Saúde
31 de agosto de 2026A febre do Nilo, também conhecida como doença do Nilo Ocidental, é uma infecção que pode causar sintomas leves como febre, dor de cabeça e muscular e náusea, por exemplo.
Sendo causada pela picada do mosquito do gênero Culex infectado pelo vírus do Nilo Ocidental, a febre do Nilo também pode causar complicações meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
Apesar de ser pouco frequente, a febre do Nilo acontece mais facilmente em idosos. Isso porque os idosos possuem o sistema imunológico mais fragilizado, o que torna mais fácil a infecção e o desenvolvimento dos sintomas da doença.
Os principais sintomas são:
A maioria dos casos de febre do Nilo não causa nenhum sinal ou sintoma. No entanto, quando a pessoa possui o sistema imunológico enfraquecido, como no caso de crianças, idosos, grávidas ou pessoas transplantadas ou com doenças crônicas, pode-se notar os sintomas entre 2 a 14 dias após a infecção com o vírus.
Nestes casos, a doença pode levar a complicações graves como encefalite, meningite, e fraqueza muscular grave de início rápido, provocando sintomas como confusão e desorientação, convulsões, paralisia, mielite, neurite óptica e polirradiculoneurite.
[REDE_DOR_ENCONTRE_O_MEDICO_SINTOMAS]
O diagnóstico da febre do Nilo é feito pelo clínico geral ou pelo infectologista, através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, além do resultado de exames de sangue, principalmente o sorológico, que tem como objetivo identificar a presença de antígenos e anticorpos contra o vírus.
Além disso, é recomendado pelo médico a realização de hemograma, em que normalmente é observado diminuição do número de linfócitos e hemoglobina, além de dosagem da proteína C reativa (PCR) e avaliação do LCR, principalmente se houver suspeita de meningite.
Dependendo dos sintomas, o médico pode indicar a realização de exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, para avaliar a gravidade da doença.
A transmissão da febre do Nilo acontece através da picada de mosquitos infectados, especialmente gênero Culex (pernilongo), onde os hospedeiros naturais deste vírus são algumas espécies de aves silvestres.
Além disso, o vírus do Nilo Ocidental também pode infectar humanos, que são considerados hospedeiros acidentais e terminais.
Outras formas mais raras de transmissão desta doença incluem transfusão sanguínea, transplante de órgãos, aleitamento materno e transplacentária, durante a gravidez.
Ainda não existe vacina ou tratamento específico para a febre do Nilo ou para eliminar eficazmente o vírus do corpo, e, por isso, o tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas relacionados com a doença.
Para isso, é recomendado realizar repouso absoluto, beber bastante água e usar alguns remédios, como paracetamol ou metoclopramida, por exemplo, de acordo com a recomendação do médico.
Nos casos mais graves, pode ainda ser necessário o internamento, para que seja feito o acompanhamento e o tratamento adequados com soro na veia, podendo também ser necessária a utilização de máquinas para ajudar a pessoa a respirar.
Conforme o Ministério da Saúde, as formas de se prevenir a febre do Nilo são:
Além disso, é recomendado também não jogar lixo em valas, margens de córrego, rios e riachos, e evitar mexer em animais mortos, quando possível.