anteriores, curetagens, dilatação uterina, abortamento ou miomectomias;
  • Contrações uterinas crônicas;
  • Primeira menstruação antes dos 10 anos;
  • Ciclos menstruais curtos;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Uso de anticoncepcionais orais;
  • Uso de tamoxifeno;
  • Idade, sendo mais comum entre os 35 e 50 anos;
  • Endometriose.

Apesar da causa da adenomiose não ser totalmente conhecida, sabe-se que a exposição ao hormônio estrogênio pode desencadear essa condição.

Tratamento para adenomiose

O tratamento para adenomiose varia conforme os sintomas e a idade da mulher, e deve ser indicado pelo ginecologista, incluindo:

  • Remédios não hormonais, como anti-inflamatórios não esteroides, como naproxeno e ibuprofeno, e ácido tranexâmico, para o alívio da dor, do sangramento e da inflamação;
  • Remédios hormonais, como anticoncepcionais orais combinados, dienogeste, adesivo anticoncepcional, anel vaginal, DIU hormonal e análogos de GnRH;
  • Procedimentos minimamente invasivos, como ablação endometrial, embolização das artérias uterinas e adenomectomia;
  • Cirurgia para retirada do útero, chamada de histerectomia, para remoção total do útero. Nesta cirurgia, geralmente os ovários não precisam ser removidos.

A cirurgia para retirada do útero é o tratamento que cura esta doença, porém é indicada apenas quando a mulher já não pretende engravidar e quando a adenomiose provoca dor e sangramento excessivo e que não responderam a nenhum outro tratamento.


Leia também: Como é feito o tratamento para adenomiose

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Adenomiose tem cura?

Sim, a adenomiose tem cura, onde a única forma de curar essa condição é por meio da histerectomia, onde o útero é retirado por meio de cirurgia.

A adenomiose depende do estrogênio para se multiplicar e evoluir. Assim, quando a mulher entra na menopausa e os níveis de estrogênio caem muito, diminuem as lesões e os sintomas tendem a desaparecer de forma natural e definitiva em muitos casos.

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Fonte: Tua Saúde