Saúde
14 de agosto de 2026Lisdexanfetamina é um medicamento estimulante estimulante do sistema nervoso central indicado para o tratamento do transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou compulsão alimentar.
Esse medicamento é uma pró-droga, que precisa ser convertido pelo organismo em dextroanfetamina, para ter sua ação no cérebro reduzindo a impulsividade e a hiperatividade.
A lisdexanfetamina pode ser encontrada na forma de cápsulas ou gotas, como genérico ou com os nomes comerciais Venvanse, Lyberdia ou Juneve, e deve ser usada somente com prescrição e acompanhamento médico.
A lisdexanfetamina é indicada para:
No TDAH, o medicamento pode ajudar a aumentar a atenção e reduzir a impulsividade e a hiperatividade. No transtorno de compulsão alimentar, pode reduzir o número de episódios de compulsão.
O tratamento deve ser feito somente com orientação do psiquiatra, neurologista ou pediatra, e faz parte de um cuidado mais amplo que pode incluir acompanhamento psicológico e outras medidas.
A lisdexanfetamina deve ser tomada 1 vez por dia, pela manhã, com ou sem alimentos. O uso à tarde deve ser evitado devido ao risco de dificuldade para dormir.
As cápsulas podem ser engolidas inteiras ou abertas, com o conteúdo misturado em iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada.
A solução gotas também pode ser adicionada a iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser homogeneizada e consumida imediatamente.
A dose do dimesilato de lisdexanfetamina deve ser individualizada pelo médico de acordo com a necessidade e a resposta ao medicamento, utilizando-se sempre a menor dose eficaz.
A posologia do dimesilato de lisdexanfetamina 30 mg é de 1 cápsula por dia como dose inicial para o tratamento do TDAH em crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos ou compulsão alimentar em adultos.
Essa dose pode ser ajustada pelo médico com aumentos de 20 mg em intervalos de aproximadamente 1 semana, conforme resposta e tolerância ao tratamento.
A dose do dimesilato de lisdexanfetamina 50 mg é de 1 cápsula por dia, usado como ajuste de dose para TDAH e transtorno alimentar. Esse aumento de dose só deve ser feito com orientação médica.
Em pessoas com insuficiência renal grave, a dose máxima pode ser limitada a 50 mg por dia, conforme avaliação médica.
O dimesilato de lisdexanfetamina 70 mg é a dose máxima recomendada.
A dose é de 1 cápsula de 70 mg por dia para o tratamento da compulsão alimentar em adultos ou TDAH em crianças com mais de 6 anos, adolescentes e adultos.
A lisdexanfetamina gotas 40 mg/mL é usada por via oral. Cada 1 mL corresponde a cerca de 20 gotas, e cada gota contém 2 mg do medicamento.
A dose inicial é de 15 gotas (30 mg), uma vez ao dia, para TDAH em adultos e crianças a partir de 6 anos ou compulsão alimentar em adultos.
Conforme a resposta ao tratamento, a dose pode ser ajustada pelo médico em aumentos de 10 gotas (20 mg), podendo chegar a 25 gotas (50 mg) ou 35 gotas (70 mg) por dia.
Os efeitos colaterais mais comuns da lisdexanfetamina são:
Além disso, também apresenta potencial de uso indevido, abuso, tolerância e dependência, especialmente quando utilizado de forma diferente da prescrita.
Mais raramente, podem ocorrer alterações importantes de humor, sintomas psicóticos, convulsões e problemas cardiovasculares.
Dor no peito, falta de ar, desmaio, convulsão ou alterações importantes de comportamento precisam de avaliação médica urgente.
A lisdexanfetamina pode reduzir o apetite e causar perda de peso como efeito colateral, mas não é indicada como medicamento para emagrecimento.
O uso com finalidade estética ou para melhorar o desempenho acadêmico ou cognitivo, sem indicação médica, não é recomendado e pode causar riscos à saúde, incluindo problemas cardiovasculares.
A lisdexanfetamina não deve ser usada nas seguintes situações:
Pessoas em uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), como fenelzina, selegilina, isocarboxazida, moclobemida ou tranilcipromina, devem aguardar pelo menos 14 dias após a interrupção do IMAO, para iniciar a lisdexanfetamina.
Durante a gravidez e a amamentação, o uso deve ser avaliado individualmente pelo médico. Pessoas com alterações renais também devem informar o profissional, pois pode ser necessário ajustar a dose.