Conexão
01 de setembro de 2026
A princesa Diana morreu na madrugada de 31 de agosto de 1997, em Paris, na França, aos 36 anos. Sua morte repentina, há 29 anos, encerrou de maneira trágica a trajetória de uma das figuras mais populares e influentes da família real britânica.
Conhecida mundialmente como Lady Di, Diana havia conquistado enorme popularidade desde seu casamento com o então príncipe Charles, em 1981. Ao longo dos anos, porém, ela passou a construir uma identidade própria, especialmente por seu envolvimento com causas humanitárias e por sua maneira mais próxima de se relacionar com o público.
Diana e Charles em seu casamento, em 1981
Getty Images
Mesmo depois do divórcio de Charles, oficializado em 1996, Diana continuou sendo uma das personalidades mais fotografadas do mundo.
A madrugada em Paris
Na noite de 30 de agosto de 1997, Diana estava em Paris acompanhada do empresário egípcio Dodi Al Fayed. Os dois haviam passado o dia na cidade e, mais tarde, deixaram o Hotel Ritz, pertencente à família Al Fayed.
Pouco depois da meia-noite, o casal entrou em um Mercedes-Benz S280 para deixar o hotel. O motorista Henri Paul estava ao volante, enquanto o guarda-costas Trevor Rees-Jones ocupava o banco dianteiro.
Lady Di
Getty Images
Fotógrafos perseguiam o veículo pelas ruas de Paris, tentando registrar imagens de Diana e Dodi. Na região do túnel da Ponte de l’Alma, o automóvel perdeu o controle e bateu violentamente contra uma das colunas do túnel.
O acidente
O impacto aconteceu por volta de 0h23. Dodi Al Fayed e o motorista Henri Paul morreram ainda no local. Diana ficou gravemente ferida dentro do veículo. Trevor Rees-Jones sobreviveu ao acidente, embora tenha sofrido ferimentos muito graves.
Equipes de emergência chegaram ao local e iniciaram o atendimento à princesa. O resgate, entretanto, foi demorado, em parte porque os socorristas precisaram trabalhar dentro de um carro completamente destruído. Diana foi retirada do automóvel e encaminhada ao Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.
Lady Di
Getty Images
A luta pela vida
Apesar dos esforços dos médicos, Diana não resistiu à gravidade dos ferimentos. Ela sofreu importantes lesões internas, incluindo uma grave hemorragia provocada pelo impacto. Os médicos realizaram procedimentos de emergência e uma longa cirurgia para tentar salvar sua vida.
Pouco depois das 4h da manhã, a equipe médica anunciou que a princesa havia morrido.
Lady Di com a tiara Lover’s Knot
Getty Images
Diana tinha apenas 36 anos.
A notícia rapidamente atravessou fronteiras e provocou uma onda de choque. Milhões de pessoas que haviam acompanhado sua vida, seu casamento, sua relação com a família real e seu trabalho humanitário acordaram naquela manhã com a notícia de sua morte.
O mundo em choque
A morte de Diana provocou uma das maiores manifestações espontâneas de luto já vistas no Reino Unido.
Flores começaram a ser deixadas diante das residências reais, especialmente no Palácio de Kensington, onde Diana havia morado após o divórcio. Milhares de pessoas viajaram até Londres para prestar homenagem à princesa. O volume de flores, cartas, fotografias e presentes deixados pelos admiradores impressionou até mesmo a família real.
A comoção também se espalhou pelo restante do mundo. Homenagens foram realizadas em diversos países, enquanto emissoras de televisão interromperam suas programações para noticiar a tragédia.
Lady Diana no Festival de Cannes 1987
Getty Images
A reação da família real
A morte de Diana também colocou a monarquia britânica diante de uma crise sem precedentes. Naquele momento, seus filhos, William e Harry, tinham 15 e 12 anos, respectivamente. A família real permaneceu no Castelo de Balmoral, na Escócia, onde os meninos estavam com o pai e os avós.
Princesa Diana com Príncipes William e Harry
Getty Images
A decisão de manter os príncipes afastados da imprensa e de Londres durante os primeiros dias gerou críticas. Parte do público esperava uma manifestação mais rápida da família real diante da enorme comoção nacional.
O então príncipe Charles acompanhou os filhos durante o período de luto e participou das decisões relacionadas ao funeral.
O funeral que parou o Reino Unido
O funeral de Diana aconteceu em 6 de setembro de 1997 e foi acompanhado por uma multidão nas ruas de Londres e por milhões de pessoas ao redor do mundo pela televisão.
Um dos momentos mais emocionantes aconteceu quando William e Harry caminharam atrás do caixão da mãe durante o cortejo. O caixão foi coberto pelo estandarte real e recebeu uma coroa de flores. Sobre as flores havia um cartão com uma mensagem assinada pelos filhos: “Mummy”.
A cerimônia na Abadia de Westminster reuniu membros da família real, autoridades, celebridades e personalidades de diferentes países. O cantor Elton John também protagonizou um dos momentos mais lembrados da despedida ao cantar uma nova versão de “Candle in the Wind”, dedicada à princesa.
Lady Di
Getty Images
Uma morte cercada de perguntas
Desde as primeiras horas após o acidente, diversas teorias e especulações começaram a surgir sobre o que realmente havia acontecido naquela noite.
A presença dos paparazzi, a velocidade do Mercedes e as condições do motorista foram alguns dos elementos analisados pelas autoridades. As investigações oficiais concluíram que o acidente foi provocado principalmente pela condução em alta velocidade e pelo estado de embriaguez do motorista Henri Paul, além da perseguição dos paparazzi.
Ao longo dos anos, porém, teorias alternativas continuaram circulando e alimentando dúvidas entre parte do público.
Lady Di
Getty Images
O legado de Lady Di
Apesar da maneira trágica como sua vida terminou, Diana deixou uma marca profunda na família real e na sociedade britânica.
Ela ficou conhecida pelo trabalho com instituições de caridade e por apoiar campanhas relacionadas a pessoas vulneráveis, crianças, pacientes com HIV/AIDS e vítimas de conflitos armados.
Sua atuação também ajudou a modificar a percepção pública sobre determinados temas. Em uma época em que o HIV ainda era cercado por forte preconceito, Diana chamou atenção ao se aproximar de pacientes e demonstrar publicamente que o simples contato físico não transmitia o vírus.
Lady Di
Getty Images
Outro momento emblemático de seu trabalho humanitário aconteceu em Angola, em 1997, quando visitou uma região afetada por minas terrestres. As imagens da princesa caminhando por uma área de desminagem ganharam repercussão internacional.
29 anos depois
A morte de Diana continua sendo lembrada como um dos acontecimentos mais marcantes do século XX.
Sua trajetória foi interrompida quando ainda era muito jovem, mas sua influência permaneceu através dos filhos, William e Harry, e das causas que ajudou a promover.
Lady Di
Getty Images
Décadas depois, Lady Di continua presente na cultura popular, em documentários, livros, filmes, exposições e homenagens.
Para milhões de pessoas, entretanto, Diana permanece principalmente como a princesa que rompeu protocolos, se aproximou do público e transformou a maneira como uma integrante da família real poderia se relacionar com o mundo.
Sua morte, ocorrida naquela madrugada em Paris, encerrou uma história que havia começado como um dos mais famosos contos de fadas modernos – mas que terminou de forma inesperada e dolorosa.
Os sapatos de festa dos anos 90 que Lady Di usava estão de volta
Getty Images
Canal da Vogue
Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!